sexta-feira, 15 de março de 2013

Convite da Pascom-SP


quinta-feira, 14 de março de 2013

Atribuições da Mesa da Câmara no setor administrativo


Marilia Amaral*
Dando prosseguimento ao estudo das atribuições da Mesa da Câmara no setor administrativo, as 5 últimas competências desta são:
d) enviar ao Tribunal de Contas do Município, até o dia 31 de março, as contas do exercício anterior;
 e) nomear, promover, comissionar, conceder gratificações e licenças, pôr em disponibilidade, exonerar, demitir, aposentar e punir servidores da Câmara Municipal, nos termos da lei;
 f) regulamentar o processo de licitações, observando o regimento e a Lei Orgânica;
 g) permitir sejam divulgados os trabalhos da Câmara no Plenário ou nas Comissões, observando-se o disposto princípio da Impessoalidade (que diz que nos materiais publicitários não podem constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem propaganda partidária, promoção pessoal de autoridade ou servidores públicos), sem ônus para os cofres públicos.
 h) determinar abertura de sindicâncias e inquéritos administrativos.
O Regimento Interno ainda dispõe sobre cada um dos membros, entre outras atividades, mas acredito que as atribuições estudadas foram suficientes para nosso entendimento sobre a Mesa da Câmara.
Se, durante o ano, noticiarmos algum acontecimento específico, que necessite de qualquer uma dessas abordagens, nós voltaremos ao Regimento, ok?
Outro tema que merece ser estudado aqui são as Comissões. No ano passado, enquanto analisávamos os trabalhos dos parlamentares, acredito ter comentado com vocês que todo projeto de lei segue para algumas Comissões, dentre elas, de Constituição e Justiça e Finanças e Orçamento. Dependendo do assunto, esse projeto de lei pode ir para Comissões específicas, tais como Política Urbana, Metropolitana e Meio ambiente; de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude, dentre outras.
Na página da Câmara, é possível ver todo o andamento da Lei, qual o parecer de cada comissão, e todos os locais e datas por onde o documento tramitou.
Por isso, a importância de entendermos o funcionamento dessas Comissões. Até para quando analisarmos novamente cada um dos projetos de lei propostos, saber porquê alguns projetos ficam “emperrados”. Talvez os membros da comissão, dependendo do partido que pertençam, podem dificultar o processo de alguma lei por ser oposição; assim como outros projetos de lei podem fluir melhor quando o propositor e os membros da Comissão fizerem parte da mesma aliança.
Devemos ficar bem atentos! Por isso, este será o tema que iniciaremos o nosso estudo na próxima semana. Você, que já adotou um vereador ou uma vereadora, já pode pesquisar a quais comissões o seu vereador ou vereadora pertence.
*Membro da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo.
Programa exibido da Rádio 9 de julho em 26/02/2013.


