Blog da Pastoral de Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo (São Paulo/SP)
quinta-feira, 26 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
Pedro Aguerre
Professor da PUC-SP, colaborador da Pastoral Fé e Política e da Escola de Governo de São Paulo
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Dia do Trabalhador
9h - Abertura e acolhida
10h - Saúde - responsabilidade de todo cristão
11h - Trabalhador em destaque - bombeiro
11:40h - Momento de fé, política e cidadania
12h - Missa do trabalhador
13h - Almoço
Ginástica, brincadeiras na praça, música e dança.
Ir. Miriam
Pastoral Fé e Política
Região Sé
50 anos do Concílio Vaticano II e as CEBs
Campanha da Fraternidade e a Política
Colaboração de Filipe e Rosimar ThomazMembros da Pastoral Fé e PolíticaRegião Belém/Setor Carrão-Formosa
sexta-feira, 20 de abril de 2012
QUE CURSOS QUEREMOS NA FUTURA UNIVERSIDADE FEDERAL DA ZONA LESTE?
Na “Escola de Cidadania” do dia 20 de Abril, sexta feira, o tema será:
· QUE CURSOS QUEREMOS NA FUTURA UNIVERSIDADE FEDERAL DA ZONA LESTE?
· Os CURSOS DA UNIFESP-LESTE deverão ser uma grande resposta às necessidades do Povo da Zona Leste, de São Paulo e do Brasil.
Convidados/as: Você e todas as pessoas interessadas. Queremos tirar um DOCUMENTO DOS CURSOS para entregar para a PRESIDENTA DILMA, AO MINISTRO DA EDUCAÇÃO MERCADANTE E AO REITOR DA UNIFESP DR. ALBERTONE. Não deixe de trazer suas propostas dia 20 de Abril.
· Dias 26 a 29 de Maio estaremos em Brasília para entregar o DOCUMENTO DOS CURSOS que queremos na UNIFESP-ZONA LESTE para a Presidenta Dilma e Ministro da Educação Mercadante.
Local da Escola de Cidadania: Salão da Igreja São Francisco, Rua Miguel Rachid, 997, Ermelino Matarazzo, Zona Leste, 9988.1869; 7194.4426.
Informações: ESCOLA DE CIDADANIA, 7194.4426, Luis.
Pe. Ticão
quinta-feira, 19 de abril de 2012
1ª Caminhada dos Mártires da Diocese de Jundiaí
Cabreuva, 18 de abril de 2012
Paz e bem!
No dia 21 de abril, a Diocese de Jundiaí, através da Pastoral Fé e Política, promove a “1ª Caminhada dos Mártires da Diocese de Jundiaí”, e o convida a estar presente para caminhar, celebrar, fazer memória e assumir o compromisso do mártir Jesus, seguido por tantos outros mártires.
O local do evento será na Comunidade Maria de Nazaré – Avenida Amélia Barbosa, s/nº - Bairro do Vilarejo. Em frente ao Centro de Lazer Silvia Covas.
O Bairro do Vilarejo está situado entre o Distrito do Jacaré e a cidade de Cabreuva. Local de exuberante beleza, por estar dentro da Serra do Japi, porém apresenta gritante realidade social.
O tema da “1ª Caminhada dos Mártires”, ligado à Campanha da Fraternidade 2012 é “Saúde e Vida para Todos”, com os subtemas Saúde, Educação, Meio Ambiente, 5ª Semana Social Brasileira e Grito dos Excluídos 2012.
Estamos entusiasmados e motivados para este evento e pedimos pela intercessão de Nossa Senhora do Desterro, padroeira da nossa Diocese, que este trabalho seja realizado com êxito e eficácia para o bem da Igreja e da Sociedade.
