sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Carta compromisso da 5ª Semana Social Brasileira


bunner
A assembleia da 5ª Semana Social, promovida pela Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida no Centro Cultural de Brasília-DF, de 2 a 5 de setembro de 2013, analisou a realidade brasileira e global, escutou os clamores populares e celebrou a caminhada dos movimentos sociais e das igrejas, na defesa e na promoção da vida.
Este processo, que acontece há vinte anos, tem contribuído no debate com a sociedade para proposições de iniciativas para a superação das desigualdades sociais e regionais.
É um esforço conjunto das organizações sociais na defesa dos direitos humanos e da natureza como expressão da solidariedade e da profecia cristã.
É exigência da fé, amar a Deus e ir ao encontro do outro, sobretudo, dos pobres e necessitados. Pois “os pobres são os juízes da vida democrática de uma nação” (Exigências Éticas da Ordem Democrática, nº 72, CNBB, Doc nº 42, 1989).
As manifestações de rua que acontecem no país desde junho deixam um alerta para a sociedade. Não é mais possível negar os direitos e a participação dos cidadãos/as invisibilizados/as.
O modelo desenvolvimentista assumido pelo Estado Brasileiro atual, baseado em políticas compensatórias, submete a nação às determinações da mundialização neoliberal em crise, reprimariza a economia, explorando os bens naturais e humanos para a exportação, transformando-os em commodities. Este modelo viola o direito dos povos e ameaça a vida do planeta, impactando as comunidades rurais e urbanas, as classes trabalhadoras e a população em geral.
A 5ª Semana Social Brasileira, ao debater sobre o Estado para que e para quem, procurou dar vez e voz ao conjunto da sociedade, bem como dos povos e comunidades impactadas pelas políticas do Estado, em sintonia com os clamores das ruas e suas reivindicações. Estes são novos sujeitos políticos no processo de construção da sociedade e do Estado do Bem Viver, conviver, pertencer e ser. Seus fundamentos são a solidariedade, a fraternidade e a sustentabilidade para garantir vida plena às gerações presentes e futuras.
Reconhecemos os avanços que a sociedade conquistou nas últimas décadas, conscientes de que essas vitórias estão ameaçadas pelo desmonte constitucional. Por isso, comprometemos-nos na refundação de um Estado de inclusão e de igualdade social. O protagonismo dos movimentos sociais garantirá um Estado que se fundamente na democracia direta, participativa e representativa. Acreditamos nos sinais de esperança presentes na sociedade e nas igrejas que apontam para um novo Estado e uma nova sociedade.
Para construir o Estado que queremos, assumimos os seguintes compromissos:
1) Defender o trabalho para todos/as. Trabalho digno e não precarizado. Nenhum direito a menos. Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução dos salários como repartição dos abusivos ganhos de produtividade do capital. Reaparelhamento do aparato fiscalizador do Ministério do trabalho. Fortalecer a Economia Popular Solidária como uma política de Estado.
2) Promover a formação para a cidadania, apoiando a proposta da Coalizão Democrática pela Reforma Política e Eleições Limpas e da convocação de um plebiscito para uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva. Participar da campanha saúde +10; 10% do orçamento da União para a educação e os demais direitos sociais; contra a privatização dos serviços públicos.
3) Retomar e fortalecer a metodologia das Assembleias Populares, com a criação de Tribunais Populares, pela democratização do Judiciário e do acesso à justiça e a reestruturação do Sistema de Segurança pública, visando à construção de um Estado defensor dos direitos humanos e ambientais.
4) Apoiar a Reforma Agrária, a agricultura familiar e agroecológica; o reconhecimento dos territórios dos Povos Originários e Comunidades Tradicionais: camponeses, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores artesanais, extrativistas, recicladores, e demais grupos sociais fragilizados, cujos direitos são garantidos pela Constituição Federal e que não são cumpridos.
5) Fortalecer a Campanha pela Democratização dos Meios de Comunicação Social e participar de fóruns específicos.
6) Garantir a efetivação dos Conselhos de Juventudes para o controle social das políticas públicas; assumir a campanha contra o extermínio de jovens, principalmente pobres e negros; contra a redução da maioridade penal e a violência às mulheres.
7) Incentivar políticas de defesa civil, com participação da sociedade, para a prevenção dos impactos socioambientais dos projetos desenvolvimentistas e a proteção e garantia de direitos das populações afetadas.
8) Exigir do Governo Federal a implementação do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil e que haja sua efetiva participação.
9) Incentivar a criação e o fortalecimento dos fóruns populares que monitoram e propõem políticas urbanas nos bairros, nas regiões administrativas e nos municípios.
10) Informar e mobilizar a sociedade sobre a gestão dos recursos públicos, participando de campanhas pela revisão da distribuição orçamentária da União; por uma reforma tributaria progressiva e participativa; contra uma política de endividamento público e de gestão do orçamento social e ambiental irresponsável. Exigir do governo o fim dos leiloes do petróleo, pela plena reestatização da Petrobras, bem como a auditoria da dívida pública, conforme o artigo 26 das Disposições Transitórias da Constituição Federal.
Dentre estes compromissos, destacamos a urgência pela:
1- Reforma política
2- Demarcação das Terras Indígenas, dos Territórios Tradicionais, dos Quilombolas e Pesqueiros
3- Solicitar ao papa Francisco que convoque um evento internacional sobre a Vida no Planeta
Apoiamos a reforma política que garanta a soberania popula; a Campanha da Coalizão Democrática pela Reforma Política e Eleições Limpas; a convocação do Plebiscito Popular para uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva; a Campanha pela Demarcação dos Territórios Tradicionais e Pesqueiros.
Concluímos afirmando nosso apoio ao papa Francisco na renovação da Igreja.
Brasília – DF, 5 de setembro de 2013
Assista o video com o balanço da 5ª SSB
Esta Carta foi apresentada pela Pastoral Fé e Política aos ouvintes da Rádio 9 de Julho no Programa Igreja em Notícias no dia 13/09/2013.


