Blog da Pastoral de Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo (São Paulo/SP)
sexta-feira, 15 de março de 2013
quinta-feira, 14 de março de 2013
Atribuições da Mesa da Câmara no setor administrativo

Marilia Amaral*
Dando
prosseguimento ao estudo das atribuições da Mesa da Câmara no setor
administrativo, as 5 últimas competências desta são:
d)
enviar ao Tribunal de Contas do Município, até o dia 31 de março, as contas do
exercício anterior;
e) nomear, promover, comissionar, conceder
gratificações e licenças, pôr em disponibilidade, exonerar, demitir, aposentar
e punir servidores da Câmara Municipal, nos termos da lei;
f) regulamentar o processo de licitações,
observando o regimento e a Lei Orgânica;
g) permitir sejam divulgados os trabalhos da
Câmara no Plenário ou nas Comissões, observando-se o disposto princípio da
Impessoalidade (que diz que nos materiais publicitários não podem constar
nomes, símbolos ou imagens que caracterizem propaganda partidária, promoção
pessoal de autoridade ou servidores públicos), sem ônus para os cofres
públicos.
h) determinar abertura de sindicâncias e inquéritos
administrativos.
O
Regimento Interno ainda dispõe sobre cada um dos membros, entre outras
atividades, mas acredito que as atribuições estudadas foram suficientes para
nosso entendimento sobre a Mesa da Câmara.
Se,
durante o ano, noticiarmos algum acontecimento específico, que necessite de
qualquer uma dessas abordagens, nós voltaremos ao Regimento, ok?
Outro
tema que merece ser estudado aqui são as Comissões. No ano passado, enquanto
analisávamos os trabalhos dos parlamentares, acredito ter comentado com vocês
que todo projeto de lei segue para algumas Comissões, dentre elas, de
Constituição e Justiça e Finanças e Orçamento. Dependendo do assunto, esse
projeto de lei pode ir para Comissões específicas, tais como Política Urbana,
Metropolitana e Meio ambiente; de Defesa dos Direitos da Criança, do
Adolescente e da Juventude, dentre outras.
Na
página da Câmara, é possível ver todo o andamento da Lei, qual o parecer de
cada comissão, e todos os locais e datas por onde o documento tramitou.
Por
isso, a importância de entendermos o funcionamento dessas Comissões. Até para
quando analisarmos novamente cada um dos projetos de lei propostos, saber
porquê alguns projetos ficam “emperrados”. Talvez os membros da comissão,
dependendo do partido que pertençam, podem dificultar o processo de alguma lei
por ser oposição; assim como outros projetos de lei podem fluir melhor quando o
propositor e os membros da Comissão fizerem parte da mesma aliança.
Devemos
ficar bem atentos! Por isso, este será o tema que iniciaremos o nosso estudo na
próxima semana. Você, que já adotou um vereador ou uma vereadora, já pode
pesquisar a quais comissões o seu vereador ou vereadora pertence.
*Membro da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo.
Programa exibido da Rádio 9 de julho em 26/02/2013.
Princípios democráticos elencados na Doutrina Social da Igreja
Marilia Amaral*
Avançando
nos nossos estudos sobre a Doutrina Social da Igreja, veremos hoje quais são os
princípios elencados pelo Pe. Adolfo Zon Pereira, no livro Temas da Doutrina
Social da Igreja, da CNBB. São eles:
-
A participação dos cidadãos na vida pública;
-
O pluralismo social e ideológico;
-
O respeito e a promoção dos Direitos Humanos;
-
A divisão dos poderes no Estado de Direito;
-
A vinculação ao direito; e
-
A autonomia dos grupos sociais.
Vejamos
cada um deles, relacionando-os com os princípios presentes na Constituição.
1.
A participação dos cidadãos na vida pública.
Essa
participação está intimamente ligada à Cidadania, lembrando que nem toda pessoa
é cidadã, segundo o Direito. Para ser cidadão ou cidadã a pessoa tem que ser
uma pessoa física, isto é, não pode ser uma empresa, ou uma associação;
nacional, podendo ser nato ou naturalizado; no pleno gozo dos direitos
políticos. Logo, podemos concluir que todo cidadão e toda cidadã é aquela pessoa
que possui título de eleitor.