Obs: Após o evento Lanche Comunitário
Fraternalmente
Equipe de coordenação da 1ª Caminhada dos Mártires
Contatos (11) 7367.1584 com Claudio (11) 8791.9217 Reinaldo
Pastoral Fé e Política da Diocese de Jundiaí
Rua Engenheiro Roberto Mange, 400 - Anhangabaú CEP: 13208-200 - Jundiaí – SP - CEP: 13208-970
Fone: (11) 4583-7474
email comunicacaopopular@ibest.com.br
Gandhi, o emancipador social
proferida pelo Dr. Pascal Alan Nazareth.
O pensamento e a prática do Mahatma Gandhi revelam-se de grande atualidade no cenário político, econômico e social da humanidade hoje, quando se buscam novos caminhos para um desenvolvimento sustentável, um meio ambiente preservado e uma sociedade justa e fraterna. Os valores defendidos por Gandhi - muitos deles ainda por serem descobertos pelo grande público - questionam a consciência e o pensamento único, provocam a reflexão e a mudança de atitude, suscitam um saudável debate e instigam a ação consequente.
O Dr. Pascal Alan Nazareth, indiano, é o fundador e administrador-geral da International Sarvodaya Trust, entidade que se dedica à promoção dos valores gandhianos: a verdade, a paz, a não violência, harmonia, serviços humanitários. Ele também foi embaixador, tendo servido por 35 anos no Serviço de Relações Exteriores indiano em missões diplomáticas e consulares da Índia em muitos países. Em reconhecimento pelos seus serviços dedicados à promoção dos ideais de Gandhi, em 2007, ele foi o ganhador do prestigioso Prêmio da Paz U Thant.
Na ocasião, o conferencista apresentará seu último livro, recém-publicado no Brasil, A extraordinária liderança de Gandhi, em que ele avalia como este homem exerceu as competências de um líder contemporâneo e o impacto que essa liderança exerce até hoje, não somente na Índia, mas no mundo todo.
Conferência:
“Gandhi, o emancipador social”
Com Dr. Pascal Alan Nazareth
Sábado, 28 de abril de 2012, às 16 horas
Centro Cultural da Índia
Alameda Sarutaiá, 380 – Jardim Paulista – São Paulo
(Próximo à Estação Trianon-Masp do Metrô, saída Pamplona)
Informações:
Editora Cidade Nova: (11) 4158-8993 – editoria@cidadenova.org.br
Associação Palas Athena: (11) 3266-6188 - contatocef@palasathena.org.br
quarta-feira, 18 de abril de 2012
A lei de acesso à informação: exemplo de transparência e controle social
Pedro Aguerre*
Neste espaço utilizado pela Pastoral Fé e Política temos apresentado nossos comentários sobre cidadania e participação social. Nos últimos programas temos procurado refletir não só sobre as formas de participação da sociedade na vida política, o que consideramos de grande importância, mas também sobre assuntos presentes no dia-a-dia da política, sempre procurando tecer um olhar a partir das demandas da sociedade. E esta importância aumenta devido ao fato de estarmos em pleno ano eleitoral, a sete meses da eleição municipal. Temas como as propostas de reforma eleitoral, que ainda repousam nos gabinetes do Senado, por tantas várias vezes adiada, acabam nos remetendo à dinâmica cotidiana da vida política. Lembremos que a reforma eleitoral, depois de uma ampla discussão na sociedade e no Congresso, mesmo tendo sido reduzida a pouquíssimos temas, ainda mantém na agenda a ampliação da participação da mulher na política, o financiamento público de campanhas e o referendo popular às mudanças nas regras eleitorais.
Mas enquanto não damos mais um passo na mudança de cultura política, eu avalio que estamos avançando, lenta mas consistentemente. Vamos aprofundar um pouco a Lei de Acesso à Informação Pública, citada na semana passada e que, ainda ontem, na Segunda Conferência Anual da parceria para Governo Aberto, que trouxe a Brasília representantes de 53 países, mereceu efusivos elogios da Secretária de Estado Hillary Clinton, presente no Encontro. Em seu pronunciamento, o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, defendeu a abertura e transparência das informações públicas. “Quanto maior for a exposição e a publicidade dos gastos e atos públicos, menor será o espaço para a corrupção e o desperdício”, ressaltou. Nesse encontro o Brasil apresentou novas funções no Portal da Transparência, no formato de dados abertos, que permitem ao usuário pesquisar, investigar e fazer as análises e os cruzamentos da forma que ele quiser, que for mais útil para o cidadão.