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Convite para o lançamento da VII Pesquisa sobre Mobilidade Urbana e Debate - 16/09

Prezad@s,
Na próxima segunda-feira, dia 16 de setembro, a Rede Nossa São Paulo e o Ibope lançam a sétima edição da pesquisa sobre Mobilidade Urbana, como parte das atividades programadas para a Semana da Mobilidade na capital paulista – de 16 a 22 de setembro
A apresentação da pesquisa será feita por Hélio Gastaldi, diretor de negócios do IBOPE, e o lançamento será seguido por um debate com as presenças já confirmadas do secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, do promotor de Justiça de Habitação e Urbanismo, Maurício Antonio Ribeiro Lopes, do vereador Paulo Fiorilo, presidente da CPI dos Transportes da Câmara Municipal, eda diretora presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade, Evangelina Vormittag. A mediação será feita por Maurício Broinizi, coordenador executivo da Rede Nossa São Paulo.  
A pesquisa inédita aborda os mais diversos aspectos da mobilidade em São Paulo, como o tempo gasto no trânsito, a frequência com que os paulistanos utilizam o transporte público, a satisfação com o transporte coletivo, o uso do carro etc.

A sétima edição trará como novidades questões relacionadas às manifestações ocorridas em junho em todo o País. Os entrevistados se posicionaram a respeito das novas faixas exclusivas para ônibus, as medidas anunciadas pelos governos pós-protestos, a tarifa zero e, ainda, a proposta que visa utilizar o imposto sobre a gasolina para reduzir o valor da passagem do transporte público. (Veja aqui e assine vc também: http://www.change.org/tarifamaisbarata)

Sua participação é muito importante!
Contamos com sua presença!

Veja também o Editorial da Rede Nossa São Paulo sobre a aprovação do parecer da PEC do Plano de Metas: http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/47538

Serviço:
Apresentação da pesquisa Nossa São Paulo/Ibope e debate sobre mobilidade urbana
Dia 16 de setembro, segunda-feira, das 9h30 às 12h30
Teatro Anchieta do SESC Consolação – Rua Dr. Vila Nova, 245.
Vagas limitadas. Favor confirmar presença respondendo a este e-mail.


Obrigada pela atenção,

Andrea R.Laurenti Magri
Secretaria Executiva da Rede Nossa São Paulo
Missão:mobilizar diversos segmentos da sociedade para, em parceria com instituições públicas e privadas, construir e se comprometer com uma agenda e um conjunto de metas, articular e promover ações, visando uma cidade de São Paulo justa e sustentável.
Imprima somente se necessário.
Acompanhe a Rede Nossa São Paulo e o Programa Cidades Sustentáveis nas mídias sociais!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Sub-Regional do CNLB de Assis/SP participou do XVIII Encontro Ecumênico

* Reinaldo Oliveira


Campos de Jordão/SP sediou de 23 a 25 de agosto o XVIII Encontro Ecumênico, que contou com a participação de pessoas de diversas expressões religiosas. Neste ano, o Encontro contou com a participação de representantes do Sub-Regional do Conselho Nacional do Laicato do Brasil, de Assis/SP, através do coordenador da Sub-Região Botucatu – José Aparecido dos Santos e do coordenador de Pastoral da Diocese de Assis – padre Sérgio Henrique da Silva.
Antecedendo este evento, o José Aparecido dos Santos e o Roberto da Silva – do Sub-Regional do CNLB de Assis, que já há 4 anos fazem parte do Grupo de Convivência Cristão de Assis e Região, participaram da Semana de Unidade Cristã, que foi realizada de 12 a 19 de maio, no Teatro Municipal de Assis, com uma programação toda voltada ao ecumenismo e foi encerrada com a celebração do Louvor Ecumênico.
O XVIII Encontro teve como tema “Fé Abraâmica em Diálogo: Judeus, Cristãos e Mulçumanos – Documento Concílio Vaticano II Nostra Aetate”, que diz:
“Não podemos, na verdade, invocar a Deus como Pai de todos, se recusarmos o tratamento fraterno a certos homens, criado também à imagem de Deus. A relação do homem para com Deus Pai e a relação do homem para com os homens irmãos de tal modo se interligam que a Escritura chega a firmar: quem não ama, não conhece a Deus (.5NA). O Encontro teve a coordenação geral do Cônego José Bison e responsabilidade geral de Dom Julio Akamine – bispo referencial do CNLB-SUL 1.
Um ciclo de palestras foi ministrado aos participantes;
- Declaração Conciliar Nostra Aetate, com assessorias do Cônego Bison e do Reverendo José Carlos Volpato.
- Palestra e Diálogo sobre o Judaísmo, com o Rabino da Comunidade Judaica Raul Meyer.
- Palestra e Diálogo sobre o Islamismo com o Sheik Hossam Ahmad El Boustani.
- Palestra e Diálogos-Desafios e Perspectivas para o Diálogo Ecumênico com o Pastor Wirth – da IECLB e pelo padre Marcial Maçaneiro.   
Após as palestras aconteceram ricos e proveitosos trabalhos de grupos, sob o foco das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, para favorecer e fortalecer o diálogo ecumênico, com assessoria do Reverendo José Carlos Volpato.
José Aparecido dos Santos solicitou espaço para falar sobre a Reforma Política, expondo vários projetos que estão em discussão pelo País. Frisou a necessidade de enquanto cidadãos/ãs, cristãos/ãs, comunidades judaica e islâmica na busca do bem comum, refletissem sobre este compromisso social. Neste sentido, distribuiu aos participantes do Encontro um texto do coordenador da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma política – José Antonio Moroni. (* Da Comissão de Comunicação do CNLB-SUL1)


