terça-feira, 23 de abril de 2013

AUDIÊNCIA PÚBLICA PELA INSTALAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL NA ZONA LESTE


NESTA SEXTA-FEIRA, DIA 26 DE ABRIL ÀS 19H30
LOCAL: SALÃO DA IGREJA SÃO FRANCISCO DE ASSIS
RUA MIGUEL RACHID, 997 - ERMELINO MATARAZZO
CONVIDADOS: 
Prefeito de São Paulo Fernando Haddad; Ministro da Educação Aloizio Mercadante, 
Reitora da Unifesp Professora Soraya, Parlamentares, lideranças, o POVO DA ZONA LESTE, Você e seus amigos.

PAUTA
CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO DO CAMPUS DA UNIFESP EM ITAQUERA
CURSOS
REPASSE ESTE CONVITE AOS SEUS AMIGOS

sexta-feira, 19 de abril de 2013

1º DE MAIO - 9 horas na Praça da Sé


1º DE MAIO:
Dia para renovar nosso compromisso de Classe e para celebração da memória dos mártires Trabalhadores.
“Você comerá do trabalho de suas próprias mãos, tranquilo e feliz.”
(Sl. 128, 2)
Em sua encíclica “Sobre o Trabalho Humano”, João Paulo II afirmou que “O trabalho é a chave essencial da questão social”. A História também nos ensina que não há vida que se mantenha se o trabalho humano não gerar os meios necessários à sobrevivência e se a produção coletiva não for igualmente partilhada “a cada um segundo suas necessidades”.
Entretanto, no atual mundo capitalista o desemprego atinge a milhões de trabalhadores. Na Espanha, o desemprego já atingiu mais de 25% da população e, entre os jovens de 18 a 24 anos a falta de trabalho já passou dos 50%. De um lado, a exploração da Classe Trabalhadora garante a concentração de renda e padrão de vida elevado para uma pequena parcela; do outro lado, nega os meios de sustentação da vida em plenitude (Jo. 10, 10) para multidões de trabalhadores na Europa (sobretudo na Itália, Portugal, França, Grécia) e na Ásia, África, América Latina e Oceania.
Na busca insaciável de lucro a qualquer custo, o sistema capitalista vem gerando rotatividade criminosa da mão de obra, achatamento salarial, trabalho precário, jornada prolongada para quem está no emprego, rebaixamento do padrão de vida para a maior parte da população.
No Brasil, por exemplo, o salário mínimo é de R$ 678,00, enquanto, segundo o DIEESE, seriam necessários cerca de R$ 2.400,00 para manter uma família de quatro pessoas com um mínimo de dignidade. Tudo isto gera pobreza e miséria, revolta, violência, criminalidade. As principais vítimas desse sistema iníquo, hoje, são os/as jovens cujo trabalho, quando encontrado, é explorado com salários aviltantes.
Não bastasse tanta exploração, estamos vendo a cada dia nossos direitos sendo roubados pelas políticas dos governantes que se elegeram com votos do povo trabalhador, mas que defendem os interesses dos exploradores.
É tudo isto e muito mais que o que vamos manifestar no dia 1º DE MAIO. E a Igreja comprometida de fato com os valores do Evangelho não pode deixar de ajudar os cristãos a refletirem sobre os graves problemas que afetam a vida do nosso povo trabalhador, do campo e da cidade.
É também por causa das exigências evangélicas que os cristãos têm o dever de se engajar nos movimentos populares e, coletivamente, exigir que as políticas públicas sejam destinadas, prioritariamente, para responder às necessidades básicas da população mais carente. Somente assim poderemos construir uma sociedade justa e igualitária – a sociedade socialista, em conformidade com o plano de Deus, que criou o mundo e a Humanidade, mas não a dividiu em classes.

No ventre de Maria Deus se fez Homem, mas na oficina de José Deus também se fez Classe.” (D.Pedro Casaldáliga)

Maio de 2013 – Pastoral Operária Metropolitana de São Paulo 

Encontro Nacional de Articuladores e Articuladoras do Grito dos Excluídos


Companheirada da Coordenação do Grito de São Paulo, estamos encaminhando a carta com orientações para o encontro nacional que acontece em São Paulo, e esperamos contar com a participação de 1 pessoa que ajuda a construir o grito na nossa cidade.
Abraços,
Ari/Karina, secretaria nacional do grito – 11-2272-0627 – gritonacional@ig.com.br
 

19 AnosSecretaria Nacional do Grito dos Excluídos

                Rua Caiambé, 126 – Ipiranga - 04264-060 - São Paulo - SP.
Tel/Fax: (011) 2272 06 27
 
São Paulo, 15/03/2013
 
“Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular!”
 