Pois bem, a Lei de Acesso à Informação Pública, que entra em vigor no dia 16 de maio, regulamenta o dispositivo constitucional do art. 5º, da Constituição, que coloca entre os direitos fundamentais do cidadão ter acesso a todas as informações dos órgãos públicos, estabelecendo o procedimento para que qualquer cidadão, se dirigindo a qualquer órgão público, saiba como solicitar, qual o prazo que o funcionário tem para atendê-lo; se ele não for atendido, qual o recurso que ele pode utilizar, qual a penalidade para o agente público que deixar de atender. Tudo isso está nessa lei, regulamentando a transparência por demanda social. É um sistema eletrônico, computadorizado, que está sendo montado, de Serviços de Informação ao Cidadão, os SICs, em cada um dos órgãos públicos da administração federal brasileira, abrangendo mais de mil órgãos, entre órgãos diretos da administração e entidades, autarquias, fundações, sociedades de economia mista e empresas públicas.
Para reforçar a implantação da Lei de Acesso à Informação Pública, foi criada a Rede de Serviços de Informações ao Cidadão, por iniciativa do Ministério da Justiça com a responsabilidade de facilitar e orientar o acesso dos cidadãos a todos os documentos relacionados ao ministério, além de criar estruturas que se responsabilizem por esta operação. Além disso, o ministro da Justiça, receberá relatórios trimestrais com os pedidos de informações apresentados e os casos em que a lei de acesso foi desrespeitada pelos funcionários públicos. Sistema semelhante é a Central Nacional de Informações Processuais e Extraprocessuais (Cnipe), instalado no site do CNJ que permite realizar consultas processuais, abrangendo os Tribunais e Cartórios Judiciais e Extrajudiciais de todo Brasil. Em sua primeira fase, os cidadãos terão acesso à pesquisa de forma integrada a mais de “30 milhões de processos, indisponibilidade de bens, protesto cambial e ocorrências imobiliárias”, conforme o CNJ.
Estes mecanismos ainda não se estendem a estados e municípios, mas geram uma demanda da sociedade, e fazem saudável pressão estimulando outros níveis de governo a seguir o exemplo e implantar sistemas de transparência e zelar por sua efetividade para o controle social da coisa pública.
Terminamos nosso comentário de hoje mencionando outra iniciativa legislativa, que está em franca discussão em comissão especial da Câmara, o PL 6.826, de 2010, que centra o olhar sobre o outro lado da corrupção, o empresário corruptor, a empresa corruptora, que atualmente tem pequenas penalidades que não desestimulam esse tipo deplorável de jeitinhos. A nova legislação permitirá alcançar o patrimônio da empresa, com dispendiosas multas, com a responsabilização da pessoa jurídica e não apenas do funcionário pego, por assim dizer, com ‘a boca na botija’, e mecanismos para facilitar a recuperação do dinheiro público.
Estas questões são exemplos da grande importância da transparência e do controle social para a vida política. Questões como estas são fundamentais para o futuro do País, ainda mais às vésperas da etapa nacional da Primeira Conferência Nacional da Transparência e do Controle Social, a ser realizada em Brasilia, de
*Professor da PUC-SP, colaborador da Pastoral Fé e Política e da Escola de Governo de São Paulo.
terça-feira, 17 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
1ª Cúpula Mundial do Governo Aberto
Brasília sediará, entre nos dias 17 e 18 de abril, a 1ª Cúpula Mundial de Alto Nível da Parceria para o Governo Aberto (OGP)*, que reunirá mais de 400 representantes governamentais, da sociedade civil e do setor privado de vários países. O Brasil e os EUA estão liderando a iniciativa e o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) é o único representante da sociedade civil brasileira que integra o Comitê Diretor Internacional da iniciativa.