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Somos contrários ao acordo de tecnologia nuclear entre o Japão e o Brasil


A Declaração abaixo, contra um eventual acordo nuclear Brasil-Japão, será entregue no dia 13 de setembro de 2013, concomitantemente no Brasil e no Japão, aos governos desses países e às suas embaixadas e consulados. O dia 13 de setembro é a data do 26º. aniversário do mais grave acidente radiológico ocorrido no mundo, com um aparelho de radioterapia abandonado em Goiânia, Brasil.

Essa Declaração foi subscrita por 86 organizações da sociedade civil japonesa e 58 da sociedade civil brasileira, e recebeu o apoio de 30 Prêmios Nobel Alternativo, de 20 países (ver nomes abaixo).

Em São Paulo ela será entregue às 12 horas do dia 13 ao Consulado do Japão (Avenida Paulista, 854).

Bem-vindos todos que quiserem participar desse protesto.

 Somos contrários ao acordo de tecnologia nuclear entre o Japão e o Brasil

Os jornais noticiaram que o governo japonês vai assinar um acordo com o governo brasileiro para preparar o caminho para a exportação de usinas nucleares japonesas para o Brasil.
Passados mais de dois anos do acidente nuclear de Fukushima, sua verdadeira causa permanece desconhecida, o que nos obriga a uma profunda revisão da tecnologia nuclear japonesa. Não é por outra razão que a opinião pública no Japão tem se mostrado contrária não somente à construção de novos reatores, mas também à reativação dos existentes.
As usinas de Fukushima ainda estão liberando radioatividade no meio ambiente e o governo japonês não consegue controlar essas contaminações.  Assim, o Japão está causando sérios danos para o mundo.
Como o governo pode apoiar a construção de usinas nucleares fora do Japão em tal situação? Isto só pode ser entendido como uma maneira de dar uma saída para a indústria nuclear japonesa, impedida de construir novas usinas no seu país.
No Brasil, cresce o temor de acidentes em suas usinas nucleares de Angra dos Reis, localizadas entre as duas maiores cidades brasileiras, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao mesmo tempo, cresce a pressão para que se passe a usar fontes de energia menos perigosas, para atender as necessidades do país em eletricidade.
Existem outras formas do Japão contribuir para a solução dos problemas de energia do Brasil e do mundo – por exemplo, pela cooperação em torno de energias renováveis.
As organizações da sociedade civil japonesa e brasileira, abaixo assinadas, são contrárias ao acordo anunciado, entre o Brasil e o Japão, em torno da tecnologia nuclear.

13 de setembro de 2013

Nomes das 58 organizações brasileiras que assinam a presente Declaração

Amigos da Terra Brasil – Porto Alegre  / Articulação Antinuclear Brasileira  / Articulação Antinuclear do Ceará – Fortaleza / Articulação dos Povos e Organizações Indigenas do NE, MG e ES – Olinda / Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – Brasília / Associação Brasileira de Medicina Antroposófica - São Paulo / Associação das Vítimas do Césio – Goiânia / Associação Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça, Cidadania – Salvador / Centro de Apoio a Pesca e Pescadores do Maranhão – São Luis / Centro de Dharma da Paz Shi De Tchö Tsog - São Paulo / Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares – São Paulo / Comissão de Justiça e Paz – Macau, Rio Grande do Norte / Comissão Paroquial de Meio Ambiente – Caetité, Bahia / Comissão Pastoral da Pesca – Olinda / Comunidade dos Cristãos no Brasil - São Paulo / CPP Regional Ceará – Fortaleza / CPT  Sudoeste da Bahia – Caetité, Bahia / CPT - São Francisco Vivo – Salvador / Fase -  Rio de Janeiro / Fase – Vitória / Fase Amazônia – Belém / Federação Waldorf no Brasil - São Paulo / Fórum Anti Petroleiro do Espírito Santo- Vitória / Fórum das Pastorais Sociais do Regional Sul 1 – São Paulo / Fórum dos Atingidos pela Indústria do Petróleo e Petroquímica nas Cercanias da Bahia da Guanabara – São João do Meriti/Caxias. Rio de Janeiro / Fórum Mudanças Climáticas e justiça Social – Brasília / Fórum pela Humanização do Social - São Paulo / Fundação Lama Gangchen para a Cultura de Paz - São Paulo / Gambá - Grupo Ambientalista da Bahia – Salvador / Goetheanum.de - São Paulo / Greenpeace – Brasil / Grupo de Estudos e Pesquisa em Populações Pesqueiras e Desenvolvimento no Espírito Santo – Vitória / Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais da UFMG – Belo Horizonte / Grupo de Riscos Ambientais – Salvador / Grupo Pindorama - São Paulo / Ibase - Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas - Rio de Janeiro / INDESA - Instituto Nacional de Desenvolvimento Socioambiental -  Rio Grande do Sul / Instituto Madeira Vivo — IMV – Rondônia / Justiça nos Trilhos – São Luis / Monteazul International.de – São Paulo / Movimento dos Pescadores e Pescadoras – Salvador / Movimento Ecosocialista de Pernambuco (MESPE) / Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente (MoGDeMA) – Rio Grande do Sul / Movimento Nacional de Afetados por Desastres Socioambientais – MONADES / Movimento pela Preservação da Serra do Gandarela – Belo Horizonte / Movimento Tapajós Vivo – Pará / Movimento Wangari Mathai – Salvador / Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ) / Núcleo Tramas da UFCE – Fortaleza / Setorial Ecossocialista do PSOL – São Paulo / Sindimina – Aracaju / Sindimina – Caetité, Bahia / Sociedade Angrense de Proteção Ecológica – SAPÊ – Rio de Janeiro / Sociedade Antroposófica no Brasil / Tardö Ling - Centro de Desenvolvimento Humano Cultural e Filosófico – São Paulo / ZumKukuk.de – São Paulo / Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo


Nomes das 86 organizações japonesas que assinam a presente  Declaração
“We don't need Nuclear Power Plants” in Shimonoseki / Alternative People's Linkage in Asia (APLA) / AM-Net / APFS Trade Union / Article 9, Ise committee / Atomkraftfreie Welt-Sayonara Genpatsu Düsseldorf e.V. / Beqerel Free Life in Hokkaido / Biodiversity Information Box / Buddhist Temple of Kokubun / Campaign for Nuclear-free Japan / Church of Christ in Japan / Citizens' Nuclear Information Center / Citizen's voice in Gifu Prefecture to protect Peace / Civil Committee to settle Fukushima Accident / Costarica Republican Village / Doggyscafe / Emergency Action on the Fukushima Nuclear Crisis / Escola de Samba Kumamoto / Firefly Solidarity against Nuclear Plants / From Earth & Cafe Ohana / Fukuoka Joint Trade Union / Greens Japan / Greenz, Yamaguchi / Group of stickers to say good bye to Nuclear Power plants / Group to protect children from radiation in the Southern Iwate prefecture and Northern Miyagi prefecture / Group to protect children's future in Kawagoe / Group to say good bye to Nuclear Plant In Nakatsugawa / Groups of the Parents who protect the children's future / Hattori Ryoichi Support Group / Human rights and Environment / Human Rights and Peace Network in Ube / Inadani Network to protect children from radiation / Japan Womens' Council I / Kafka no Kai / Kannsai Madam Council to stop the nuclear power plants / Kansai Network to Stop Nuclear Power Plants / Kazashimo no Kai – Fukushima / Kiso Network for no nuclear power plants / Kita Settsu Citizen's Stury Group / Kunizaki debris ML / Life Future Ube / National Council for education of local history / natural design ukA / NGO Civilian Activity Support Network / Nipponzanmyohoji – Buddhist Temple / No More Radiation / No Nukes Action in Kamimaki / No Nukes Asia Actions Japan(NNAA-J) / No Nukes Asia Forum Japan / No Nukes from shiga / No Nukes Tent @ Tsukuba / No Nukes, Kiso Network / Nonukes Network in Oita / nose・café / NPO Center for recreation of the damaged regions of East Japan Earthquake / Nuclear Phase-out Tepco Shareholder's Movement / ODA reform network / ODA reform network in Kansai / Okinawa Outreach / (seguem-se 30 assinaturas -  consultar no site Xonuclear.net)

Nomes dos 30 Prêmios Nobel Alternativo (RLA - Right Livelihood Award)
e membros do Conselho Mundial do Futuro (WFC - World Future Council)
de 20 países, que apoiam a presente Declaração.
 
Andras Biro (Hungria) - RLA 1995 / Angie Zelter (Reino Unido) - RLA 2001 / Anna Oposa (Filipinas) - Conselheira WFC / Anwar Fazal (Malásia) - RLA – 1982 / Asociación de Trabajadores Campesinos del Carare (ATCC) (Colômbia)- RLA 2010 / A.Behar – Presidente da AMFPGR - Associação do Médicos Franceses pela prevenção da guerra nuclear (do IPPNW) (França) / Bianca Jagger (Nicaragua) - RLA 2004 / Chico Whitaker (Brasil) - RLA 2006 / David Suzuki (Canada) - RLA 2009 / Dom Erwin Kautler (Brasil)  - RLA 2010 / Dr.Hanumappa R. Sudarshan (India) / RLA 1994 /  Fernando Funes (Cuba) - RLA 1999 / Fernando Rendón (Colômbia) – RLA 2006  / Frances Moore Lappe (EEUU) - RLA 1987 / Fundação Gaia - Legado Lutzenberger (Brasil) – RLA 1988 / Helen Mack  (Guatemala) – RLA 1992 / Ida Kuklina (Russia) - RLA 1996 / Juan Pablo Orrego S. (Chile) – RLA 1998 / L. Hunter Lovins (EEUU) - RLA 1983 / Manfred Max-Neef – (Chile) – RLA 1983 / Marcos Arana (Mexico) - International Baby Food Action Network, IBFAN (Suiça) – RLA 1998 / Martin von Hildebrand (Colombia) - RLA 1999 / Maude Barlow (Canada) - RLA  2005 / Raul Montenegro (Argentina) – RLA 2004 / S. Mohammed Idris (Malásia) - RLA 1988 / Sekem / Ibrahim Abouleish (Egito) - RLA 2003 / Sima Samar (Afganistão) - RLA 2012 / Swami Agnivesh (India) - RLA 2004 / Tony Clarke (Canada) - RLA 2005 / Vandana Shiva (India) - RLA 1993.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Propostas do Seminário Justiça e direito igual para todos