 
15º Encontro Nacional de Articuladores/as do Grito dos/as Excluídos/as
(De 26 a 28/04/2013)
 
Ás companheiras e companheiros que animam e articulam o Grito dos/as Excluídos/as.
           Nós da Secretaria e Coordenação Nacional esperamos que estejam bem de saúde, animados/as e dispostos a continuar contribuindo para repercutir as lutas e Gritos do dia a dia e construir o 19º Grito dos/as Excluídos, em 2013.
           Para ajudar na animação, estreitar laços de unidade e o espírito de construção coletiva, estamos em processo de preparação do 15º Encontro Nacional de Articuladores/as do Grito.
           Esta tem como objetivo, re-lembrar e motivar a cada uma e cada um de vocês para a participação no Encontro Nacional de animadores/as.
           Vocês sabem que a presença do maior número de pessoas e Estados/Regiões no Encontro enriquece e impulsiona o processo do Grito.
           Você que já participou e sabe da importância, provoque, anime, e incentive a discussão e indicação de uma pessoa do seu Estado/Região para participar deste encontro.
           Nós incentivamos para que cada estado se faça presente e desde já afirmamos que todos e todas serão bem-vindos e bem-vindas.
           Como vocês sabem o problema das finanças atinge a todos, mas a Coordenação do Grito mantém a proposta de continuar ajudando nos gastos da passagem para quem vem de distâncias superiores a 1.000 km, de São Paulo. A ajuda possível é de repassar o valor referente a 1 passagem de ônibus convencional. O valor será repassado em materiais de divulgação, (jornal/cartaz/camisetas).
Critérios de Participação:
ü Pessoas comprometidas com a construção do Grito Local/Regional;
ü Pessoas ligadas às Pastorais, Igrejas e ou Movimentos Sociais.
ü Que as pessoas participem até o final do encontro.
Tarefas/Orientações:
ü Trazer dados da conjuntura local/realidade da juventude – exclusão/extermínio, fotos/vídeos/reportagens dos gritos locais.
ü Sugestões para o símbolo do 19º Grito;
ü Para a noite cultural tragam na mala ou no embornal, comidas, frutas e músicas típicas para socializar.
ü Nosso encontro terá início no dia 26/04 às 10h, e término no dia 28/04 às 14h – Programem-se.
ü Prazo para confirmação presença 15/04/2012.
ü O custo com a casa: R$ 80,00 cada diária, sem roupa de cama e R$ 70,00 se trouxerem suas roupas de cama/toalha .
ü Local Casa de Apostolado Salvatoriano, Av. Lino de Almeida Pires, 130, Vila Guarani, São Paulo, Metro Jabaquara,  fone: 11-5012-8217
Abraços a todos/todas   
Ari/Karina/Goretti   
           COMO CHEGAR! Ao local do 15º Encontro dos Articuladores
 Aeroporto de Cumbica GuarulhosPegar o ônibus circular para o metrô Tatuapé e pegar o metro até a estação Sé, trocar de metro e pegar sentido Jabaquara, descer na Estação Jabaquara.
Aeroporto de CongonhasPegar um ônibus até o metro Jabaquara, ou pegar um taxi, fica em torno de R$ 25,00.
Terminal Rodoviário TietêEntrar na estação pegar metrô sentido Jabaquara e descer nesta estação.
Terminal Rodoviário Barra FundaIr até o metrô Sé, descer e fazer baldeação, sentido Jabaquara, descer nesta estação.
Obs.: Da Estação de Metrô Jabaquara o custo de Taxi é aproximadamente R$ 10,00. Ou ir a pé tempo aproximado é de 15 minutos.
Obs.: Ainda acontecerá outras duas atividades, caso tenham possibilidades de participarem:
ü Nos dias 17 e 19/abril - Plenária Nacional da Assembleia Popular. Casa Sagrada Família, no Ipiranga. Maiores: 11- 3392-2660 (Secretaria da Assembleia Popular)
ü Nos dias 22 a 26/abril Curso de Formação “O Estado Financeirizado”, Casa Sagrada Família, no Ipiranga. Maiores: 11-3112-1524 (Secretaria do Jubileu)