A OGP foi lançada oficialmente em setembro de 2011 e é destinada a promover avanços concretos nos compromissos assumidos pelos governos no sentido de garantir maior acesso às informações públicas, aumentar a participação cívica, combater a corrupção e aproveitar novas tecnologias para tornar os governos mais transparentes, eficazes e responsáveis diante dos cidadãos.
Na Cúpula – que terá a presença da presidenta Dilma e da Secretária de Estado Norte-americana Hilary Clinton - 42 países irão aderir formalmente ao OGP e apresentarão seus compromissos. No ano passado, o Brasil apresentou seu Plano de Ação com metas sobre transparência e acesso à informação. Na parte da tarde do dia 17 de abril, o governo brasileiro irá discutir suas propostas em sessão regional onde participarão ministros de governos e lideranças da sociedade civil do Chile, Colômbia e Uruguai.
Diversas organizações da sociedade civil brasileira estão se articulando para apresentar proposta de monitoramento e revisão do Plano de Ação brasileiro. Na tarde do dia 18 de abril, aproximadamente 30 organizações da sociedade civil brasileira se reunirão em evento paralelo para discutir a questão e estabelecer uma agenda de participação e monitoramento com o governo.resentarão seus compromissos. No ano passado, o Brasil apresentou seu Plano de Ação com metas sobre transparência e acesso à informação. Na parte da tarde do dia 17 de abril, o governo brasileiro irá discutir suas propostas em sessão regional onde participarão ministros de governos e lideranças da sociedade civil do Chile, Colômbia e Uruguai.
Para Iara Pietrovsky, membro do colegiado de gestão do Inesc e representante do Comitê de Coordenação da OGP, esse é um momento inédito para “a sociedade civil apresentar suas demandas ao governo brasileiro e influenciar também na governança internacional da OGP”.
Segundo Alexandre Ciconello, assessor político do Inesc, a “Cúpula será uma oportunidade de envolver diversas organizações e ativistas na luta pela transparência e ao acesso às informações públicas. Os participantes também poderão compartilhar experiências com outros países e avançar em uma agenda internacional sobre o tema”.
*OGP é uma iniciativa multilateral que busca promover um governo aberto e responsável diante dos seus cidadãos, sob a supervisão de um comitê composto de oito governos e nove organizações da sociedade civil. Entre os objetivos da OGP estão: 1) Reforçar as normas em torno de acesso a informação pública; 2) Mostrar inovações na governança democrática dos países desenvolvidos e em desenvolvimento; 3) Obter compromissos concretos por parte dos governos de cumprir a agenda do governo aberto; e 4) Ter a sociedade civil como um parceiro fundamental na iniciativa da OGP.
A iniciativa nasceu em janeiro de 2011, quando o governo dos EUA convidou alguns países para discutir a idéia de uma proposta internacional para a promoção da transparência. Na ocasião, estiveram presentes nove países e nove representantes da sociedade civil, dos respectivos países a saber: Brasil, Índia, Indonésia, México, Noruega, Filipinas, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos.
Neste mesmo momento, também foi montado um Comitê de Coordenação e seus membros se comprometeram a fazer contatos diplomáticos com o objetivo de convidar um número mais amplo de governos para aderir à idéia. As discussões do mês de julho contaram com mais de 50 países e a proposta da OGP foi apresentada com o objetivo de incentivar que mais países participem da iniciativa.
Congregando nações e organizações da sociedade civil líderes em transparência e governo aberto, a OGP é um veículo para se avançar mundialmente no fortalecimento das democracias e dos direitos humanos, na luta contra a corrupção e no fomento de inovações e tecnologias para transformar a governança do século XXI.
Instituto Brasil Verdade

A Missão do instituto é promover a educação e o acesso à informação sobre os direitos e deveres dos brasileiros - especialmente para as pessoas mais necessitadas - como base da cidadania e do desenvolvimento social, econômico e cultural sustentado.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Campanhas da Fraternidade clamando por Saúde

§ 1º(parágrafo único original).................."