Sobre
essa participação, o Pe. Adolfo assim se expressa: “A democracia deve dotar-se
de estruturas jurídico-políticas que permitam a todos tomar parte ativa e livre
na tomada de responsabilidades e opções” e salienta ainda a necessidade de
intensificarmos a participação democrática.
Vejam
o que já dizia Paulo VI, na Carta Apostólica Octogesima Adveniens:
“torna-se
necessário criar formas de democracia moderna” que levem o homem a
“comprometer-se numa responsabilidade comum”.
O
Papa João Paulo II é ainda mais incisivo:
“para
animar cristãmente a ordem temporal, no sentido que se disse de servir a pessoa
e a sociedade, os fiéis leigos não podem absolutamente abdicar da participação
na política [...]; TODOS E CADA UM TÊM O DIREITO E O DEVER de participar na
política, embora em diversidade e complementariedade de formas, níveis, funções
e responsabilidades. As acusações de arrivismo, idolatria e poder, egoísmo e
corrupção que muitas vezes são dirigidas aos homens do governo, do parlamento,
da classe dominante ou partido político, bem como a opinião muito difusa de que
a política é um lugar de necessário perigo moral, não justificam minimamente
nem o ceticismo nem o absenteísmo dos cristãos pela coisa pública.”
Lembro
aqui, que a Internet como um todo pode ajudar a fazer pressão sobre muitos
assuntos, mas simplesmente postar e compartilhar mensagens não se iguala à
participação em fóruns, audiências públicas e outros meios de participação
popular democrática.
Além
disso, nós temos que tomar muito cuidado com tudo o que circula nas redes
sociais. Temos que ser muito críticos com mensagens que recebemos e devemos
sempre buscar ler opiniões diversas sobre um mesmo fato para que consigamos
fazer o nosso juízo.
*Membro da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo.
Programa exibido da Rádio 9 de julho em 25/02/2013.
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Democracia Participativa,
Doutrina Social da Igreja,
Fé e Política
Consulta Nacional Pós-2015 e Seguimento à Rio+20
Secretaria-Geral da Presidência da República
Assessoria para Assuntos Internacionais
Brasília, 26 de fevereiro de 2013.
Prezada (o)s Senhora (e)s,
No contexto do seguimento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (CNUDS), a Rio+20, e no que se refere ao debate em torno da construção de uma agenda de desenvolvimento pós-2015, a Secretaria-Geral da Presidência da República (SG/PR) tem buscado fomentar o processo de participação social acerca desse tema prioritário para o Brasil. Assim, a SG/PR, convidada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), apoia a realização da Consulta Nacional Pós-2015 “O mundo que nós queremos”.
O processo consiste na realização de consulta à sociedade civil de cinquenta países selecionados com vistas à definição das prioridades e necessidades que devem ser contempladas na elaboração da Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, data limite inicialmente prevista para que os países membros das Nações Unidas alcancem as metas traduzidas nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs).
As consultas estão sendo realizadas no período de janeiro a março de 2013 por meio de questionários, votações pela internet e reuniões in loco. O resultado dessas consultas comporá o relatório a ser apresentando pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon, aos líderes globais na próxima Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, a ser realizada em setembro de 2013.
Para participar, solicitamos a gentileza de responder, até o dia 25 de março, aos seguintes documentos:
1. Questionário Consultas Pós-20152. Pesquisa de opinião “Quais mudanças mais importantes precisam ser feitas no planeta?”, que consiste na indicação de seis das dezesseis opções oferecidas pela ONU ou ainda sugerir uma prioridade de mudança que não tenha sido citada. Disponível em www.myworld2015.org.