Participação do cidadão nas audiências públicas


Marilia Amaral*

Ainda estudando a organização da Câmara Municipal, já iniciamos a leitura dos dispositivos da Lei Orgânica do Município que dispõem sobre as Comissões.
Outras competências, ainda não vistas, são:
V - acompanhar, junto ao Executivo, os atos de regulamentação, velando por sua completa adequação;
Esses atos de regulamentação são decretos e regulamentos expedidos pelo poder Executivo com a finalidade de regulamentar uma lei, complementar uma lei, possibilitando sua efetiva aplicação.
VI - acompanhar, junto ao Executivo, a elaboração da proposta orçamentária, bem como a sua posterior execução;
VII - discutir e votar projeto de lei que dispensar a competência do Plenário, isto é que pode ser votada por maioria simples, salvo com recurso de 1/10 (um décimo) dos membros da Casa;
VIII - realizar audiências públicas;
Eis aqui um ponto importantíssimo para discutirmos.
O parágrafo 3º do artigo 32, seção V, especifica: “As Comissões permanentes deverão reunir-se em audiência pública ESPECIALMENTE PARA OUVIR REPRESENTANTES DE ENTIDADES LEGALMENTE CONSTITUÍDAS, ou REPRESENTANTES DE NO MÍNIMO 1.500 (UM MIL E QUINHENTOS) ELEITORES DO MUNICÍPIO que subscrevam requerimento sobre assunto de interesse público, sempre que essas entidades ou eleitores o requererem.
Vejam a necessidade que temos de nos organizar SEMPRE! E aqui eu retomaria uma necessidade pastoral, de fortificarmos a Pastoral Fé e Política. Atualmente contamos com representantes de diversas regiões nas reuniões mensais, mas esse trabalho tem que se multiplicar nas paróquias e se a sua paróquia já conta com uma Pastoral de Fé e Política, entre em contato conosco no caso de seus coordenadores ainda não participarem dessas reuniões mensais.
Digo isso porque não só as entidades legalmente constituídas, como também representantes de no mínimo 1.500 eleitores do município poderem requerer audiências públicas sobre assuntos relevantes aos munícipes.
Uma vez ligados, participando da Pastoral de Fé e Política, conseguiríamos fazer muito mais, agir em prol de nossas demandas, de tudo aquilo que aflige principalmente as pessoas mais carentes.
Acredito que com a eleição do Papa Francisco, a Igreja possa voltar seus olhos para aqueles  a quem ela nunca deveria ter desviado: os pobres. E assim, possamos comungar da opção preferencial pelos pobres, tornando o mundo mais humano.

                           
*Membro da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo.
Programa exibido da Rádio 9 de julho em 19/03/2013.