No dia 31 de agosto foi realizado, no Centro Pastoral Belém, o Seminário Justiça e Direito Igual para Todos, que reuniu representantes da Pastoral Carcerária, Pastoral do Menor, Pastoral da Juventude, Pastoral da Moradia, estudantes de direito, assistência social e psicologia de universidades privadas e públicas, além de representantes de entidades da sociedade civil e membros de paróquias e dioceses de regiões de São Paulo. Esse seminário está inserido na 5ª Semana Social Brasileira "O Estado que temos e o Estado que queremos".
Após a mística inicial, mesa de abertura foi composta pelo Cardeal Dom Odilo Scherer , Bispo Dom Milton Kenan Junior, das Pastorais Sociais, e Padre Valdir João Silveira, coordenador da Pastoral Carcerária Nacional. Em suas falaram destacaram a importância do evento e da população debater a Justiça que temos e a Justiça que queremos. Em seguida, a mesa foi composta pela Ouvidora da Defensoria Pública de São Paulo, Luciana Zaffalon, e por José Nildo, advogado da ACAT-Brasil. Ambos contribuíram com o encontro trazendo subsídios para a reflexão sobre a Justiça e seu papel social, a forma como ela e os demais poderes do Estado, como Executivo e Legislativo, estão organizados e a importância da participação da sociedade civil nesses espaços, especialmente no Poder Judiciário. As questões principais que nortearam os debates foram:

1) O que é Justiça no Brasil?
2) Como ter mais e melhor acesso ao Judiciário e como a sociedade organizada pode quebrar suas barreiras?
3) Como democratizar o sistema judiciário? Como pensar o controle social - democrático popular- do sistema judiciário?

Na segunda parte do Seminário, os/as participantes do evento foram divididos/as em quatro grupos para discutirem essas três questões e formularem propostas.
Tivemos, assim, os seguintes resultados:

Resposta da questão 1.
Foi ressaltado em todos os grupos o caráter seletivo e punitivo do sistema judiciário brasileiro; seu distanciamento com relação ao povo - pela linguagem de difícil compreensão utilizada pelos operadores de Justiça, o excesso de formalidades, que inibe a população, e a forma desrespeitosa que tratam o público -; ela é desigual e uma instituição que aprofunda ainda mais as desigualdades colocadas; a Justiça está voltada para quem tem dinheiro; ela é morosa demais, especialmente para os pobres; é um órgão estranho à sociedade; é negativamente politizado e elitizado; não é transparente e não fornece informações que são do interesse público; é um órgão carregado de descrença por parte da população.
Resposta questão 2
Os grupos pontuaram que para a população ter mais acesso ao judiciário era necessário:
§    haver uma mudança na formação dos futuros operadores de Justiça, para que sejam mais próximos às questões sociais como: moradia, egressos e a população carcerária, população em situação de rua etc;
§    promover de oficinas que aproximem a população de seus direitos para que possam reivindicá-los e lutar por eles. Sabendo de seus direitos, a população pode exigir do Poder Judiciário as demandas que lhe cabem com mais Justiça e respeito à população;
§    trabalhar a questão do acesso à justiça através da arte, do teatro, da musica, da educação;
§    organizar grupos voluntários que possam tirar dúvidas da população e auxiliar em casos judiciais e que atuem em sub-prefeituras, por exemplo;
§    popularizar a Justiça, tornando-o mais acessível à população, como por exemplo, que ela tenha uma linguagem menos formal e mais simples;
§    criar debates, estratégias pontuais que vão atacar diretamente o Poder Judiciário;
§    a população conhecer como são escolhidos os juízes e os desembargadores. Há pouca transparência para sociedade de como esse processo é realizado;
§    inserir nas grades curriculares do Direito, Assistência Social, Psicologia e outras áreas que atuam direta ou indiretamente no campo do Poder Judiciário  disciplinas de justiça restaurativa

Resposta questão 3:
Os Grupos acreditam que para democratizar o sistema judiciário e ter mais controle social - democrático popular- do sistema judiciário é preciso que:
§      os operadores recém aprovados nos concursos públicos (do Ministério Público, do Judiciário e da Defensoria Pública) no período probatório realizem atividades que envolvam a população e que toquem em temas importantes como: situação carcerária, questão da moradia, população em situação de rua etc.
§     a população participe da escolha dos desembargadores;
§     seja popularizados os espaços como conselhos comunitários;
§      haja conselhos de justiça nas instâncias estaduais e municipais, nos moldes do Conselho Nacional de Justiça
§     seja criada Ouvidoria externas no Ministério Público e no Poder Judiciário, cuja a escolha do Ouvidor seja realizada pela sociedade civil, conforme a experiência da Ouvidoria da Defensoria Pública de São Paulo
§     sejam realizadas Conferências, no modelo do que já é feito pela Defensoria Pública de São Paulo, no âmbito do Ministério Público e Judiciário com a participação da sociedade;
§     haja audiências populares, com a participação da sociedade civil
§     sejam criados mais conselhos da comunidade;
§     seja realizado um encontro sobre experiência Justiça comunitária e Justiça restaurativa
§     a Mídia seja sensibilizada no sentido de contribuir para a conscientização da população com relação aos seus direitos, popularização de como funciona o sistema de justiça, mas  não de forma negativa como vem fazendo atualmente;
§     sejam fortalecidos os conselhos da comunidade que já existem;
§     sejam realizadas audiências com o CNJ, OAB e outros órgãos do sistema de justiça;
§     sejam criadas corregedorias externas;
§     a sociedade civil inicie uma mobilização para participar da Conferência de Segurança Pública que será realizada ano que vem.