De modo a complementar o processo de consultas, recomendamos acessar igualmente os seguintes textos que tratam do tema debatido:
1. Declaração final da Rio+202. Declaração da Cúpula dos Povos3. Declaração da Kari-Oca II4. Relatório sobre a Rio+205. Informação básica sobre Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 e Seguimento à Rio+20 (processo de consultas)
Trata-se do primeiro passo de um contínuo processo de amplas consultas que a SG/PR pretende promover sobre o tema junto à sociedade brasileira. A discussão acerca da Agenda Pós-2015 e do seguimento à Rio+20 será aprofundada inicialmente em um Seminário, a ser realizado em abril de 2013, que poderá qualificar as discussões sobre o tema.
Outras informações podem ser acessadas em: http://www.secretariageral.gov.br/internacional/consultapos2015
Participe! Você tem a chance de fazer a diferença.
Cordialmente,
Assessoria Internacional
Gabinete
Secretaria-Geral da Presidência da República.
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Cidadania ativa,
cidades sustentáveis,
Ecologia
terça-feira, 12 de março de 2013
Eventos marcam 40 anos do assassinato de Alexandre Vannuchi Leme
Na próxima sexta-feira(15 de março), na Catedral da Sé, será celebrada uma missa em memória dos 40 anos do assassinato do estudante Alexandre Vannuchi Leme pela ditadura. Ele tinha 22 anos e cursava Geologia, na Universidade de São Paulo.
A missa faz parte de uma série de eventos em homenagem a Alexandre, que dá nome ao Diretório Central de Estudantes (DCE) da USP. O Núcleo de Preservação da Memória Política é uma das organizações que promovem.
14 de março (quinta-feira)
- Show: "Conversando de Paz", com o cantor Sérgio Ricardo e convidados
Local: Centro Cultural São Paulo
19 horas
15 de março (sexta-feira)
- 68ª Caravana da Anistia da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça
(Ato Oficial de Reconhecimento pelo Estado Brasileiro de Alexandre
Vannucchi Leme como anistiado político)
Local: Instituto de Geociências - USP - Cidade Universitária
19 horas
- Missa da Catedral da Sé
(Celebração presidida por D. Angélico Sândalo Bernardino)
18 horas
ENTIDADES ASSOCIADAS ÀS HOMENAGENS
Central Única dos Trabalhadores - Comissão Estadual da Verdade "Rubens Paiva" - Comissão Justiça e Paz - CONDEP - Conselho Estadual de Direitos Humanos - DCE Livre "Alexandre Vannucchi Leme" da USP - Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo - Fórum Alberto pela Democratização da USP - Levante Popular da Juventude - MNDH - Movimento Nacional de Direitos Humanos - Núcleo de Preservação da Memória Política - Instituto Vladimir da Cultura - Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - Sindicato dos Bancários de São Paulo - União Nacional dos Estudantes - União Estadual dos Estudantes
Entidades e organizacões que queiram aderir a esta iniciativa devem escrever paracontato@comissaodaverdade.sp.gov.br.
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Direitos Humanos
Manifesto de Repúdio à Proposta do Governo Federal de Subsidiar os Planos Privados de Saúde
A Frente Nacional contra a Privatização da Saúde repudia o conjunto de medidas que, segundo notícia veiculada na Folha de São Paulo em 27/02/2013 (http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1237512-governo-federal-negocia-para-ampliar-acesso-a-planos-de-saude.shtml), o Governo Federal prepara desde o início do ano e que amplia a trilha da privatização da saúde em curso, através da radicalização do favorecimento já amplo ao mercado de planos e seguros de saúde.
Na reportagem é relatado que a própria Presidenta, pessoalmente, vem negociando com grandes empresas que atuam no mercado de planos privados de saúde – a maioria controlada ou com grande participação do capital estrangeiro e grandes doadoras da campanha presidencial de Dilma Rousseff – um pacote de medidas que transferirão mais recursos públicos para suas já vultosas carteiras através de redução de impostos, novas linhas de financiamento e outros subsídios a expansão do seu mercado.