Constituição Federal - Partidos Políticos


Marilia Amaral*
Nas últimas semanas, falávamos sobre o pluralismo social e ideológico e comentamos que para que esse pluralismos seja efetivo, ele deve ter liberdade de atuação. Dessa forma, identificamos na  Constituição Federal os dispositivos que garantem a liberdade de associação. Vamos iniciar agora a leitura dos dispositivos que falam sobre os partidos políticos.
O art. 17 assim enuncia: "É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos:
I – caráter nacional;
II – proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes;
III – prestação de contas à Justiça Eleitoral;
IV – funcionamento parlamentar de acordo com a lei.”
Restringiremo-nos a esses dispositivos citados.
Vejamos: o caput do artigo 17 fala sobre a liberdade de criação, fusão (isto é, dois partidos se juntarem, se fundirem, surgindo um novo partido), incorporação (ou seja, um partido é ligado a outro, incorporado, perdendo sua personalidade jurídica e ficando somente a partido que incorporou, que anexou), e também a extinção de partidos políticos.
Um exemplo, somente para ilustrar e não para seguir, é o Partido Progressista, do Paulo Maluf, que surgiu do PDS (Partido Democrático Social). Em 1985, uma das facções do PDS fundou o PFL (Partido da Frente Liberal), enquanto em 1993, o PDS fundiu-se com o Partido Democrata Cristão, surgindo o PPR (Partido Progressista Reformador). Pouco tempo depois, em 1995, o PPR fundiu-se com o primeiro Partido Progressista dando origem ao Partido Progressista Brasileiro, sendo que alterou sua denominação, em 2003, para Partido Progressista.
Percebam como precisamos ficar atentos com essas possibilidades que a Constituição deu aos Partidos Políticos para nos orientarmos na hora do voto. Acredito que muitas pessoas ainda votem no candidato ou na candidata, ao invés de votarem no partido. Com isso, perde-se a identidade do voto, já que o partido tem um estatuto, enquanto o candidato ou a candidata tem somente uma personalidade jurídica de pessoa física, com convicções e ideais próprios, individuais e não coletivos. E infelizmente, os partidos se utilizam desse desconhecimento para lançar alguns puxadores de votos: cantores, jogadores, líderes religiosos, entre outros.
O caput do artigo 17 ainda declara que estão resguardados a soberania nacional,  o regime democrático, o pluripartidarismo (que é uma parte do pluralismo político) e os direitos fundamentais da pessoa humana.
A Constituição prevê também:
a) que os partidos devem ter caráter nacional, significando que não é possível criar um partido que atue unicamente no município de São Paulo, ou no Estado de Pernambuco ou em qualquer outro ente individual da República Federativa do Brasil;
b) que nenhum partido esteja atrelado, subordinado a entidades ou governos estrangeiros;
c) que os partidos prestem contas à Justiça Eleitoral, e essas contas são examinadas e julgadas como procedentes total, em parte ou não procedentes; e finalmente
d) que seu funcionamento parlamentar esteja de acordo com a lei.
Na próxima semana, veremos ainda o Parágrafo primeiro que dispõe sobre as coligações.

*Membro da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo.
Programa exibido da Rádio 9 de julho em 18/03/2013.

Cidadania cristã e o Programa de Metas da Cidade


           
Márcia Castro* 
        
          Neste Ano da Fé estamos colocando em prática o 11º Plano Pastoral Arquidiocesano com o objetivo de sermos “Testemunhas de Jesus Cristo na cidade de São Paulo”. Uma cidade com tanta desigualdade!
           Devido a atuação dos movimentos e pastorais sociais, São Paulo foi a primeira cidade do Brasil a aprovar, em 2008, uma emenda para obrigar o prefeito a apresentar um programa de metas quantitativas e qualitativas para cada área da administração municipal. Trata-se de uma Emenda (Nº 30) à Lei Orgânica do Município de São Paulo, que é a lei que rege toda a cidade.
            O Prefeito eleito apresentou o Programa de Metas 2013/2016 no final do mês de março. Agora o Programa será apresentado à população em Audiências Públicas em cada uma das 31 subprefeituras. A Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão está coordenando este processo. As audiências visam possibilitar à população maior conhecimento sobre o plano, que contém as prioridades da gestão para os próximos quatro anos, e, principalmente, ouvir as sugestões e demandas dos participantes. Por isso tem o nome de Audiência Pública, pois todos na comunidade são convidados a comparecer, dar suas opiniões, e ouvir as respostas dos organizadores.
            No próximo sábado dia 13/04 vão ocorrer as Audiências Públicas das em todas as subprefeituras da Regiões Leste e Centro, e algumas da Região Norte. No sábado seguinte, dia 20/04 vão ocorrer as Audiências Públicas das Regiões Norte, Oeste e Sul. Procure no Blog da Pastoral Fé e Política qual é o dia e o horário que vai ocorrer na subprefeitura da sua residência ou vá até lá e informe-se pessoalmente.
            Esse é um momento importantíssimo para a nossa cidade e nós cristãos queremos que ela seja menos desigual, queremos atenção para as regiões mais periféricas da cidade, onde está a maior concentração de pessoas com maiores carências. A população mais vulnerável é aquela que Jesus Cristo sempre procurou e buscou promover a sua dignidade. Aqueles que eram considerados excluídos da sociedade, foram aqueles que Jesus dedicou toda a sua ação e a revelação do Reino de Deus. Nós seremos testemunhas de Jesus Cristo se estivermos lá na subprefeitura conhecendo quais são as metas do prefeito para aquela região. Elas estão claras? É a oportunidade de você saber onde serão construídas creches, Unidades Básicas de Saúde, Bibliotecas e Escolas. Neste ano da Juventude precisamos garantir que no Programa de Metas da cidade haja ampliação das Áreas Verdes, espaços de Lazer, Esportes e Cultura onde mora a juventude mais carente.
            Vamos dialogar sobre a cidade que temos e a cidade que queremos. Uma cidade segura, limpa, com educação e saúde de qualidade, com condições de mobilidade, com atenção às crianças, adolescentes, deficientes, idosos, pobres, migrantes enfim, queremos a vida em dignidade.
            Nós, da Pastoral Fé e Política, queremos que você exerça a sua cidadania cristã muito além do voto, que você exerça a sua cidadania contribuindo para que a cidade seja melhor. O nome política vem do grego onde polis quer dizer cidade e portanto, político somos todos nós que cuidamos e desfrutamos desse espaço público que é a cidade de São Paulo.
            Verifique com atenção o horário em que a audiência pública da sua região será realizada e compareça! Convide os jovens, amigos, vizinhos e os demais membros de sua região, discutam as necessidades, relate-as em duas vias, protocole e entregue ao subprefeito ou subprefeita. Apresente essas demandas verbalmente durante a audiência. Procure saber quando e como será divulgado o resultado dessa Audiência e quais as propostas do povo que foram incorporadas ao Programas de Metas. Peça que as próximas Audiências sejam divulgadas com maior antecedência para que possamos nos organizar melhor e com mais calma.
Participe! Prepare o Plano de Metas da sua Região!
Seja testemunha de Jesus Cristo na cidade de São Paulo!