Aposentados de Itupeva participaram de palestra sobre seus direitos
Reinaldo Oliveira
No dia 11 de abril, com início às 20h, no salão da Paróquia São Sebastião, aposentados de Itupeva participaram de uma palestra com esclarecimentos e orientações sobre seus direitos, promovida pela Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região em parceria com a Pastoral Fé e Política. Por conta disso, diretores da AAPJR e um agente da Pastoral Fé e Política, falaram ao público presente. Iniciando a palestra o presidente da AAPJR, Edegar de Assis, falou sobre o trabalho da Associação que é voltado à defesa dos direitos dos aposentados e sobre benefícios que a entidade oferece ao associado. Falou também que a brutal defasagem salarial que atinge a classe dos aposentados tem dois motivos: o primeiro é o fator previdenciário – que numa luta da categoria foi derrubado no Congresso Nacional, porém o presidente Lula, quando ainda no cargo, vetou. O outro motivo é o atual sistema de aumento no pagamento do aposentado, citando como exemplo os índices para neste ano. Para àqueles que recebem um salário mínimo o índice foi de 14,13% e para os que ganham acima do salário mínimo foi de 6,08%. Sobre notícias alarmantes quanto a situação financeira da Previdência Social, esclareceu que para fazer a correção de direitos em atraso, para todos os aposentados do País, o gasto seria entre R$ 4 ou R$ 5 milhões, sendo que o saldo atual em caixa da Previdência é superior a R$ 45 milhões, ou seja: existe condição financeira, porém não existe vontade política. Informou que a Previdência Social do País é a melhor do mundo, dados já conhecidos através de pesquisa mundial. E isto graças ao recolhimento feito da atual massa de trabalhadores aposentados. Falou também da Desvinculação de Recursos da União (DRU), que abocanha 20% de tudo que é arrecadado, e esta montanha de dinheiro é gasto pelos vários setores do Governo Federal sem precisar prestar conta de como e onde ela foi gasto. A título de informação falou que o dinheiro da Previdência Social, em décadas passadas foi usado para os mais diferentes meios como: a construção de Brasília, da Transamazônica, da Ponte Rio-Niterói, da Usina de Itaipu e outras obras faraônicas. Isto porque neste período havia muita arrecadação, pouco controle de como o dinheiro era aplicado e baixo número de pedidos de aposentadorias. Falou sobre o benefício pago pela LOAS – Lei Orgânica da Assistência Social, que paga benefício de um salário mínimo às pessoas abandonadas e que vivem na rua e não têm nenhuma renda comprovada para a sobrevivência. Este benefício só é pago quando em vida, não sendo pago como pensão para dependente após a morte. Falou da nova e cruel Desvinculação da Receita, as mais recentes medidas que o Governo Federal legislou, onde para agradar as grandes empresas e empresários, estas terão isenção de alguns impostos, fato que afetará gravemente a arrecadação da Previdência Social. Isto porque parte da arrecadação destes impostos são destinados à Previdência Social. Logo é uma decisão bastante incoerente, pois beneficia a empresa e o aposentado não. Ou seja: o trabalhador continua contribuindo e as empresas favorecidas, não. Muitos outros assuntos de interesse do aposentado foram apresentados e, próximo do final uma sugestão importante feita pelo público presente: que a cada dois meses seja realizada nova palestra sobre assuntos específicos voltados ao esclarecimento e informação do aposentado e/ou àqueles que estiverem próximos a requererem o benefício da aposentadoria. A data da próxima palestra será divulgada oportunamente.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Prêmio Cidadão Sustentável

Convidamos você para conhecer e participar de uma eleição indicando candidatos ao Prêmio Cidadão Sustentável.
Resultado de uma parceria entre o portal Catraca Livre e a Rede Nossa São Paulo, o Prêmio está sendo lançado neste ano de 2012, às vésperas das eleições municipais, como uma oportunidade para discutir propostas e pensar no futuro da nossa cidade.