Tal proposta consistiria na prática em universalizar o acesso à saúde das pessoas através de planos e seguros privados, e não através de serviços públicos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O preceito constitucional da saúde como direito é ferido mortalmente, ao ser substituído por uma abordagem da saúde como mercadoria a ser mais amplamente consumida, especialmente para as chamadas classes C e D, para impulsionar o atual modelo de desenvolvimento.
Esta pode ser a formalização final para a instituição de um seguro saúde e criação de um Sistema Nacional de Saúde integrado com o setor privado, tendo como consequência acabar com o SUS ou torná-lo um sistema focalizado, consagrando o processo de universalização excludente que vem ocorrendo desde os anos 1990 com a saída dos trabalhadores melhores remunerados que foram impulsionados à compra de serviços no mercado privado devido ao sucateamento do SUS. Esse movimento faz parte do mesmo processo de aprofundamento da subordinação do país ao grande capital financeiro, atrelado aos interesses do imperialismo. Contra fatos não há argumentos: há um há um há um há um há um há um crescimento no número de usuários de planos de saúde de 34,5 milhões, em 2000, para 47,8 milhões, em 2011, tendo o Brasil se tornado o 2º mercado mundial de seguros privado, perdendo apenas para os Estados Unidos da América.
A referida medida que beneficia os planos privados é anunciada poucos meses depois da venda de 90% da AMIL, maior operadora de planos privados de saúde do Brasil, para a empresa norte-americana United Health, e do anuncio do seu fundador, Edson Godoy Bueno, um dos maiores bilionários brasileiros, da meta destes planos atingirem 50% da população brasileira, ou seja, duplicar a sua cobertura para 100 milhões de brasileiros. A estratégia anunciada pela United Health para o Brasil é crescer entre o público de baixa renda.
Tal política não responde aos interesses da maioria da Nação: sistemas de saúde controlados pelo mercado são caros, deixam de fora idosos, pobres e doentes, são burocratizados e desumanizados, pois as pessoas são tratadas como mercadorias. Se o SUS hoje não responde aos anseios populares por uma saúde universal de qualidade de acordo com a Constituição de 1988 não é pelas deficiências do modelo - há modelos de sistemas universais como Reino Unido e Cuba, amplamente bem considerados pela população e com indicadores de saúde melhores dos que o sistema de mercado da nação mais rica do planeta, os EUA – mas porque os governos não alocam recursos suficientes, não cumprem a legislação e porque a democracia, expressa no controle da sociedade sobre o sistema de saúde, não é respeitada.
O que se constata é que o Estado está cada vez mais mínimo para o SUS e máximo para o mercado. A privatização desta vez não é de forma travestida de modernização da gestão, como no caso dos “novos” modelos de gerenciamento: Organizações Sociais (OSs), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), Fundações Estatais de Direito Privado (FEDPs), Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e Parcerias Público-Privada (PPPs). Ou mesmo na forma da complementariedade invertida, em que a rede privada em vez de ser complementar à pública, tem absorvido 62% dos recursos públicos destinados aos procedimentos de alta e média complexidade, através de convênios e contratação de serviços da rede privada pelo SUS.
A atual inflexão, se confirmada, vaticina uma total derrota do Movimento da Reforma Sanitária, que na 8ª Conferência Nacional de Saúde defendia uma progressiva estatização do setor, pois o inverso é que se materializaria. Tornar-se-ia absoluta, e em níveis nunca antes vistos nesse país, a tendência da nossa história recente de alocar cada vez mais os fundos públicos para o setor privado da saúde em detrimento da ampliação do setor público para a garantia do direito de todos à saúde e do dever do Estado de prestar serviços à população.
Por que o governo tem recursos para subsidiar o setor privado e não tem para ampliar a rede pública de saúde? Por que o governo não atende às demandas dos movimentos sociais, das Conferências Nacionais de Saúde e dos Conselhos de Saúde para destinar 10% da receita corrente bruta da União para a saúde pública? Por que a regulamentação da Emenda 29 não trouxe recursos novos para o SUS como estava previsto? Por que se aprofunda a precarização da força de trabalho na saúde e a terceirização dos serviços de saúde? Por que se mantém a DRU (Desvinculação das Receitas da União)? Porque há uma Lei de Responsabilidade Fiscal draconiana e nenhuma lei de responsabilidade sanitária ou social? Por que não se respeita o controle social?