*Membro da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo
Programa exibido na Rádio 9 de Julho em 12/04/2013 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A aprovação do Estatuto da Juventude e o importante debate sobre a violência entre os jovens


Pedro Aguerre*
Iniciamos o comentário de hoje noticiando uma grande conquista. O Senado aprovou nesta terça-feira (16 de abril) o texto-base do Estatuto da Juventude. Após nove anos de tramitação, representa uma vitória histórica para os movimentos juvenis, que na última década lutaram pela construção deste marco legal, estabelecendo direitos para jovens entre 15 e 29 anos. O estatuto ainda será novamente apreciado pela Câmara dos Deputados, onde havia sido aprovado em 2011, uma vez que teve alguns dispositivos alterados pelos senadores.
O projeto prevê a garantia de direitos básicos aos jovens, como acesso à educação e à profissionalização, ao trabalho e à renda e torna obrigatória a manutenção pelo Estado de programas de expansão do ensino superior, com oferta de bolsas de estudos em instituições privadas e financiamento estudantil. Também define o pagamento de meia-entrada em eventos culturais e esportivos de todo o país para os jovens de famílias com renda mensal de até dois salários mínimos, pertencentes a famílias do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
A secretária Nacional de Juventude Severine Macedo destacou que o Estatuto da Juventude é um reconhecimento oficial do jovem como sujeito de direitos, pois institui uma política permanente para os mais de 50 milhões de jovens em todo o Brasil, garantindo em lei direitos essenciais e específicos. De acordo com ela, o Estatuto contemplará jovens entre 15 e 29 anos, sem qualquer prejuízo à Lei 8.069/90 – o Estatuto da Criança e do Adolescente –, que atende à faixa de zero aos 18 anos incompletos: enquanto o ECA tem foco na proteção, o estatuto da juventude visa à autonomia e à emancipação dos jovens, por meio de políticas de emprego, de inserção no mercado de trabalho e de inclusão social.
Esta notícia é um passo significativo na construção de melhores condições para a cidadania dos jovens no Brasil, que tem uma realidade cotidiana caracterizada por profundas violações de direitos. Em artigo recente (16 de abril) a assessora do Inesc, Cleomar Manhas, apresenta dois dados reveladores desta situação.
No primeiro caso, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2011, revelam que a quantidade de adolescentes no País de 15 a 17 anos longe dos bancos escolares aumentou, de 2009 a 2011, passando de 14,8 para 16,3%. Ou seja, 1,7 dos 10,5 milhões de jovens nessa faixa etária, o que mostra o grande desafio de reter os alunos ao término do fundamental e dar-lhes condições de ingressar – e de preferência concluir – o ensino médio.
O segundo aspecto trata da violência letal dos homicídios. Segundo o Mapa da violência de crianças e adolescentes de 2012, coordenado pelo Professor Júlio Waiselfisz, o Brasil ocupa o 4º lugar em um conjunto de 99 países, com maiores índices de homicídios nesta faixa etária, com crescimento de 346% entre 1980 e 2010, sendo os adolescentes entre 14 e 18 anos as maiores vítimas.
Dados do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, dos 53 mil mortos por agressão no Brasil, em 2010, foram assassinados 7.750 jovens entre 15 e 19 anos no Brasil, 610 só no Estado de São Paulo. Ou seja, o jovem é vítima recorrente da violência letal, especialmente a juventude das periferias urbanas, e mais especificamente a juventude masculina negra e pobre. Do total de vítimas de homicídio, aliás, dois terços, ou mais de 35 mil são negros!!
No artigo intitulado “Quando a exceção quer ser regra”, Pedro Rafael traz algumas informações importantes sobre a questão do jovem infrator: os 30 mil jovens que cumprem medidas socioeducativas correspondem a 0,5% da população adolescente do país, estimada em 21 milhões de pessoas. Desses, o percentual de adolescentes envolvidos em homicídios é de 1,4%.
Dados publicados pela imprensa mostram um quadro de crescimento de internações de adolescentes na Fundação Casa, que teria hoje 8,7 mil vagas, com situações de superlotação dependendo da unidade. O principal motivo não são os crimes que terminam em morte, mas sim as internações por tráfico de drogas, que representam 41,8% do total. O latrocínio, ou roubo seguido de morte, crime gravíssimo, corresponde a menos de um por cento do total (0,9%). Segundo a presidente da fundação, Berenice Giannella, “há um excesso de condenação, mesmo com jurisprudência de que a internação por tráfico só deve ser feita em caso de reincidência, descumprimento de medida socioeducativa ou emprego de violência”, afirmou. Esta realidade corresponde, em grande parte, segundo Ariel de Castro Alves, vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a que “existe a postura no Judiciário de que, quanto mais vaga houver, mais eles vão encaminhar menores”, mesmo com delitos e infrações de menor potencial ofensivo.