Pe. Valdir João Silveira

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

7 de setembro - dia de oração e jejum convocado por Francisco

Fiéis em todo o mundo aderem ao dia de oração e jejum convocado por Francisco





Cidade do Vaticano (RV) – Aumentam de hora em hora as adesões ao dia de oração e jejum pela Síria, convocado pelo Papa Francisco para o próximo sábado. Inúmeras organizações e expoentes religiosos manifestam publicamente a sua participação.

Congregações como o Pontifício Instituto das Missões Exteriores (PIME), a Obra Dom Orionee os salesianos, movimentos como a Renovação no Espírito, Pax Christi e Focolares já divulgaram comunicados aderindo à iniciativa.

A Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa fez o mesmo, fazendo votos de que “cada ordinário na sua diocese, eparquia ou exarcado, cada pároco em sua paróquia e com os seus paroquianos, cada superior/a de Instituto religioso, possa organizar o dia como mais lhe convém, na esperança de que “o eco das orações que saem de nossos lábios possa cobrir o barulho dos tambores da guerra”.

O Arcebispo metropolitano sírio-ortodoxo de “Jazirah e Eufrates”, Eustathius Matta Roham, afirmou que ele e toda a sua comunidade “aderem com convicção ao apelo do Papa”. Para afastar males como a guerra e a violência, o Arcebispo recorda o trecho do Evangelho de Mateus (Mt 17,21): “Esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum”.

Nas Filipinas, o Card. Luis Antonio Tagle convidou todos os párocos e os reitores de santuários da Arquidiocese de Manila a celebrarem a missa da manhã de sábado, 7 de setembro, com a intenção especial pelo povo sírio, encorajando os fiéis a uma hora de Adoração eucarística depois da missa. Em todas as dioceses, estão sendo organizados encontros de oração e jejum pela paz.

Em Assis, cidade que receberá o Papa em outubro, a Basílica Inferior de São Francisco de terça a sexta feira permanecerá aberta até as 22h para permitir que os fiéis rezem sobre o túmulo do Santo pela paz na Síria. Além disso, no sábado, os frades realizarão uma vigília de oração em Santa Maria dos Anjos em comunhão com o Papa Francisco.

A Secretaria de Estado do Vaticano convidou os embaixadores junto à Santa Sé para um encontro quinta-feira de manhã, de modo que possa informar ao corpo diplomático o significado da iniciativa e contatou também todas as Conferências Episcopais do mundo com a mesma finalidade. Já os dicastérios vaticanos se mobilizaram contatando os referentes de outras Igrejas e confissões religiosas.

O programa para sábado ainda está sendo definido. A Praça S. Pedro estará aberta a todos, a partir das 16h30, hora local, sem necessidade de bilhete. A chegada do Papa está prevista para as 19h. Haverá a entronização da imagem mariana do "Salus populi romani", a reza do terço e uma meditação do Pontífice com um renovado apelo pela paz. A conclusão está prevista para as 23h.

Na Arquidiocese de São Paulo Dom Odilo recomendou a todos os padres, religiosos e fiéis que atendam ao pedido do Papa e realizem momentos de oração pela paz na síria e convoquem os fiéis para um dia de Jejum no sábado dia 7 de setembro.



Dia de Oração pela Síria: qual o significado do jejum?

Cidade do Vaticano (RV) – Para o Dia de Oração e Jejum contra a guerra na Síria, 7 de setembro, o Papa Francisco pediu também a participação de líderes de outras religiões. A iniciativa tem um precedente semelhante: em 2001, em seguida ao ataque às Torres Gêmeas, João Paulo II convidou os líderes religiosos de todo o mundo a irem juntos a Assis em 2002. E em preparação para o evento, a Santa Sé difundiu uma nota recordando que “o jejum ocupa um lugar importante em todas as grandes experiências religiosas”.

“A prática do jejum – diz o texto divulgado pelo Escritório das Celebrações Litúrgicas, naquela ocasião – facilita a abertura das pessoas a outro alimento: a Palavra de Deus e o cumprimento da vontade do Pai; está estreitamente relacionada à oração, fortalece as virtudes, suscita a misericórdia, implora o socorro divino, conduz à conversão do coração”.
“Sem a ajuda do Senhor é impossível encontrar uma solução para a dramática situação em que o mundo se encontra. Sem a conversão dos corações é difícil imaginar a cessação radical do terrorismo”. “A prática do jejum – lê-se na nota de 6 de dezembro de 2002 – se dirige ao passado, ao presente e ao futuro: ao passado como reconhecimento das culpas contra Deus e contra os irmãos, uma mancha que todos temos; ao presente, para aprendermos a abrir os olhos para os outros e para a realidade que nos circunda; e ao futuro, para acolher no coração as realidades divinas e renovar, a partir do dom da misericórdia de Deus, a comunhão com todos os homens e com a Criação, assumindo responsavelmente o dever de cada um de nós na história”.

Sobre as modalidades de jejuar, a nota ressalta que “do dia de jejum podem participar livremente todos os fiéis: os jovens, muito sensíveis à causa da justiça e da paz; os adultos, com a única exceção para os enfermos, e até as crianças, que podem renunciar a alguma coisa em favor de seus coetâneos mais pobres”.

“As tradições locais sugerem vários modos de jejuar: fazendo uma só refeição, comendo apenas pão e água, ou aguardando o por do sol para assumir alimentos. Os bispos devem também estabelecer um modo simples e eficaz para que o economizado com a privação do alimento se destine aos pobres, de modo especial aos que sofrem nestes momentos as conseqüências do terrorismo e da guerra”.
Enfim, a nota solicita um “sério exame de consciência dos cristãos sobre o compromisso de cada um em favor da paz”.