Princípios democráticos elencados na Doutrina Social da Igreja


Marilia Amaral*
Avançando nos nossos estudos sobre a Doutrina Social da Igreja, veremos hoje quais são os princípios elencados pelo Pe. Adolfo Zon Pereira, no livro Temas da Doutrina Social da Igreja, da CNBB. São eles:
- A participação dos cidadãos na vida pública;
- O pluralismo social e ideológico;
- O respeito e a promoção dos Direitos Humanos;
- A divisão dos poderes no Estado de Direito;
- A vinculação ao direito; e
- A autonomia dos grupos sociais.
Vejamos cada um deles, relacionando-os com os princípios presentes na Constituição.
1. A participação dos cidadãos na vida pública.
Essa participação está intimamente ligada à Cidadania, lembrando que nem toda pessoa é cidadã, segundo o Direito. Para ser cidadão ou cidadã a pessoa tem que ser uma pessoa física, isto é, não pode ser uma empresa, ou uma associação; nacional, podendo ser nato ou naturalizado; no pleno gozo dos direitos políticos. Logo, podemos concluir que todo cidadão e toda cidadã é aquela pessoa que possui título de eleitor.
Sobre essa participação, o Pe. Adolfo assim se expressa: “A democracia deve dotar-se de estruturas jurídico-políticas que permitam a todos tomar parte ativa e livre na tomada de responsabilidades e opções” e salienta ainda a necessidade de intensificarmos a participação democrática.
Vejam o que já dizia Paulo VI, na Carta Apostólica Octogesima Adveniens:
“torna-se necessário criar formas de democracia moderna” que levem o homem a “comprometer-se numa responsabilidade comum”.
O Papa João Paulo II é ainda mais incisivo:
“para animar cristãmente a ordem temporal, no sentido que se disse de servir a pessoa e a sociedade, os fiéis leigos não podem absolutamente abdicar da participação na política [...]; TODOS E CADA UM TÊM O DIREITO E O DEVER de participar na política, embora em diversidade e complementariedade de formas, níveis, funções e responsabilidades. As acusações de arrivismo, idolatria e poder, egoísmo e corrupção que muitas vezes são dirigidas aos homens do governo, do parlamento, da classe dominante ou partido político, bem como a opinião muito difusa de que a política é um lugar de necessário perigo moral, não justificam minimamente nem o ceticismo nem o absenteísmo dos cristãos pela coisa pública.”
Lembro aqui, que a Internet como um todo pode ajudar a fazer pressão sobre muitos assuntos, mas simplesmente postar e compartilhar mensagens não se iguala à participação em fóruns, audiências públicas e outros meios de participação popular democrática.
Além disso, nós temos que tomar muito cuidado com tudo o que circula nas redes sociais. Temos que ser muito críticos com mensagens que recebemos e devemos sempre buscar ler opiniões diversas sobre um mesmo fato para que consigamos fazer o nosso juízo.
*Membro da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo.
Programa exibido da Rádio 9 de julho em 25/02/2013.

Consulta Nacional Pós-2015 e Seguimento à Rio+20


Descrição: cid:image001.png@01CE138B.D0904220
Secretaria-Geral da Presidência da República
Assessoria para Assuntos Internacionais
Brasília, 26 de fevereiro de 2013.
Prezada (o)s Senhora (e)s,
No contexto do seguimento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (CNUDS), a Rio+20, e no que se refere ao debate em torno da construção de uma agenda de desenvolvimento pós-2015, a Secretaria-Geral da Presidência da República (SG/PR) tem buscado fomentar o processo de participação social acerca desse tema prioritário para o Brasil. Assim, a SG/PR, convidada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), apoia a realização da Consulta Nacional Pós-2015 “O mundo que nós queremos”.
O processo consiste na realização de consulta à sociedade civil de cinquenta países selecionados com vistas à definição das prioridades e necessidades que devem ser contempladas na elaboração da Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, data limite inicialmente prevista para que os países membros das Nações Unidas alcancem as metas traduzidas nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs).
As consultas estão sendo realizadas no período de janeiro a março de 2013 por meio de questionários, votações pela internet e reuniões in loco. O resultado dessas consultas comporá o relatório a ser apresentando pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon, aos líderes globais na próxima Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, a ser realizada em setembro de 2013.
Para participar, solicitamos a gentileza de responder, até o dia 25 de março, aos seguintes documentos:
1. Questionário Consultas Pós-2015
2. Pesquisa de opinião “Quais mudanças mais importantes precisam ser feitas no planeta?”, que consiste na indicação de seis das dezesseis opções oferecidas pela ONU ou ainda sugerir uma prioridade de mudança que não tenha sido citada. Disponível em www.myworld2015.org.
De modo a complementar o processo de consultas, recomendamos acessar igualmente os seguintes textos que tratam do tema debatido:
1.  Declaração final da Rio+20
2.  Declaração da Cúpula dos Povos
3.  Declaração da Kari-Oca II
4.  Relatório sobre a Rio+20
5.  Informação básica sobre Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 e Seguimento à Rio+20 (processo de consultas)
Trata-se do primeiro passo de um contínuo processo de amplas consultas que a SG/PR pretende promover sobre o tema junto à sociedade brasileira. A discussão acerca da Agenda Pós-2015 e do seguimento à Rio+20 será aprofundada inicialmente em um Seminário, a ser realizado em abril de 2013, que poderá qualificar as discussões sobre o tema.
Outras informações podem ser acessadas em: http://www.secretariageral.gov.br/internacional/consultapos2015
Participe! Você tem a chance de fazer a diferença.
Cordialmente,
Assessoria Internacional
Gabinete
Secretaria-Geral da Presidência da República.