A Frente Nacional contra a Privatização da Saúde tem empreendido lutas contra todas as formas de privatização que vem ocorrendo após os anos 1990. Contra o desmonte do SUS público estatal e às medidas do atual governo de fortalecimento do setor privado de saúde, a Frente reafirma suas bandeiras:
- Defesa incondicional do SUS público, estatal, universal, de qualidade e sob comando direto do Estado.
- Contra todas as formas de privatização da rede pública de serviços: OSs, OSCIPs, Fundações Estatais de Direito Privado, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares; e Parcerias Público Privadas.
- Contra a implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), impedindo a terceirização dos Hospitais Universitários e de ensino federais.
- Pela Inconstitucionalidade das Leis que criam as Organizações Sociais (OSs) e a EBSERH.
- Defesa de investimento de recursos públicos no setor público.
- Pela gestão e serviços públicos de qualidade
- Defesa de concursos públicos RJU e da carreira pública no Serviço Público.
- Contra todas as formas de precarização do trabalho.
- Pelo fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU).
- Exigência de 10% da receita corrente bruta da União para a saúde.
- Defesa da implementação da Reforma Psiquiátrica com ampliação e fortalecimento da rede de atenção psicossocial, contra as internações compulsórias e a privatização dos recursos destinados à saúde mental via ampliação das comunidades terapêuticas.
- Pela efetivação do Controle Social Democrático.
- Por uma sociedade justa, plena de vida, sem discriminação de gênero, etnia, raça, orientação sexual, sem divisão de classes sociais!
FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE
Março/2013
Plenária Municipal de Saúde de São Paulo
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Campanha da Fraternidade 2012,
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Saúde Pública,
SUS
sexta-feira, 8 de março de 2013
O MUNDO TE DEVE
O mundo ainda te deve mais respeito:
ensina-nos a tua dignidade,
prepara o teu pequeno ao não direito
aos ritos de agressão, brutalidade.
Porém, se a insensatez não perde o jeito,
firmemos com a lei a gravidade
de tal procedimento e preconceito,
em nome de sensata humanidade.
Tu és a mãe, a irmã, a esposa, a filha,
não mera serventia, és companheira,
nos passos que perfazem nossa trilha!
O mundo ainda te deve, de verdade!...
Afirma sem descanso essa bandeira
e cobra com vigor essa igualdade!
J. Thomaz Filho*
* Poeta, escritor, compositor, colaborador da
Pastoral Fé e Política.
Juventude e a implantação dos Conselhos de Representantes junto às Subprefeituras
Márcia Castro*
Neste ano a Igreja no Brasil está
voltada para a juventude com a Jornada Mundial da Juventude, a 5a. Semana
Social Brasileira e a Campanha da Fraternidade. Aqui na Arquidiocese de São
Paulo a Sexta urgência do
11o. Plano Pastoral Arquidiocesano refere-se a juventude. O Plano norteia a
nossa ação entre 2013 a 2016 e neste primeiro ano todos somos chamados a
desenvolver ações voltadas à evangelização dos
jovens para que sejam
testemunhas de Jesus Cristo na cidade de São Paulo.
A Arquidiocese de São Paulo quer
renovar a opção afetiva e efetiva de toda a Igreja pela juventude, e convoca
todas as forças eclesiais a se empenharem na acolhida, formação e evangelização
dos jovens, através de ações concretas, como mutirões, atividades esportivas e
culturais, missões, retiros, encontros de formação e catequese. Para
isto precisamos repensar
as atividades pastorais com especial atenção à juventude, fortalecendo e
ampliando o que já existe e criando espaços e estratégias para atrair e envolver os
jovens.
Hoje a juventude vive em um mundo
plural, com milhares de informações, seja através das universidades, escolas,
lazer, internet, especialmente no contato com as redes sociais, como o
facebook, twitter. Diante dessa diversidade como despertar nos jovens o desejo
de ser testemunha de Jesus?