Revisão do PDE | Participe amanhã da segunda audiência pública da etapa final

Acontece a segunda audiência pública da etapa final da revisão do PDE


Objetivo é promover, mais uma vez, o diálogo entre a Prefeitura e a população na construção de uma São Paulo melhor para todos. O evento será realizado no auditório da Uninove – Barra Funda, com início às 19h.




A segunda audiência pública do processo de revisão participativa do Plano Diretor Estratégico (PDE) de São Paulo, será realizada amanhã, quinta-feira, dia 05 de setembro, no auditório da Uninove – Barra Funda. O evento está marcado para as 19h.

Durante o encontro, o secretário de Desenvolvimento Urbano, Fernando de Mello Franco, fará uma apresentação detalhada sobre o texto da minuta do Projeto de Lei, que está sendo proposto pela Prefeitura, para traçar os caminhos de São Paulo pelos próximos dez anos. Após a apresentação, a plenária será aberta ao público, que poderá fazer considerações e expor sugestões, dúvidas e críticas a serem respondidas ou comentadas pela mesa, em seguida.

O objetivo da audiência é, mais uma vez, permitir o diálogo entre a Prefeitura e a sociedade, na construção de uma São Paulo melhor para todos.

Confira mais detalhes do evento em nossa agenda e, até o dia 06/09, use a Minuta Participativa para dar suas sugestões na proposta do novo PDE.

Fazer juntos a São Paulo que a gente quer. Esse é o Plano.
 
Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SMDU)
Prefeitura de São Paulo

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GRITO DE REPÚDIO CONTRA O DESMATAMENTO NA SERRA DA CANTAREIRA

Dia 7 de Setembro (Sábado), a partir das 13h, na praça do Jardim Flamingo, altura nº 4900 da Estrada de Santa Inês (bairro Pedra Branca, atrás do Horto Florestal)


Fraternidade e Juventude

Jesus nos mostrou com palavras e atitudes que todos têm os mesmos direitos e que cada um tem sua importância na construção de um mundo mais humano. Isso escandalizou a sociedade de seu tempo. Nos dias atuais, muitos ainda acreditam não ter com que contribuir para a construção de um mundo mais justo.
Os  jovens enfrentam nos dias de hoje muitos problemas, tornado-os um grupo bastante vulnerável. Um desses problemas é o aumento do custo de vida que faz com que muitos indivíduos tenham dificuldade de viver com dignidade dos frutos do próprio trabalho; vivem, também, num clima de competitividade excessiva. Eles  sofrem forte apelo da mídia induzindo ao consumismo.  Há também grande facilidade para entrar no mundo das drogas.  
Muitos são induzidos, por diversos desses e outros fatores, a ter um pensamento e um comportamento egoísta, buscando apenas seu próprio bem estar, o que leva à falta de compromisso para com o próximo e as futuras gerações. 
Frequentemente, devido ao grau de corrupção existente na política atualmente, muitos jovens passam a encarar a situação com falsa ideia de que os problemas do país não têm solução e que não vale a pena ser honesto, não se sentindo, assim, capazes nem responsáveis pela construção de um país país melhor. 
Essa visão é incentivada por aqueles que manipulam a seu favor os meios de comunicação e se beneficiam da atual situação.
A Igreja, incluindo todos nós, possui o papel fundamental de, à luz da palavra de Deus, ir contra a corrente e mostrar que é possível um mundo melhor, e isso depende da participação de todos. Jesus Cristo nos deixou a missão de ajudar a motivar todas as pessoas a testemunhar sua fé cristã na prática com suas atitudes, contribuindo, assim, para a construção de um mundo mais humano, do mesmo modo que Jesus fez no seu tempo. 
Um dos mais importantes trabalhos da Igreja no Brasil é a Campanha da Fraternidade, que em  2013  tem o tema "Fraternidade e Juventude" e o lema "Eis-me aqui, envia-me". Muitos foram os motivos que levaram à escolha desse tema para a campanha.  
É fundamental denunciar e ir contra as estruturas de pecado presentes nesse país, ajudando todos a ter senso crítico, como Jesus Cristo fez. A Campanha da Fraternidade de 2013 tem como um de seus objetivos ajudar a conscientizar os jovens sobre sua importância como sujeitos de transformações profundas nas estruturas de nossa sociedade. Recentemente, nas manifestações que tomaram as ruas por todo o Brasil, vimos muitos jovens exercendo seu papel na busca pelo bem comum. Podemos ver no link http://pastoralfp.blogspot.com.br/2013/06/protagonismo-da-juventude.html um excelente artigo que mostra um exemplo muito claro da importância e da necessidade de os jovens desempenharem seu papel como sujeitos de transformações sociais e para a construção do reino de Deus na terra agora, e não, ficar somente esperando o reino de Deus somente para quando chegarmos ao céu.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Conselho Participativo Municipal


No sábados 24 e 31/08/2013, aconteceram as eleições para a Comissão que será responsável pelo processo de eleição do Conselho Participativo Municipal, nas Subprefeituras.
Em sintonia com esse momento tão sério em favor de uma cidade mais justa e com igual oportunidade para todas/os, a  Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo, está representada na Comissão, através dos agentes eleitos Mônica Lopes (Subprefeitura da Mooca), e Flávio Castro(Subprefeitura Aricanduva),  e conclama a todas/os para participarem como candidatas/os ao Conselho.
Foram 10 anos de muita luta para que o poder público reconhecesse o Conselho como espaço efetivo de participação da população.
Por isso, não podemos deixar esse momento passar, sem respondermos positivamente ao chamado.
Até o momento, recebemos algumas manifestações de membros de algumas comunidades que estarão formalizando suas candidaturas: 