Que política Cultural queremos na Zona Leste?


terça-feira, 12 de março de 2013

Eventos marcam 40 anos do assassinato de Alexandre Vannuchi Leme


Na próxima sexta-feira(15 de março), na Catedral da Sé, será celebrada uma missa em memória dos 40 anos do assassinato do estudante Alexandre Vannuchi Leme pela ditadura. Ele tinha 22 anos e cursava Geologia, na Universidade de São Paulo.


A missa faz parte de uma série de eventos em homenagem a Alexandre, que dá nome ao Diretório Central de Estudantes (DCE) da USP. O Núcleo de Preservação da Memória Política é uma das organizações que promovem. 

14 de março (quinta-feira)


- Show: "Conversando de Paz", com o cantor Sérgio Ricardo e convidados
   Local: Centro Cultural São Paulo
   19 horas

15 de março (sexta-feira)


- 68ª Caravana da Anistia da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça
  (Ato Oficial de Reconhecimento pelo Estado Brasileiro de Alexandre    

  Vannucchi Leme como anistiado político)
  Local: Instituto de Geociências - USP - Cidade Universitária
  19 horas
- Missa da Catedral da Sé
  (Celebração presidida por D. Angélico Sândalo Bernardino)

  18 horas

ENTIDADES ASSOCIADAS ÀS HOMENAGENS
Central Única dos Trabalhadores - Comissão Estadual da Verdade "Rubens Paiva" - Comissão Justiça e Paz - CONDEP - Conselho Estadual de Direitos Humanos - DCE Livre "Alexandre Vannucchi Leme" da USP - Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo - Fórum Alberto pela Democratização da USP - Levante Popular da Juventude - MNDH - Movimento Nacional de Direitos Humanos - Núcleo de Preservação da Memória Política - Instituto Vladimir da Cultura - Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - Sindicato dos Bancários de São Paulo - União Nacional dos Estudantes - União Estadual dos Estudantes

Entidades e organizacões que queiram aderir a esta iniciativa devem escrever paracontato@comissaodaverdade.sp.gov.br.


Manifesto de Repúdio à Proposta do Governo Federal de Subsidiar os Planos Privados de Saúde