O Prêmio Cidadão Sustentável surge com a proposta reconhecer e valorizar as pessoas que realmente estão ajudando a transformar São Paulo em uma cidade mais justa, democrática, saudável e solidária.
Durante este mês de abril, qualquer cidadão que vive em São Paulo poderá ajudar indicando nomes de candidatos nas categorias: Educação; Saúde; Cultura; Intervenções Urbanas; Inclusão Social; Tecnologia e Comunicação; Democracia Participativa e Meio Ambiente, que farão parte da primeira etapa de votações.
Os primeiros vencedores serão escolhidos pela sociedade, em votação direta, pela internet. Um júri formado por personalidades com histórico de luta por São Paulo fará uma seleção, e haverá um vencedor geral.
Você pode indicar quantos nomes quiser, para isso basta acessar: http://catracalivre.folha.uol.com.br/2012/03/premio-cidadao-sustentavel/
Sua indicação é muito importante.
Participe, ajude a valorizar os verdadeiros heróis da nossa cidade!
Secretaria Executiva da RedeNossa São Paulo
Informativo de março de 2012 da Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo
- Audiência pública sobre a implementação das cotas de candidaturas por sexo
- Propaganda Eleitoral na Internet
- Resoluções do TSE para as eleições municipais de 2012
- O que foi notícia em março
http://www.presp.mpf.gov.br/index.php?option=com_remository&Itemid=255&func=fileinfo&id=889
MPF abre inscrições para consulta pública nacional
Evento ocorrerá em 20 capitais. Inscrições começam dia 11 de abril
6ª SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS DE OSASCO
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Transparência, controle social e combate à corrupção
Pedro Aguerre*
Nosso último comentário tratou da análise da 1ª CONSOCIAL – Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social. Para apresentar esse assunto, tão pertinente à reflexão política, enfatizamos a importância das Conferências setoriais e de políticas públicas, como importantes mecanismos de participação social. De fato, acreditamos que elas tem se mostrado fundamentais para o avanço das políticas públicas permitindo, para muitos, uma vivência mais concreta da vida política, naquilo que ela tem de mais valioso, isto é, a possibilidade de avançar, de mudar paulatinamente o acesso a bens e serviços, objetivando a efetivação dos direitos humanos e possibilitando um bom mecanismo de atendimento de reivindicações por parte dos segmentos envolvidos nas políticas públicas.
As conferências nacionais tem se mostrado, assim, como um importante momento de discussão da sociedade que vai desde o nível local até o nível nacional que congregam não só a sociedade civil organizada, mas também aqueles que estão envolvidos em cada assunto, ganhando uma enorme abrangência e chegando, muitas vezes, aos cidadãos comuns, que não tem atuação política direta.
Mas é inevitável perguntar: já sabemos que é bastante comum a participação em movimentos sociais, e que alguns também são filiados a partidos políticos. Porém, entre aqueles que nos ouvem, quantos será que são ou já foram chamados a participar com frequência da política? Participaram de algum plebiscito, consulta? Foram chamados a opinar sobre alguma obra de seu bairro? Pois é... temos tantas necessidades e tantas opiniões e parece que alguns preferem que o povo só se manifeste na hora de votar...
Um exemplo desta dificuldade da nossa cultura política quanto à participação social ocorreu nesta semana, no caso da eleição de um novo prefeito para a cidade de Campinas. A Justiça decidiu que a eleição deveria se dar por via indireta, ou seja, por votação na Câmara de vereadores. Aquele que veio a ser eleito indiretamente substituirá o prefeito e o vice anteriores, eleitos pelo voto direto, mas que, denunciados por corrupção, tiveram seus mandatos cassados.... Será que a eleição indireta dá a legitimidade necessária ao novo Prefeito que deverá levar o município em paz à eleição de outubro?