Por fim, impossível não comentar a trágica circunstância do latrocínio que vitimou o jovem Victor Hugo Deppman, de 19 anos. Sua morte, por arma de fogo, causada por um jovem que dali a uma semana completaria 18 anos, trouxe um amplo e intenso debate na sociedade brasileira, partindo da idéia da idéia de que haveria excessiva impunidade para adolescentes infratores. E, a partir daí, difundiu-se velozmente a idéia, a partir do discurso de especialistas e autoridades e da cobertura massiva, de que a solução passava pela redução da maioridade penal. Entende-se a comoção e indignação que pode causar um homicídio de um jovem à porta de sua casa, sendo a cena filmada e exibida incansavelmente, expondo a banalização da vida. Contudo, a forma como a discussão é conduzida pela mídia extrapola a notícia e passa a influenciar  a população, ampliando a sensação de insegurança que já é alta, mas associando-a de forma apressada à figura das crianças e adolescentes, Posteriormente o debate público nas redes sociais, fora dos circuitos da grande mídia, também trouxe dezenas de argumentos extremamente válidos do equívoco da redução da maioridade penal, não só por sua inconstitucionalidade e por afrontar tratados internacionais de que o país é signatário, mas perante a experiência internacional, pois, de acordo com a Unicef,  “de 53 países, sem contar o Brasil, temos que 42 deles (79%)  adotam a maioridade penal aos 18 anos ou mais”. Túlio Kahn, citado em artigo de Vinícius Bocato com o título “Razões para não reduzir a maioridade penal”, afirma que “dados da ONU, que realiza a cada quatro anos a pesquisa Crime Trends (Tendências do Crime), revelam que são minoria os países que definem o adulto como pessoa menor de 18 anos e que a maior parte destes é composta por países que não asseguram os direitos básicos da cidadania aos seus jovens”.
Outras medidas propostas sugerem a modificação do Estatuto da Criança e do Adolescente, e o  aumento das penas aos jovens, amparando-se, para isso, nos parâmetros da criticada lei nº 8.072 (Lei de Crimes Hediondos), promulgada em 1990, que, em momento de grande comoção motivada por crimes de grande repercussão, aumentou as penas para alguns delitos graves e alterou as condições de encarceramento, reforçando o regime fechado para crimes menos graves. No entanto, ao invés de diminuir os crimes, teria aumentado enormemente o encarceramento e a proliferação de prisões. Paradoxalmente, a maioria dos novos presos e jovens aprendidos não cometeu crimes gravíssimos, pois o sistema de segurança pública tem uma taxa baixíssima de resolução e prisão de homicidas. É claro que há muito a melhorar na aplicação do estatuto da Criança e do Adolescente tanto quanto em toda a estrutura da segurança pública. No entanto, sob a emoção de um evento de grande repercussão, continua a se estimular o chamado popularismo penal, aproveitando-se do sentimento de comoção das pessoas para propor soluções fáceis e aparentemente radicais, mas que passam longe do enfrentamento da situação. Assim, perde-se a oportunidade de aprofundar a análise das causas e do tamanho real do problema, ao passo em que os responsáveis pelas instituições evitam uma discussão mais ampla e democrática, visando corrigir distorções e aprimorar as instituições existentes.
Por fim, transcrevemos o manifesto da Fundação Abrinq, que gerou um abaixo assinado que pode ser encontrado e divulgado pelas redes sociais:
“A Fundação Abrinq - Save the Children manifesta-se contrariamente à intenção divulgada pelo Governo do Estado de São Paulo em relação  ao encaminhamento, ao Congresso Nacional, de proposta de projeto de lei que prevê a alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente no que diz respeito à aplicação de medidas socioeducativas.
Entendemos que a violência vivenciada no estado de São Paulo, deve ser enfrentada a partir de análise ampla do cenário da violência que perpassa pela garantia das políticas sociais básicas de um lado, e de outro, de políticas efetivas de segurança, investindo-se na inteligência da polícia, na qualificação de seus efetivos, de política salarial adequada, de combate à compra e distribuição de armas ilegais e da corrupção que acomete instituições e contingentes da área de segurança.
 A violência só será reduzida quando, em vez de penalizar individualmente os adolescentes em situação de vulnerabilidade, comumente cooptados pela criminalidade, que desde seu nascimento são privados pela ausência de acesso à saúde, educação e proteção, sejam contemplados com políticas públicas efetivas e integradas que garantam direitos e justiça social para todos.”