A Frente Nacional contra a Privatização da Saúde repudia o conjunto de medidas que, segundo notícia veiculada na Folha de São Paulo em 27/02/2013 (http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1237512-governo-federal-negocia-para-ampliar-acesso-a-planos-de-saude.shtml), o Governo Federal prepara desde o início do ano e que amplia a trilha da privatização da saúde em curso, através da radicalização do favorecimento já amplo ao mercado de planos e seguros de saúde.
Na reportagem é relatado que a própria Presidenta, pessoalmente, vem negociando com grandes empresas que atuam no mercado de planos privados de saúde – a maioria controlada ou com grande participação do capital estrangeiro e grandes doadoras da campanha presidencial de Dilma Rousseff – um pacote de medidas que transferirão mais recursos públicos para suas já vultosas carteiras através de redução de impostos, novas linhas de financiamento e outros subsídios a expansão do seu mercado.
Tal proposta consistiria na prática em universalizar o acesso à saúde das pessoas através de planos e seguros privados, e não através de serviços públicos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O preceito constitucional da saúde como direito é ferido mortalmente, ao ser substituído por uma abordagem da saúde como mercadoria a ser mais amplamente consumida, especialmente para as chamadas classes C e D, para impulsionar o atual modelo de desenvolvimento.
Esta pode ser a formalização final para a instituição de um seguro saúde e criação de um Sistema Nacional de Saúde integrado com o setor privado, tendo como consequência acabar com o SUS ou torná-lo um sistema focalizado, consagrando o processo de universalização excludente que vem ocorrendo desde os anos 1990 com a saída dos trabalhadores melhores remunerados que foram impulsionados à compra de serviços no mercado privado devido ao sucateamento do SUS. Esse movimento faz parte do mesmo processo de aprofundamento da subordinação do país ao grande capital financeiro, atrelado aos interesses do imperialismo. Contra fatos não há argumentos: há um há um há um há um há um há um crescimento no número de usuários de planos de saúde de 34,5 milhões, em 2000, para 47,8 milhões, em 2011, tendo o Brasil se tornado o 2º mercado mundial de seguros privado, perdendo apenas para os Estados Unidos da América.
A referida medida que beneficia os planos privados é anunciada poucos meses depois da venda de 90% da AMIL, maior operadora de planos privados de saúde do Brasil, para a empresa norte-americana United Health, e do anuncio do seu fundador, Edson Godoy Bueno, um dos maiores bilionários brasileiros, da meta destes planos atingirem 50% da população brasileira, ou seja, duplicar a sua cobertura para 100 milhões de brasileiros. A estratégia anunciada pela United Health para o Brasil é crescer entre o público de baixa renda.
Tal política não responde aos interesses da maioria da Nação: sistemas de saúde controlados pelo mercado são caros, deixam de fora idosos, pobres e doentes, são burocratizados e desumanizados, pois as pessoas são tratadas como mercadorias. Se o SUS hoje não responde aos anseios populares por uma saúde universal de qualidade de acordo com a Constituição de 1988 não é pelas deficiências do modelo - há modelos de sistemas universais como Reino Unido e Cuba, amplamente bem considerados pela população e com indicadores de saúde melhores dos que o sistema de mercado da nação mais rica do planeta, os EUA – mas porque os governos não alocam recursos suficientes, não cumprem a legislação e porque a democracia, expressa no controle da sociedade sobre o sistema de saúde, não é respeitada.
O que se constata é que o Estado está cada vez mais mínimo para o SUS e máximo para o mercado. A privatização desta vez não é de forma travestida de modernização da gestão, como no caso dos “novos” modelos de gerenciamento: Organizações Sociais (OSs), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), Fundações Estatais de Direito Privado (FEDPs), Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e Parcerias Público-Privada (PPPs). Ou mesmo na forma da complementariedade invertida, em que a rede privada em vez de ser complementar à pública, tem absorvido 62% dos recursos públicos destinados aos procedimentos de alta e média complexidade, através de convênios e contratação de serviços da rede privada pelo SUS.
A atual inflexão, se confirmada, vaticina uma total derrota do Movimento da Reforma Sanitária, que na 8ª Conferência Nacional de Saúde defendia uma progressiva estatização do setor, pois o inverso é que se materializaria. Tornar-se-ia absoluta, e em níveis nunca antes vistos nesse país, a tendência da nossa história recente de alocar cada vez mais os fundos públicos para o setor privado da saúde em detrimento da ampliação do setor público para a garantia do direito de todos à saúde e do dever do Estado de prestar serviços à população.
Por que o governo tem recursos para subsidiar o setor privado e não tem para ampliar a rede pública de saúde? Por que o governo não atende às demandas dos movimentos sociais, das Conferências Nacionais de Saúde e dos Conselhos de Saúde para destinar 10% da receita corrente bruta da União para a saúde pública? Por que a regulamentação da Emenda 29 não trouxe recursos novos para o SUS como estava previsto? Por que se aprofunda a precarização da força de trabalho na saúde e a terceirização dos serviços de saúde? Por que se mantém a DRU (Desvinculação das Receitas da União)? Porque há uma Lei de Responsabilidade Fiscal draconiana e nenhuma lei de responsabilidade sanitária ou social? Por que não se respeita o controle social?
A Frente Nacional contra a Privatização da Saúde tem empreendido lutas contra todas as formas de privatização que vem ocorrendo após os anos 1990. Contra o desmonte do SUS público estatal e às medidas do atual governo de fortalecimento do setor privado de saúde, a Frente reafirma suas bandeiras:
  • Defesa incondicional do SUS público, estatal, universal, de qualidade e sob comando direto do Estado.
  • Contra todas as formas de privatização da rede pública de serviços: OSs, OSCIPs, Fundações Estatais de Direito Privado, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares; e Parcerias Público Privadas. 
  • Contra a implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), impedindo a terceirização dos Hospitais Universitários e de ensino federais.
  • Pela Inconstitucionalidade das Leis que criam as Organizações Sociais (OSs) e a EBSERH.
  • Defesa de investimento de recursos públicos no setor público.
  • Pela gestão e serviços públicos de qualidade
  • Defesa de concursos públicos RJU e da carreira pública no Serviço Público.
  • Contra todas as formas de precarização do trabalho.
  • Pelo fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU).
  • Exigência de 10% da receita corrente bruta da União para a saúde.
  • Defesa da implementação da Reforma Psiquiátrica com ampliação e fortalecimento da rede de atenção psicossocial, contra as internações compulsórias e a privatização dos recursos destinados à saúde mental via ampliação das comunidades terapêuticas.
  • Pela efetivação do Controle Social Democrático.
  • Por uma sociedade justa, plena de vida, sem discriminação de gênero, etnia, raça, orientação sexual, sem divisão de classes sociais!

FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE
Março/2013

Plenária Municipal de Saúde de São Paulo

Seminário educação em valores humanos na primeira infância


sexta-feira, 8 de março de 2013

O MUNDO TE DEVE


O mundo ainda te deve mais respeito:
ensina-nos a tua dignidade,
prepara o teu pequeno ao não direito
aos ritos de agressão, brutalidade.

Porém, se a insensatez não perde o jeito,
firmemos com a lei a gravidade
de tal procedimento e preconceito,
em nome de sensata humanidade.

Tu és a mãe, a irmã, a esposa, a filha,
não mera serventia, és companheira,
nos passos que perfazem nossa trilha!

O mundo ainda te deve, de verdade!...
Afirma sem descanso essa bandeira
e cobra com vigor essa igualdade!

                                 J. Thomaz Filho*

Poeta, escritor, compositor, colaborador da Pastoral Fé e Política.

Juventude e a implantação dos Conselhos de Representantes junto às Subprefeituras



Márcia Castro*

Neste ano a Igreja no Brasil está voltada para a juventude com a Jornada Mundial da Juventude, a 5a. Semana Social Brasileira e a Campanha da Fraternidade. Aqui na Arquidiocese de São Paulo a Sexta urgência do 11o. Plano Pastoral Arquidiocesano refere-se a juventude. O Plano norteia a nossa ação entre 2013 a 2016 e neste primeiro ano todos somos chamados a desenvolver ações voltadas à evangelização dos jovens para que sejam testemunhas de Jesus Cristo na cidade de São Paulo.
A Arquidiocese de São Paulo quer renovar a opção afetiva e efetiva de toda a Igreja pela juventude, e convoca todas as forças eclesiais a se empenharem na acolhida, formação e evangelização dos jovens, através de ações concretas, como mutirões, atividades esportivas e culturais, missões, retiros, encontros de formação e catequese. Para isto precisamos repensar as atividades pastorais com especial atenção à juventude, fortalecendo e ampliando o que já existe e criando espaços e estratégias para atrair e envolver os jovens.
Hoje a juventude vive em um mundo plural, com milhares de informações, seja através das universidades, escolas, lazer, internet, especialmente no contato com as redes sociais, como o facebook, twitter. Diante dessa diversidade como despertar nos jovens o desejo de ser testemunha de Jesus?
Na semana passada comentamos que o tema do Grito dos excluídos de 2013 tem a Juventude no centro dessa manifestação, o tema é “Juventude que ousa lutar, constrói o projeto popular”. Quero propor que você ouvinte da Rádio 9 de julho participe e convide a juventude da sua comunidade para um evento importantíssimo na cidade, que vai propor a participação popular. Trata-se do debate: Os desafios da participação na cidade de São Paulo: a implantação dos Conselhos de Representantes (CR’s), junto às Subprefeituras.
O objetivo é que seja implantado nas 31 subprefeituras esse espaço de participação popular. Os (CR’s)  seriam eleitos pela população local, para fiscalizar e planejar ações em cada região da cidade. A Lei Orgânica do Município de São Paulo prevê a participação da população nas subprefeituras. Os Conselhos de Representantes foram criados pela Lei 13.881 no ano 2004.  Porém, em 2005, o Ministério Publico Estadual ajuizou uma ação de inconstitucionalidade (ADIN) contra a criação dos Conselhos. O argumento é que só o Executivo tem a prerrogativa de criar cargos na administração. No entanto, pela lei, os conselheiros não receberiam vencimentos e, portanto, não onerariam os cofres públicos. Atualmente, o processo está no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.
A Rede Nossa São Paulo que é um movimento da sociedade civil propõe duas soluções: a primeira seria sensibilizar os juízes por uma decisão favorável à implantação dos conselhos pelo envio de um documento ao STF. Outra solução seria a Prefeitura enviar outro projeto à Câmara Municipal, pois assim não haveria a inconstitucionalidade alegada.
O debate Os desafios da implantação dos Conselhos de Representantes (CR’s), junto às Subprefeituras será realizado na Câmara Municipal, no dia 19 de março, terça-feira, às 19h, no auditório Prestes Maia.
Estarão nesse debate o Prefeito Fernando Haddad; o Vereador José Américo, Presidente da Câmara; os Juristas Celso Antonio Bandeira de Melo e Fábio Konder Comparato e Oded Grajew da Rede Nossa São Paulo. A Arquidiocese estará representada por Dom Milton Kenan Jr, que é o Bispo referencial para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz e também do Mundo da Cultura e da Política.
A Coordenação da mesa durante o debate será realizada pela Rede Nossa São Paulo, pelo Instituto Pólis e pela Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo.
Venha participar deste evento, ajudar na construção de instrumentos de participação  popular e testemunhar Jesus Cristo na cidade.