Confira a lista no site da Pastoral Fé e Política

Represente você tambem a sua Comunidade/Região apresentando a sua candidatura, e nos envie suas informações a fim de que possamos ajudar na sua campanha.
Estamos disponibilizando nossos meios de comunicação para essa Eleição.
Segue abaixo informações importantes sobre a Eleição dos Conselhos:
Conselho Participativo Municipal, vai atuar em todas as 32 subprefeituras da cidade. O conselho será um organismo autônomo formado por integrantes da sociedade civil para representar cada região da capital paulista. A eleição direta para o conselho acontecerá no dia 8 de dezembro, quando serão escolhidos 1.125 conselheiros.
Os conselhos regionais terão a função de exercer o controle social, segundo a Prefeitura, assegurando a participação da sociedade no planejamento e fiscalização de ações e gastos públicos de suas regiões. Caberá a eles também sugerir ações e políticas públicas nos territórios que ocupam.
O número de conselheiros em cada uma das regiões vai variar entre 19 e 51, de acordo com a distribuição da população nas subprefeituras e seus distritos. O menor deles será o de Parelheiros e os maiores os das subprefeituras de Campo Limpo, Capela do Socorro, Itaquera e M'Boi Mirim.
Para votar em um dos candidatos a conselheiro basta comparecer à sede da subprefeitura no dia 8 de dezembro, com título de eleitor e documento de identidade com foto. Cada pessoa poderá votar em até cinco representantes de seu distrito.
Conselheiro - Podem se candidatar ao cargo cidadãos com mais de 18 anos que não exerçam mandato parlamentar, nem ocupem cargos em comissão no poder público ou participem de alguma comissão eleitoral. O cidadão poderá se candidatar uma única vez e no mesmo distrito em que reside. Os candidatos poderão se inscrever entre os dias 7 e 21 de setembro.
Para concorrer, o cidadão deve comparecer à sede de sua subprefeitura portando título de eleitor, um documento de identificação com foto e uma lista de no mínimo 100 assinaturas de residentes que apoiam sua candidatura e que residam no território da subprefeitura.
As assinaturas deverão estar acompanhadas de nome, número do título de eleitor, endereço e telefone de cada um dos apoiadores. O tempo de mandato será de 2 anos a partir do primeiro dia útil após a cerimônia de posse. Os conselheiros têm direito a uma única reeleição consecutiva.

Pastoral Fé e Política
Arquidiocese de São Paulo

A partir de Jesus Cristo em busca do bem comum

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Curso de Formação Política CEFEP

Curso de Formação Política para os cristãos leigos e leigas em parceria com a Coordenação Central de Educação a Distância - CCEAD Puc-Rio

JUSTIFICATIVA

O Brasil vive um momento de transformações aceleradas. Os cristãos são chamados a exercer sua missão de protagonistas nesse mundo complexo da globalização excludente.

OBJETIVO GERAL

Formar cristãos, leigos e leigas, para a missão política, favorecendo-lhes a aquisição de competência e habilitação para agir no complexo campo da Política, participando da construção de uma sociedade justa e solidária, à luz do Ensino Social da Igreja e das Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  1. Contribuir com a formação de lideranças cristãs para as funções públicas, eletivas ou não, no campo da Política e das organizações comunitárias;
  2. Aprimorar a prática política dos cristãos no exercício da cidadania e do bem comum;
  3. Investir na formação do sujeito evangelizador para torná-lo apto a influenciar na construção de uma nova cultura política.

DESTINATÁRIOS

  1. Lideranças das nossas comunidades, pastorais sociais, movimentos e organismos eclesiais;
  2. Pessoas com responsabilidades em organizações e movimentos sociais;
  3. Pessoas que já assumem ou pretendem assumir cargos em instâncias partidárias.

CRITÉRIOS DE PARTICIPAÇÃO

  1. Identidade cristã de vivência e participação;
  2. Disponibilidade de tempo: compromisso de participar das etapas previstas e realizar todos os trabalhos solicitados;
  3. Conclusão do ensino médio (exceções serão analisadas);
  4. Militância política: sindical, popular, partidária, conselhos municipais paritários e outras áreas;
  5. Compromisso de ser um agente multiplicador através da entidade que o apresentou para o curso.

METODOLOGIA

O processo metodológico contempla:
  1. A formação política dos cristãos nas múltiplas dimensões, relacionadas entre si - ética, espiritual e intelectual, respeitando o pluralismo político, a partir da opção pelos pobres, em comunhão com as Diretrizes da Igreja no Brasil;
  2. O participante do cursista como sujeito do processo de formação e da construção do saber em todos os níveis. Neste sentido, o CEFEP privilegiará a construção coletiva, articulando as diferentes ciências e saberes com a prática dos participantes.
  3. A leitura da realidade sócio-histórica dos cursistas, contribuindo com a construção de uma espiritualidade na ação;
  4. A busca de uma pedagogia libertadora: através de técnicas e instrumentos vivenciados na educação popular e nos grupos da Igreja.

ELEMENTOS ORGANIZATIVOS

Duração: 360 horas, sendo 180h de curso presencial e 180h à distância, em um ano. Veja o programa
Local: Centro Cultural Missionário - Brasília
Vagas: 40 a 50 participantes
Certificados: de extensão universitária e de especialização pela CCEAD Puc-Rio.