Na semana passada comentamos que o
tema do Grito dos excluídos de 2013 tem a Juventude no centro dessa
manifestação, o tema é “Juventude que
ousa lutar, constrói o projeto popular”. Quero propor que você ouvinte da
Rádio 9 de julho participe e convide a juventude da sua comunidade para um
evento importantíssimo na cidade, que vai propor a participação popular.
Trata-se do debate: Os desafios
da participação na cidade de São Paulo: a implantação dos Conselhos de
Representantes (CR’s), junto às Subprefeituras.
O objetivo é que seja implantado
nas 31 subprefeituras esse espaço de participação popular. Os (CR’s) seriam eleitos pela população local, para
fiscalizar e planejar ações em cada região da cidade. A Lei Orgânica do
Município de São Paulo prevê a participação da população nas subprefeituras. Os
Conselhos de Representantes foram criados pela Lei 13.881 no ano 2004.
Porém, em 2005, o Ministério Publico Estadual ajuizou uma ação de
inconstitucionalidade (ADIN) contra a criação dos Conselhos. O argumento é que
só o Executivo tem a prerrogativa de criar cargos na administração. No entanto,
pela lei, os conselheiros não receberiam vencimentos e, portanto, não onerariam
os cofres públicos. Atualmente, o processo está no Superior Tribunal de
Justiça, em Brasília.
A Rede Nossa São Paulo que é um movimento da
sociedade civil propõe duas soluções: a primeira seria sensibilizar os
juízes por uma decisão favorável à implantação dos conselhos pelo envio de um
documento ao STF. Outra solução seria a Prefeitura enviar outro projeto à
Câmara Municipal, pois assim não haveria a inconstitucionalidade alegada.
O debate Os desafios da implantação dos Conselhos de
Representantes (CR’s), junto às Subprefeituras será
realizado na Câmara Municipal, no dia 19 de março, terça-feira, às 19h, no
auditório Prestes Maia.
Estarão nesse debate o Prefeito Fernando
Haddad; o Vereador José Américo, Presidente da Câmara; os Juristas Celso
Antonio Bandeira de Melo e Fábio Konder Comparato e Oded Grajew da Rede Nossa
São Paulo. A Arquidiocese estará representada por Dom Milton Kenan Jr, que é o
Bispo referencial para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz e também do Mundo
da Cultura e da Política.
A Coordenação da mesa durante o debate
será realizada pela Rede Nossa São Paulo, pelo Instituto Pólis e pela Pastoral
Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo.
Venha participar deste evento, ajudar na
construção de instrumentos de participação
popular e testemunhar Jesus Cristo na cidade.
*Membro da Pastoral Fé e Política
da Arquidiocese de São Paulo.
Programa exibido na Rádio 9 de Julho em 08/03/2013
Encontro do GT Criança e Adolescente da Rede Nossa São Paulo
Prezad@s,
Queremos reforçar o convite para o encontro de rearticulação do GT Criança e Adolescente da Rede Nossa São Paulo; promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Visão Mundial Brasil; e que será realizado na próxima quinta-feira, dia 14 de Março, às 14h, na Rua Mauro, 164 (atrás do Metro Saúde).
Esta reunião terá como pauta:
Composição, funcionamento e plano de ação do GT Criança e Adolescente.
Composição, funcionamento e plano de ação do GT Criança e Adolescente.
Contamos com sua participação!
Por favor, confirmar presença pelos e-mails:
Grata pela atenção,
Andrea R. Laurenti Magri
Secretaria Executiva da Rede Nossa São Paulo
Missão: mobilizar diversos segmentos da sociedade para, em parceria com instituições públicas e privadas, construir e se comprometer com uma agenda e um conjunto de metas, articular e promover ações, visando uma cidade de São Paulo justa e sustentável.
quinta-feira, 7 de março de 2013
SINAL DE QUÊ?
Não dá para enxergarem, purpurados,
que a pompa vaticana é contramão?