Visite o blog da pastoral fé e política http://pastoralfp.blogspot.com/ especialmente a seção Cidadania Ativa!!
Pedro Aguerre Professor da PUC-SP, colaborador da Pastoral Fé e Política e da Escola de Governo de São Paulo.
Programa exibido na Rádio 9 de Julho em 17/04/2013.

Seminário: 5ª Semana Social Brasileira - “Estado para que e para Quem?”


 
Pastoral Operária Metropolitana de São Paulo.






pometropolitana@yahoo.com.br                                                           Twitter: @past_operariasp


Mística da Pastoral Operária Metropolitana de São Paulo.


A Pastoral Operária é um espaço para que os trabalhadores e as trabalhadoras, cristãos, a partir do conflito capital x trabalho refletirem e intervirem no Mundo do Trabalho, revisando suas práticas à luz do evangelho e dos ensinamentos sociais da Igreja, buscando a transformação da sociedade, construindo o socialismo e celebrando a fé numa dimensão ecumênica e desenvolvendo uma espiritualidade libertadora com a mística da teimosia e da solidariedade”.


São Paulo, abril de 2013.


Companheiros e Companheiras:
Irmãos e Irmãs

A Coordenação Metropolitana da Pastoral Operária de São Paulo vem convidá-lo para participar de nosso momento de formação programado para o mês de Maio. Até setembro Toda a Igreja é motivada a refletir a V Semana Social Brasileira e, neste sentido, estaremos realizando este encontro para aprofundar o tema.


Seminário: 5ª Semana Social Brasileira - Estado para que e para Quem?

Objetivo: Reflexão e estudo do subsidio.

Assessorias: Equipe de Formação da Metropolitana (Waldemar Rossi / Região Belem – Carlos Alberto / Diocese de Santo Amaro).
Procure o Caderno de Subsídio na sede da sua Região Episcopal ou Diocese para conhecer antecipadamente o material. Em caso de dificuldade ligue para a sede da Pastoral.
Saudações fraternas,


Data =   18 de Maio de 2013 – sábado das 9hs às 17h00min;
Local = Casa da Solidariedade.
             Rua Gravi 60 - – Próxima a Estação Metro Praça da Arvore.
             Telefone da Pastoral Operária: 11 3106 5531.
             Telefone Casa da Solidariedade 11 5581 8727.
    Taxa de contribuição: R$ 5,00

Discuta com seu grupo e Anote na sua agenda.