*Membro da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo.
Programa exibido na Rádio 9 de Julho em 08/03/2013 

Prêmio Beth Lobo de Direitos Humanos homenageia mulheres que lutam contra repressão

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Encontro do GT Criança e Adolescente da Rede Nossa São Paulo


Prezad@s,

Queremos reforçar o convite para o encontro de rearticulação do GT Criança e Adolescente da Rede Nossa São Paulo; promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Visão Mundial Brasile que será realizado na próxima  quinta-feira, dia 14 de Março, às 14h
na Rua Mauro, 164 (atrás do Metro Saúde).
Esta reunião terá como pauta: 
Composição, funcionamento e plano de ação do GT Criança e Adolescente.
Contamos com sua participação!

Por favor, confirmar presença pelos e-mails:
Grata pela atenção,
Andrea R. Laurenti Magri
Secretaria Executiva da Rede Nossa São Paulo
Missão: mobilizar diversos segmentos da sociedade para, em parceria com instituições públicas e privadas, construir e se comprometer com uma agenda e um conjunto de metas, articular e promover ações, visando uma cidade de São Paulo justa e sustentável.

quinta-feira, 7 de março de 2013

SINAL DE QUÊ?


Não dá para enxergarem, purpurados,
que a pompa vaticana é contramão?
Os tronos, os anéis, os tratos dados
remetem aos apóstolos?... Oh! não!
O Império foi assim, estão lembrados?

E todo o patrimônio acumulado,
e a corte com intrigas de ambição,
e a pose de no mundo ser Estado
não são sinais de clara rejeição
ao berço que era cocho para o gado?

Neném e manjedoura renegados?
Irmãos, por que deturpam o legado?

                                         J. Thomaz Filho*
Poeta, escritor, compositor, colaborador da Pastoral Fé e Política.


Capacitação Medidas Socioeducativas de Meio Aberto

 

Encontro De Formação – Tema: “Juventude Trabalhadora”


Companheiros e Companheiras

Evangelho de João 8, 1-11 (Domingo 17 de março de 2013).

            - Datas do encontro: dias 16 e 17 de março de 2013 – iniciando às 9 horas do dia 16 (sábado).
            - Local: Casa da PO Nacional – Rua Guarapuava, 317 –  São Paulo/SP
- Descer na estação Bresser Moóca do Metrô, descer pela rampa e entrar na Rua Guarapuava.
- Estadias: na casa da PO há algumas vagas para pernoitar.
IMPORTANTE: Quem for dormir no local do encontro, favor avisar com antecedência.
- Taxas: não será cobrada nenhuma taxa nem caixa comum para o encontro.
- Passagens: quem tiver dificuldades com as passagens para chegar ao encontro, avise-nos, que veremos a possibilidade de pagá-las.
Para contatos e informações: (11) 2695-0404 – Secretaria da PO Nacional

Saudações Fraternas
Pastoral Operária - Coordenação Metropolitana de São Paulo.

Encontro De Formação – Tema: “Juventude Trabalhadora”

Sábado – 16 de março

V E R
(Coordenação: Efigênio e Mônica)
= Mística
= Exposições e Depoimentos de jovens
- 15 minutos – JOC
- 10 minutos – Elisângela “O que é e como atua o Levante”
- 20 minutos – Beatriz  “Formas de exploração da juventude trabalhadora”
- 15 minutos – Luciene  “Jovens no movimento popular”
- 15 minutos – Patricia  “Juventude e a Copa 2014”
- 15 minutos – Pastoral da Juventude “Juventude na Igreja e o JMJ”
- 15 minutos – Pastoral Operária  “O jovem e a PO”