Os tronos, os anéis, os tratos dados
remetem aos apóstolos?... Oh! não!
O Império foi assim, estão lembrados?
E todo o patrimônio acumulado,
e a corte com intrigas de ambição,
e a pose de no mundo ser Estado
não são sinais de clara rejeição
ao berço que era cocho para o gado?
Neném e manjedoura renegados?
Irmãos, por que deturpam o legado?
J. Thomaz Filho*
* Poeta, escritor, compositor, colaborador da
Pastoral Fé e Política.
Encontro De Formação – Tema: “Juventude Trabalhadora”
Companheiros e Companheiras
Evangelho de João 8, 1-11 (Domingo 17 de março de
2013).
Jesus não veio para condenar -* 1 Jesus foi para o monte das Oliveiras.
2 Ao amanhecer, ele voltou ao Templo, e todo o povo ia ao seu encontro. Então Jesus sentou-se e começou a ensinar. 3 Chegaram os doutores
da Lei e os fariseus trazendo
uma mulher, que tinha sido pega cometendo adultério. Eles colocaram a mulher
no meio 4 e disseram a Jesus: «Mestre, essa mulher foi pega em flagrante cometendo adultério. 5 A Lei
de Moisés manda que mulheres desse tipo devem ser apedrejadas. E tu, o que dizes?» 6 Eles diziam
isso para pôr Jesus à prova e ter um motivo para acusá-lo. Então Jesus inclinou-se e começou a escrever
no chão com o dedo. 7 Os doutores da Lei e os fariseus continuaram insistindo na pergunta.
Então Jesus se levantou e disse: «Quem de vocês não tiver pecado, atire
nela a primeira pedra.» 8
E, inclinando-se de novo, continuou
a escrever no chão. 9 Ouvindo isso, eles foram saindo um a um, começando pelos mais velhos. E Jesus ficou sozinho. Ora, a mulher continuava ali no meio. 10
Jesus então se levantou
e perguntou: «Mulher, onde estão os outros? Ninguém condenou você?» 11 Ela respondeu:
«Ninguém, Senhor.» Então Jesus disse: «Eu também não a condeno. Pode ir, e não peque mais.»
- Datas do encontro: dias 16 e 17 de
março de 2013 – iniciando às 9 horas do dia 16 (sábado).
- Local: Casa da PO Nacional – Rua
Guarapuava, 317 – São Paulo/SP
- Descer na
estação Bresser Moóca do Metrô, descer pela rampa e entrar na Rua Guarapuava.
- Estadias: na casa da PO há algumas
vagas para pernoitar.
IMPORTANTE:
Quem for dormir no local do encontro, favor avisar com antecedência.
- Taxas: não será cobrada nenhuma taxa nem
caixa comum para o encontro.
- Passagens: quem tiver dificuldades com
as passagens para chegar ao encontro, avise-nos, que veremos a possibilidade de
pagá-las.
Para contatos e informações: (11) 2695-0404
– Secretaria da PO Nacional
Saudações Fraternas
Pastoral Operária - Coordenação
Metropolitana de São Paulo.
Encontro De
Formação – Tema: “Juventude Trabalhadora”
Sábado – 16 de março
V
E R
(Coordenação:
Efigênio e Mônica)
= Mística
=
Exposições e Depoimentos de jovens
- 15
minutos – JOC
- 10
minutos – Elisângela “O que é e como atua o Levante”
- 20
minutos – Beatriz “Formas de exploração
da juventude trabalhadora”
- 15
minutos – Luciene “Jovens no movimento
popular”
- 15
minutos – Patricia “Juventude e a Copa 2014”
- 15
minutos – Pastoral da Juventude “Juventude na Igreja e o JMJ”
- 15
minutos – Pastoral Operária “O jovem e a
PO”
= Almoço
J
U L G A R
(Coordenação:
Toninha e Roberto)
=
Formação de grupos para refletir sobre a questão:
- O que perceberam de comum nas
falas? Elementos bons e maus (esperanças
e dificuldades).