Encaminhe esta ficha preenchida para a coordenação da sua região ou diocese.

Grupo, Região ou Diocese: ________________________________________________.

Nome: _________________________________________________________________
Endereço: __________________________________________ Nº. ______ Apto ______ Andar ________ Cidade ___________________________ CEP ___________________.
Telefone Residencial: _____________________ Celular ________________________ e-mail: _________________________________________________________________
Profissão: ______________________________________________________________ Escolaridade: Ensino Fundamental (___) Médio (___) Superior (___).
É filiado a algum partido político? Sim (____) Não (____)
Participa de alguma pastoral? Sim (____) Não (_____).
Em caso afirmativo, qual? _________________________________________________
Participa de algum movimento popular? Sim (_____) Não (_____).
Em caso afirmativo, qual? _________________________________________________
Está empregado(a)? (_____). Está desempregado(a)? (_______)
Em caso afirmativo, qual categoria? __________________________________________
É Funcionário Público? Sim (_____) Não (_____)
Em caso afirmativo, qual categoria? __________________________________________
É Sindicalizado? Sim (_____) Não (_____) Qual Sindicato? ______________________
_______________________________________________________________________
Em caso afirmativo, tem alguma atuação no seu sindicato? Sim (_____) Não (_____)
Em caso Negativo, Por quê? ________________________________________________
_______________________________________________________________________
Observações: ____________________________________________________________
_______________________________________________________________________
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“Quem sabe mais se organiza e luta melhor!!!”
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terça-feira, 16 de abril de 2013

Comissões da Câmara Municipal


Marilia Amaral*

Conforme combinamos na semana passada, hoje iniciaremos nosso estudo sobre as Comissões da Câmara Municipal.
Primeiramente, é preciso entender que cabe à própria Câmara, com sanção do prefeito, "legislar sobre a criação, organização e funcionamento de Conselhos e Comissões", como está especificado no art. 13, inciso XVIII da Lei Orgânica do Município.
Vejamos, então, como estão divididas essas Comissões.
Ainda segundo a Lei Orgânica, as Comissões podem ser permanentes ou temporárias. A forma como elas são constituídas, assim como suas atribuições podem estar previstas no Regimento Interno ou no ato que resultar a sua criação.
Vocês estão lembrados que, na semana passada, eu havia comentado que os membros de uma determinada Comissão poderiam "boicotar" algum projeto de lei do partido adversário, quando tal projeto precisasse passar pela Comissão específica? Pois bem, já prevendo esse tipo de atitude a Lei Orgânica assegurou, através do § 1º do Art. 32, que houvesse uma representação proporcional dos partidos que participam da Câmara em cada Comissão.
No § 2º, do mesmo artigo, estão listadas as competências das Comissões, em razão da matéria de sua competência, isto é, dependendo da atribuição devida a ela:
I – estudar proposições submetidas ao seu exame, na forma do Regimento;
II – fiscalizar, inclusive efetuando diligências, vistorias e levantamentos no local, os atos da administração direta e indireta, conforme a lei, em especial para verificar a regularidade, a eficiência e a eficácia dos seus órgãos no cumprimento dos objetivos institucionais, solicitando ajuda do Tribunal de Contas, quando necessário. Ou seja, as Comissões, devem verificar se o andamento dos órgãos e entes da Administração Pública estão agindo de acordo com aquilo a que eles se propuseram.
III – solicitar ao Prefeito informações sobre assuntos inerentes à administração;
IV – convocar os Secretários Municipais, os responsáveis pela administração direta e indireta e os Conselheiros do Tribunal de Contas para prestar informações sobre assuntos inerentes às suas atribuições. Vejam que aqui a prestação de conta é com os responsáveis pela administração dos órgãos ou entes da administração pública.
Sobre a devida prestação de contas dos Conselheiros do Tribunal de Contas, existe uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, julgada pelo Tribunal de Justiça como procedente, isto é, que faz sentido.
Na próxima semana, terminaremos a lista das Competências listadas na Lei Orgânica e adentraremos no Regimento Interno.

                  
*Membro da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo.
Programa exibido da Rádio 9 de julho em 06/03/2013.