Mas esta luta pela maior participação e pelo aprimoramento da política é um caminho árduo, um processo com avanços e retrocessos, que exige ainda maior conscientização política de todos, para não desanimarmos diante da sensação de que nada muda ou, como já se disse alguns séculos atrás, que é preciso mudar para tudo ficar igual... A pergunta que nós sugerimos que possa ser feita é: estamos avançando?
Recente artigo de Emiliano José intitulado Sêneca, Demóstenes e a ética na política nos fala do velho tema da relação entre moral e política. Ele não concorda com o discurso fácil dividindo o mundo entre bons e maus, onde furiosos oradores se colocam como exemplos de virtude moral atribuindo aos outros os defeitos morais, e que situa a propensão à corrupção e aos descaminhos como supostos desvios de conduta, quase fatores psicológicos internos dos indivíduos.
Pois bem, vemos hoje, a partir das notícias estampadas na grande mídia, que este discurso moralista não ajuda mesmo a compreender e solucionar os males da política. O Senador Demóstenes, apareceu como pivô de uma extensa rede de desmandos e vícios privados e públicos que reduziu a pó sua biografia política – a ponto de ele se desfiliar de seu partido de tantos anos e cair num silêncio ensurdecedor, à espera de, por assim dizer, um milagre que atenue o potencial explosivo das denúncias em que ele se viu envolvido, ao surgirem as notícias de sua enorme vinculação à rede criminosa liderada pelo Sr Cachoeira. A Comissão de Ética ou uma Comissão Parlamentar de Inquérito, junto com as averiguações do Ministério Público e da Polícia Federal manterão o assunto em pauta, possibilitando mais informações à opinião pública e levando às conseqüências cabíveis. Mas vejam, será coincidência que o seu partido é aquele que teve mais cassações entre 2000 e 2007, de acordo com os dados do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral?
Nós diríamos que a chamada corrupção representa, antes de tudo, situações que existirão em qualquer época ou país, em função de brechas dos sistemas legais levando a ações estruturadas de grupos, visando interesses privados. E não se pode pensar na propensão a esse tipo de crimes de favorecimentos sem olhar para o corruptor, ou seja, aquele que compra facilidades, e oferece favores. Inclusive, este é um dos problemas da atual forma de financiamento eleitoral, fundamentalmente privado. E também nos cabe dizer que algumas particularidades de nossa história nos legaram defeitos públicos graves que não se desmontam de um dia para o outro.
Quanto a nosso comentário de hoje, o articulista que citamos vai além dessa questão, ao dizer: “Temos que pensar cada vez mais nos instrumentos do Estado de Direito que garantam o respeito ao dinheiro público. Caminhar, como creio estamos caminhando, para um Estado que tenha mecanismos rigorosos de transparência, fiscalização e acompanhamento da aplicação dos recursos provenientes do povo brasileiro”.
Eu penso que a resposta seja positiva, que estamos avançando. Em entrevista no final de março o Ministro Jorge Hage, da Controladoria Geral da União lembrou, que, para além da transparência ativa representada pelo Portal da Transparência, que é um mecanismo extremamente eficaz e internacionalmente reconhecido de acesso e controle da aplicação dos recursos públicos, em 16 de maio entrará em vigor a Lei de Acesso à Informação Pública. Esta lei atende à chamada transparência passiva, ou por demanda social, e terá um conjunto de dispositivos pelos quais os órgãos públicos terão que fornecer universalmente informações relevantes dos assuntos públicos.
Estas questões são exemplos da grande importância da transparência e do controle social para a vida política. Continuaremos tratando destas questões, com vistas a acompanhar e divulgar o processo e as conclusões da conferência nacional da transparência e do controle social, a ser realizada em Brasilia de
*Professor da PUC-SP, colaborador da Pastoral Fé e Política e da Escola de Governo de São Paulo
Programa A Igreja em Notícias, dia 11/04/2012, um espaço utilizado pela Pastoral Fé e Política na Rádio 9 de Julho.
Fraternidade e trabalho




matéria postada em 16.03.12 no site Adital.
Contribuição de Rosimar e Filipe ThomazMembros da Pastoral Fé e Política