=
Plenária - apresentação dos grupos
=
Debate
=
Café
=
Síntese do dia (Toninha,
Roberto e Fernando)
=
Celebração
Domingo – 17 de março
A
G I R
=
Reflexão sobre as questões:
- Quem tem atividades com jovens e quais são?
-
Propostas de atividades com jovens.
= Informes da PO
Nacional
= Informes da PO
estadual
-
Finanças
-
Romaria ( finanças)
-
Encontro de novembro- mesma data do Fé e Política
-
Colegiado
quarta-feira, 6 de março de 2013
Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares
Relatório da reunião do dia 28 de fevereiro de 2013
A pauta principal da reunião era a organização da atividade do dia 11 de março – rememoração do acidente nuclear de Fukushima. Discutimos também sobre a nossa participação na Oficina sobre os efeitos da radioatividade nos seres humanos, que se realizará no Fórum Social Mundial, em Túnis.
Participaram da organização da atividade representantes do Greenpeace, da Aliança Comunitária Monte Azul, da Aliança pela Infância no Brasil, da Associação Brasil Soka Gakkai, da Rede Nossa São Paulo, do blog Transparência Nuclear, do Setorial e Núcleo Ecossocialista do PSOL, da Roda do Amor do Rio Pequeno e do Grupo do Bem Estar e Felicidade.
Decidimos que o ato Fukushima Nunca Mais! será às 17h do dia 11 de março, segunda-feira, no vão do Museu de Arte de São Paulo (MASP).
Combinamos de ir ao ato todos e todas vestidos de preto e/ou amarelo para simbolizar a luta antinuclear. Traremos cartazes com mensagens antinucleares e com alguma indicação do site da Coalizão (como forma de promover a luta). Faremos falas explicativas, utilizando um megafone, sobre os perigos da energia nuclear e distribuiremos panfletos explicativos para as pessoas.
A atividade terá a participação especial de quinze japoneses que estão no Brasil e se dispuseram a participar. E ocorrerá da seguinte forma:
· Atividade lúdica: em algum momento, vestidos de máscaras, deitaremos no chão ao toque de um sinal, nos fingindo de mortos.
· Coleta de assinaturas para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC antinuclear);
· Filmagem da atividade para posterior elaboração de um pequeno vídeo sobre a luta antinuclear no Brasil;
· Caminhada até a Caixa Econômica Federal da Avenida Paulista para denunciar o eventual financiamento do banco à construção das usinas nucleares no Brasil;
· E no final, organizaremos uma corrente humana no MASP e faremos a leitura de um manifesto.
Formou-se um grupo para redigir esse manifesto (Georgia, Daniel, Anne, Juliana e Chico), que deverá ser escrito em apenas uma página e como conteúdo: a conjuntura da luta antinuclear no 2º aniversário do acidente nuclear de Fukushima, o fim da garantia Hermes e a crítica do financiamento da Caixa Econômica Federal.
Criamos um grupo de e-mails para facilitar a comunicação dos organizadores, quem quiser participar pode pedir a inclusão pelo e-mail da coalizão:coalizaosp@brasilcontrausinanuclear.com.br.
Na semana anterior da atividade, elaboraremos e divulgaremos um panfleto convocando mais pessoas para o ato. Quem puder ajudar na divulgação da atividade é só escrever para o e-mail acima.
Sobre a atividade no Fórum Social Mundial, decidimos que a professora Emico Okuno, do Instituto de Física da USP e o Luís Miyazawa, responsável pelo site e redes sociais da Coalizão, nos representarão na Oficina.
Antes da atividade, haverá mais uma reunião para organizarmos o que falta e para articular a escrita do manifesto, será no dia 5 de março, terça-feira, às 19h, na Ação Educativa (Rua General Jardim, nº 660, 2º andar, Vila Buarque, São Paulo).
Aproveitem a oportunidade para visitar o site http://www.brasilcontrausinanuclear.com.br, e mandem-nos as notícias e textos que julguem útil divulgar.
Atenciosamente,
Luís Carlos Miyazawa
Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares
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