= Almoço
J U L G A R
(Coordenação: Toninha e Roberto)
= Formação de grupos para refletir sobre a questão:
- O que perceberam de comum nas falas?  Elementos bons e maus (esperanças e dificuldades).
= Plenária - apresentação dos grupos
= Debate
= Café
= Síntese do dia (Toninha, Roberto e Fernando)
= Celebração

Domingo – 17 de março
A G I R
= Oração
= Reflexão sobre as questões:
-  Quem tem atividades com jovens e quais são?
- Propostas de atividades com jovens.
= Informes da PO Nacional
= Informes da PO estadual
- Finanças
- Romaria ( finanças)
- Encontro de novembro- mesma data do Fé e Política
- Colegiado


quarta-feira, 6 de março de 2013

Curso de Alimentação Natural


Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares


Relatório da reunião do dia 28 de fevereiro de 2013

A pauta principal da reunião era a organização da atividade do dia 11 de março – rememoração do acidente nuclear de Fukushima. Discutimos também sobre a nossa participação na Oficina sobre os efeitos da radioatividade nos seres humanos, que se realizará no Fórum Social Mundial, em Túnis.

Participaram da organização da atividade representantes do Greenpeace, da Aliança Comunitária Monte Azul, da Aliança pela Infância no Brasil, da Associação Brasil Soka Gakkai, da Rede Nossa São Paulo, do blog Transparência Nuclear, do Setorial e Núcleo Ecossocialista do PSOL, da Roda do Amor do Rio Pequeno e do Grupo do Bem Estar e Felicidade.

Decidimos que o ato Fukushima Nunca Mais! será às 17h do dia 11 de março, segunda-feira, no vão do Museu de Arte de São Paulo (MASP).

Combinamos de ir ao ato todos e todas vestidos de preto e/ou amarelo para simbolizar a luta antinuclear. Traremos cartazes com mensagens antinucleares e com alguma indicação do site da Coalizão (como forma de promover a luta). Faremos falas explicativas, utilizando um megafone, sobre os perigos da energia nuclear e distribuiremos panfletos explicativos para as pessoas.

A atividade terá a participação especial de quinze japoneses que estão no Brasil e se dispuseram a participar. E ocorrerá da seguinte forma:

·         Atividade lúdica: em algum momento, vestidos de máscaras, deitaremos no chão ao toque de um sinal, nos fingindo de mortos.
·         Coleta de assinaturas para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC antinuclear);
·         Filmagem da atividade para posterior elaboração de um pequeno vídeo sobre a luta antinuclear no Brasil;
·         Caminhada até a Caixa Econômica Federal da Avenida Paulista para denunciar o eventual financiamento do banco à construção das usinas nucleares no Brasil;
·         E no final, organizaremos uma corrente humana no MASP e faremos a leitura de um manifesto.

Formou-se um grupo para redigir esse manifesto (Georgia, Daniel, Anne, Juliana e Chico), que deverá ser escrito em apenas uma página e como conteúdo: a conjuntura da luta antinuclear no 2º aniversário do acidente nuclear de Fukushima, o fim da garantia Hermes e a crítica do financiamento da Caixa Econômica Federal.

Criamos um grupo de e-mails para facilitar a comunicação dos organizadores, quem quiser participar pode pedir a inclusão pelo e-mail da coalizão:coalizaosp@brasilcontrausinanuclear.com.br.
Na semana anterior da atividade, elaboraremos e divulgaremos um panfleto convocando mais pessoas para o ato. Quem puder ajudar na divulgação da atividade é só escrever para o e-mail acima.

Sobre a atividade no Fórum Social Mundial, decidimos que a professora Emico Okuno, do Instituto de Física da USP e o Luís Miyazawa, responsável pelo site e redes sociais da Coalizão, nos representarão na Oficina.

Antes da atividade, haverá mais uma reunião para organizarmos o que falta e para articular a escrita do manifesto, será no dia 5 de março, terça-feira, às 19h, na Ação Educativa (Rua General Jardim, nº 660, 2º andar, Vila Buarque, São Paulo).

Aproveitem a oportunidade para visitar o site http://www.brasilcontrausinanuclear.com.br, e mandem-nos as notícias e textos que julguem útil divulgar.

Atenciosamente,
Luís Carlos Miyazawa
Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares