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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Casa Comum, Nossa Responsabilidade

Filipe Thomaz*

A Igreja incluindo todos nós, tem o papel de promover atitudes concretas para buscar um mundo melhor para todos, pois esse é o projeto de Jesus Cristo. Com esse objetivo, foi promovida em 2016 a Campanha da Fraternidade com o tema:

Casa Comum, Nossa Responsabilidade
e o lema 
Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca

Seu proposito é chamar a atenção e motivar todos a buscar soluções concretas para um assunto que, infelizmente, não tem recebido a devida atenção no nosso pais - o Saneamento Básico. Agora, no ano seguinte, podemos ver na emissora mais poderosa do Brasil uma reportagem mostrando exatamente o que a Campanha da denunciou.


 Sem dúvida, a Rede Globo se interessou pelo assunto porque o problema do Saneamento Básico passou a ter mais visibilidade depois da Campanha da Fraternidade . Precisamos, como cristãos verdadeiros exercer nosso papel de chamar a atenção da sociedade e ajudar a solucionar problemas graves que atingem principalmente os mais pobres. Hoje, os discípulos de Jesus somos nós, e nós temos a missão de construir o Reino de Deus na terra.

*Membro da Pastoral Fé e Política.

domingo, 5 de junho de 2016

Campanha da Fraternidade - Saneamento Básico

Existem diversos problemas -sérios que afetam diretamente o povo brasileiro, mas que, com frequência, a mídia e o governo dão pouca atenção e, até mesmo, "procuram esconder". Infelizmente, o saneamento no Brasil, está muito pior que que se poderia considerar razoável. 
Pensando nisso, a igreja promoveu neste ano, de 2016, a Campanha da Fraternidade com o tema "Casa Comum, Nossa Responsabilidade"  e  o lema "Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca". Essa Campanha trata diretamente do saneamento básico, um serviço essencial, mas que, infelizmente, tem sido muito negligenciado no nosso pais. 
Na noite de 05 para dia 06 de abril de 2016, a rede Globo transmitiu no "Jornal da Globo" uma reportagem mostrando o descaso com que o saneamento básico tem sido tratado no Brasil.      
Com certeza, não é uma mera coincidência a poderosa Rede Globo dar algum destaque ao problema pouco tempo depois que a Campanha da Fraternidade ajudou a trazer o problema para discussão pública.

Filipe Thomaz
Membro da Pastoral Fé e Política 

domingo, 22 de março de 2015

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O Brasil "Pós-Copa"

 O esporte tem o importante papel de ajudar a promover a união entre os povos. Mas, Infelizmente, um importante evento esportivo foi usado como pretexto para gastos exorbitantes e obras superfaturadas, sem o menor respeito àquilo que o esporte representa para todos nós e sem compromisso com o bem estar da população. Boa parte do dinheiro gasto nessas obras traria inúmeros benefícios se fosse aplicado na saúde educação e segurança publicas por exemplo. No artigo seguinte, podemos ver uma prova de que o "dinheiro da Copa" foi gasto de uma forma que, praticamente, não trouxe benefícios para o povo brasileiro.

- Clique a seguir para acessar o link da reportagem de Marcela Belchior do site Adital:

  É facil perceber que isso não está de acordo com o projeto de Deus para nós. Atenta a problemas como esses, a Igreja Católica promove todos os anos a Campanha da Fraternidade, que trata sempre de assuntos relacionadas a necessidades concretas do povo brasileiro. Alguns exemplos de campanhas relacionadas à utilização adequada do dinheiro público são: 

1981 - tema: "Saúde e Fraternidade", lema: "Saúde para todos"
1982 - tema: "Educação e Fraternidade", lema: "A verdade vos libertará"
1983 - tema: "Fraternidade e Violência", lema: "Fraternidade sim, violência não"
1993 - tema: "Fraternidade e Moradia", lema: "Onde moras?"
1996 - tema: "Fraternidade e Política", lema: "Justiça e Paz se abraçarão"
1998 - tema: "Fraternidade e Educação", lema: "A Serviço da Vida e da Esperança"
2009 - tema: "Economia e Vida (ecumênica)", lema: "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro"
2012 - tema: "Fraternidade e saúde pública", lema: "Que a saúde se difunda sobre a terra!"

   Esses gastos absurdos se devem em grande parte à falta de seriedade com que a política é tratada no Brasil. Nós também temos nossa parcela de responsabilidade, pois é nosso papel eleger para os cargos políticos pessoas comprometidas com o bem comum e, também, acompanhar seu trabalho. O nosso compromisso cristão exige muito mais do que simplesmente rezar. O descaso com a politica é causa de sofrimento para muitos de nossos irmãos, e nós temos maneiras concretas para fazer com  que a politica passe a ser exercida em função do bem comum. Por esses motivos, nós, cristãos não podemos fechar os olhos para essa situação. Temos a tarefa urgente de contribuir com a nossa participação política para o bem de todos os nossos irmãos.
  Estamos nos aproximando de mais uma eleição, e não podemos nos omitir de participar da escolha de nossos governantes. É fundamental verificarmos se os candidatos tem um histórico de verdadeiro comprometimento com o bem comum. É importante, também, ficarmos muito atentos a campanhas eleitorais direta ou indiretamente patrocinadas por pessoas ou entidades  influentes economicamente, como é o caso de candidatos que tem suas campanhas financiadas por empresas que depois de eleitos vão querer favores em troca
  Nos, como cristãos precisamos ajudar os que estão ao nosso redor a enxergar esses problemas e conscientizar todos de que o dinheiro público precisa ser usado para beneficiar a todos.

Autoria de Filipe Thomaz - Membro da Pastoral Fé e Política.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Se a Vida me chamar


Se a Vida me chamar, estarei aqui!
Defendendo, acima de tudo a vida!
Onde ela estiver mais ameaçada.

Se a Vida me chamar, estarei de pé!
Pronta para tirar as sandálias e caminhar,
pisar o chão diferente de outros povos e culturas
e beber das fontes profundas de sua mística.

Se a Vida me chamar, estarei ouvindo,
atenta aos gemidos e gritos
que vêm do submundo da humanidade oprimida,
ferida na sua dignidade!
Com a concha, acolherei as águas, os sons, as vozes
o barulho das ondas que vêm e vão,
na constante trajetória que nos é dado construir.

Se a Vida me chamar, estarei disposta
a somar forças com as lutadoras e lutadores do povo,
com os movimentos e grupos que não se calam
e não se deixam vencer para gritar em nome da vida,
em nome da criação!

Se a Vida me chamar, estarei confiante,
acreditando na Divina Fonte que inspira
nosso cotidiano com sua beleza, ternura, cuidado,
que contagia por ser sempre nova, vigorosa, provocativa!

Se a Vida me chamar, estarei recordando,
como força viva e presença constante na caminhada,
o testemunho das pessoas que derramaram seu sangue
e hoje são sementes germinando na terra.

Se a Vida me chamar, estarei alerta!
Com as “armas” da garra, da persistência e da esperança,
sem medo de ousar, arriscar novos traçados,
sem medo de levantar a voz contra as injustiças,
contra todo tipo de opressão e exploração.

Se a Vida me chamar, estarei amando
e semeando sonhos!
Buscando o cuidado da Vida e a irmandade construída!
A chama acesa e o coração ardendo de paixão por Jesus Cristo
e pelo Reino acontecendo no hoje da história.

 

Beatriz Catarina Maestri*

Poema que mostra sua trajetória de vida e que foi divulgado pela sua congregação. 
Ir. Beatriz Maestri, faleceu em 01/08/14, foi colocar roupa no varal, caiu, bateu a cabeça e teve duas paradas respiratórias.

 Convidamos todos e todas para rendermos graças à Deus pelo dom da vida de nossa inesquecível irmã na caminhada Beatriz Maestri , missionária franciscana e companheira de todas horas de nossos irmãos indígenas.
        Nesta celebração também rezaremos por dona Maria do Socorro ( mãe do Roberval ).

       A celebração será :
      Quarta - feira dia 6 de agosto às 19 horas
      Casa de Oração do Povo da Rua
      R. Djalma Dutra, 4  -  próximo ao metrô  Luz
                                    

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Idosos, saúde e política

A Igreja Católica promove todos os anos a Campanha da Fraternidade, um importante trabalho que sempre busca chamar a atenção de todos para as necessidades concretas do povo brasileiro. Diversas dessas campanhas nos convidam a participar da busca por políticas públicas que atendam adequadamente a essas necessidades. Alguns exemplos são:
1981 Saúde e Fraternidade Saúde para todos
1982 Educação e Fraternidade A verdade vos libertará
1983 Fraternidade e Violência Fraternidade sim, violência não
1991 A Fraternidade e o Mundo do Trabalho Solidários na dignidade do Trabalho
1996 Fraternidade e Política Justiça e Paz se abraçarão
1998 Fraternidade e Educação A Serviço da Vida e da Esperança
1999 Fraternidade e os desempregados Sem trabalho...Por quê?
2000 Dignidade Humana e Paz (ecumênica) Novo Milênio sem Exclusões
2003 Fraternidade e Pessoas Idosas Vida, Dignidade e Esperança
2009 Fraternidade e Segurança Pública A Paz é fruto da Justiça
2010 Economia e Vida (ecumênica) Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro
2012 Fraternidade e saúde pública Que a saúde se difunda sobre a terra!
     

 Podemos ver no artigo seguinte mais uma prova de que é fundamental levar a serio a qualidade das políticas públicas, tanto no presente quanto no futuro.
 

Para Alexandre Kalache, países desenvolvidos enriqueceram para depois envelhecer; Brasil, que terá 65 milhões de idosos em 2050, deve priorizar investimentos em saúde e previdência
Para Alexandre Kalanche, os idosos de hoje devem viver a gerontolescência
Alexandre Kalache adora falar de velhos. Ele é o presidente do Centro Internacional de Longevidade e um dos mais respeitados especialistas no assunto. Os números espantam. Em pouco tempo a população brasileira vai envelhecer rapidamente e, diferente do que aconteceu no Japão e em países da Europa, a mudança ocorrerá na pobreza. E, ainda por cima, em uma sociedade muito voltada para os valores ligados à juventude.
O médico considera que é preciso pensar sobre o que as pessoas de 40 anos hoje querem fazer com os anos que lhes foram dados de presente. Se vão viver 80 ou 90 anos, que seja com saúde. Mas isso não tem sido prioridade no Brasil. Achou que o cenário é de caos à vista? A boa notícia é que você vai viver bastante.
iG: Quais serão as transformações no País com esta mudança populacional?Alexandre Kalache: O Brasil é entre os países com mais de 10 milhões de habitantes o que vai mais rapidamente envelhecer. E eu sempre afirmo isso, os países desenvolvidos primeiro enriqueceram para depois envelhecer, nós estamos envelhecendo muito mais rápido que eles e com pobreza. Daqui há 35 anos, o Brasil vai ter 65 milhões de idosos. É muita gente! Com exceção do México, é uma população maior que a de qualquer país latino americano. É um país tão grande quanto a Alemanha. É um contingente imenso que precisa de investimentos.
 iG: Como devem ser feitos estes investimentos?
Kalache: Não só de política para os idosos, mas também de política para que os adultos de hoje possam chegar bem na velhice. Basta você ter 30 anos hoje para que daqui a 35 você tenha 65. A gente não está falando de um grupo que saiu do vácuo. Estamos falando dos adultos de hoje. São duas linhas que não competem, mas que se somam. A forma como as pessoas vão envelhecer vai depender de oportunidades para ter quatro capitais fundamentais: saúde (acesso e prevenção), finanças (previdência privada e público), social (caprichar para ter amigo), e educação. Isso depende de políticas. Não se faz do nada. Infelizmente, o governo federal está desleixado. Faz lei, mas não tem orçamento. 
iG: Como essas políticas poderiam ser complementares?
Kalache: A lógica é que, se houver boa política de saúde e previdência, o idoso sai mais barato pra País. Um idoso que recebe uma pensão não contributiva [sem ter contribuído para o INSS] e que vai comprar comida e remédio para a família, está sendo um agente de desenvolvimento. Das grandes políticas do Brasil de redistribuição de renda, a de pensão não contributiva a que mais favorece para a construção de uma classe C. É apontada como a mais eficaz. Em relação à saúde, vemos isto nas medidas de prevenção. O que é caro? Caras são as complicações em decorrência de doenças como hipertensão, por exemplo. Não é melhor investir em prevenção?
iG: O Brasil está envelhecendo rapidamente. A seu ver, o que está sendo feito em termos de políticas públicas sobre o envelhecimento da população?
Kalache: Já foi muito pior do que é hoje. Está bom hoje? Não. De qualquer forma, houve um avanço. Nestes últimos 20, 25 anos, mudou muito a perspectiva. A criação do Estatuto do Idoso, em 2003, fez com que o idoso passasse a ser um cidadão com direito, não mais um alvo de ações filantrópicas ou de caridade. Então, quando uma velhinha entra numa fila de prioridades, ou que tem direito de não pagar o ônibus, não é caridade, é direito. Outro grande avanço, como eu já disse, são as pensões não contributivas. Aquela velhinha do interior que trabalhou na roça a vida inteira nunca contribuiu para o INSS não porque não quisesse, mas porque não tinha emprego formal. Ao receber sua aposentadoria, ela vai ser respeitada na família em vez de ser visto como um fardo. Ela pode decidir onde vai gastar o dinheiro. Vai comprar comida para o neto, remédio para o filho doente.
iG : Mas ainda é preciso melhorar muito...
Kalache: Ah, sim. Está muito ruim. Se você comparar o Programa Nacional do Idoso com os programas que cuidam de política para mulheres e crianças, por exemplo, vai ver que a estrutura do primeiro é muito menor, com equipe e recursos muito menores. E o pior: mesmo com um orçamento pequeno de R$ 12 milhões no biênio, que não é nada, somente 20% do montante foi gasto. Então é muito ruim. A gente ainda precisa fazer muito esforço para dizer que as políticas estão respondendo a este envelhecimento rápido e sem precedentes.
iG: Há 40 anos, uma pessoa de 40 anos era considerada velha. Hoje, uma de 60 não é. O que explica esta mudança?
Kalache: A gente vive numa sociedade muito voltada para aos valores da juventude, para a aparência. O que é bonito é o jovem, a força, a potência, o poder. Nos fixamos muito à beleza externa, física, sem perceber e valorizar uma beleza que você só acumula quando tem experiência, na sabedoria. Você não consegue ser um sábio aos 32 anos. Se for para ser um dia, vai ser mais velho, lá pelos 70. 
iG: Quando você acha que este estigma de velho pode mudar? 
Kalache: Acho que já está havendo uma revolução de valores aqui. Temos esta geração de babyboomers muito grande que nasceu depois da Segunda Guerra e que teve mais acesso a saúde, educação e dinheiro no bolso. Foi a primeira geração a ter a adolescência, um conceito novo - antes ou a pessoa saía abruptamente da infância com 14 anos para trabalhar ou morreria de fome. Em todas as fases da vida, os baby boomers contestaram. Isto tudo está no nosso DNA. Os velhos de hoje vivem a gerontolescência.

iG: O que é isso?
Kalache: Os adultos estão passando a velhice como uma transição gradual. Só que, diferente da adolescência, a velhice vai durar 20, 25 anos. Você vai com 50 e poucos anos até os 80 fazendo barulho, com muito mais percepção dos seus direitos e coerente com o que sempre pensou. Se sempre foi um ativista, sempre lutou pelos direitos humanos, vai cada vez mais lutar para dizer: 'é possível ser um velho bonito, com recursos para a sociedade'. Vai ser uma batalha do ativismo de exigir os direitos. Existe um estatuto, mas a gente vai lutar para que ele seja posto em prática, que empodere a pessoa para que ela seja um cidadão pleno, atuante, ativo da sua sociedade.
iG: Houve um aumento grande na expectativa de vida. Hoje, uma pessoa com 40 está ainda na metade da vida. Antes, ela estava se preparando para o fim da vida. As referências são outras. Que conselho você daria para essas pessoas?
Kalache:
 Meu conselho é que elas parem e pensem se querem que a o outra metade da sua vida seja da mesma forma que estão vivendo hoje. Será que não é preciso se reinventar? Fazer um ano sabático, um mestrado, mudar de carreira. Antigamente, se você fizesse uma escolha aos 18, ela te seguiria até os 50, 55 anos. Hoje, não. Então é preciso pensar muito na qualidade da sua vida para que estas décadas que foram dadas de presente sejam usufruídas com qualidade. Não é uma crise dos 40, é uma oportunidade de repensar. Quer ver só um exemplo?
iG: Quero.
Kalache: É o caso do Jorginho Guinle. Ele era um playboy de uma das famílias mais ricas do Brasil. Quando chegou ao final da vida [morreu aos 88], ele disse: 'se eu soubesse que ia durar tanto, teria feito coisas diferentes'. Jorginho morreu pobre, queimou o dinheiro todo da família. Aproveitou bem até os 50, mas terminou doente e morando em apartamento emprestado. Isso porque não previu que viveria tanto. Por isso, meu conselho para as pessoas de 40 anos é que prevejam que vão viver muito, que vão chegar aos 80 ou 90 anos. A forma que elas vão viver vai depender das escolha que fizerem hoje. 
Leia tudo sobre: especial longevidade • alexandre kalache
Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-05-03/brasil-vai-envelhecer-rapido-e-na-pobreza.html
 
Em diversas passagens da Bíblia, Jesus Cristo e os profetas alertavam quando o povo se desviava da busca do bem comum, agindo contra a vontade de Deus. Com frequência, as pessoas não davam atenção a esse alerta,  e as consequências eram terríveis. Hoje, não é muito diferente, A igreja, além de muitas pessoas comprometidas com o bem comum, nos alertam para os erros que nos desviam da busca por um mundo mais humano. Não podemos nos omitir da nossa responsabilidade de exigirmos de nossos representantes no governo políticas públicas adequadas às necessidades do povo brasileiro. Todos nós precisamos ser conscientes e assumir um compromisso concreto com o bem de todos os nossos irmãos.
 
Filipe Thomaz*
Membro da Pastoral Fé e Política

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A Paz é fruto da Justiça


Filipe Thomaz*


Jesus Cristo sempre pregou a paz entre todas as pessoas. Atualmente, para que concretamente haja paz é indispensável a segurança pública para todos e em todos os lugares. Este é um dos principais deveres do Estado, mas o cidadão também tem um papel fundamental. 
A igreja católica promove todos os anos a Campanha da Fraternidade, que sempre trata de temas relevantes para o bem comum. Em 1983, o tema foi  "Fraternidade e Violência" e o lema "Fraternidade sim, violência não"; Em 2009, o tema foi "Fraternidade e Segurança Pública"e o lema "A Paz é fruto da Justiça".
A Igreja tem a missão de ajudar a todos a despertar a consciência de que cada um de nós é responsável pelo bem dos outros.
É indispensável que existam meios seguros para que o cidadãos possam fazer sua parte. Podemos ver no artigo seguinte uma excelente novidade com relação possibilidade de todos nós fazermos denuncias anônimas e,assim, colaborar com a segurança pública. 


Todos nós, como cristãos conscientes e dispostos a construir um mundo melhor, precisamos fazer nossa parte ajudando a prevenir e denunciar as injustiças que afetam a nos e nossos irmãos.

*Membro da Pastoral Fé e Política

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Fraternidade e Política



Filipe Thomaz*

A igreja católica, incluindo todos nós, tem a responsabilidade de continuar a missão que Jesus Cristo deixou a seus apóstolos. Com essa finalidade, realiza todos os anos a Campanha da Fraternidade, que tem por objetivo promover a discussão pública sobre problemas graves que afetam todos nós, e também, buscar formas de resolver resolve-los. Em 1996, o tema foi "Fraternidade e Política" e o lema "Justiça e Paz se abraçarão". 
É fundamental que, à luz da palavra de Deus, despertemos, em nós e em nossos irmãos, a consciência de que a corrupção não pode ser admitida na sociedade, pois, direta ou indiretamente, é a raiz de muitas injustiças. 
Recentemente, houve muitas manifestações por todo o Brasil, e uma das principais reivindicações era o fim da corrupção. 
Atualmente, os envolvidos em um dos maiores escândalos políticos da historia do Brasil, que ficou conhecido como "mensalão" estão sendo julgados e condenados. Ao contrário de muitos outros escândalos políticos no país, parece estar havendo mais seriedade na aplicação da justiça. Na história recente do Brasil é difícil ver casos em que pessoas muito influentes, mesmo condenadas pela justiça, tenham passado mais do que alguns poucos dias na cadeia. Com certeza, ainda estamos muito longe do fim da corrupção, mas este pode ser um grande exemplo para se reduzir a impunidade no Brasil. 
Tudo indica que a indignação do povo unido conseguiu fazer com que o julgamento dos envolvidos nesse escândalo seja levado mais a sério com relação às condenações.

*Membro da Pastoral Fé e Política.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Fraternidade e os usuários de drogas

Filipe Thomaz*

Atualmente, é muito preocupante o aumento cada vez maior do tráfico e consumo de drogas em todo o Brasil. Elas vêm destruindo muitas vidas e causam muitos problemas à sociedade. A Igreja católica, tem como um de seus principais objetivos  desenvolver sua missão profética no mundo, ajudando a entender e buscar soluções para problemas que afetam a todos nós. Com esse propósito, promove todos os anos a Campanha da Fraternidade, que por diversas vezes tratou de assuntos direta ou indiretamente relacionados ao uso de drogas, Alguns exemplos são:


1992
Fraternidade e Juventude
Juventude - caminho aberto
1995
A Fraternidade e os Excluídos
Eras tu, Senhor?!
2000
Dignidade Humana e Paz (ecumênica)
Novo Milênio sem Exclusões
2001
Fraternidade e as Drogas
Vida sim, Drogas não
2012
Que a saúde se difunda sobre a terra!
2013
Eis-me aqui, envia-me!

Muitas das curas que Jesus Cristo realizou envolvem a recuperação da dignidade dos excluídos. É fundamental nos dias de hoje recuperar a dignidade dos usuários de Crack, e para isso, é indispensável o contato humano. 
Na época atual, o jovem é extremamente vulnerável a diversos problemas, e um dos mais graves é envolvimento com as drogas . 
Os usuários de drogas não podem ser esquecidos e excluídos, mas precisam ter sua dignidade recuperada e ter oportunidade de participar da construção de um mundo mais humano. 

Podemos ver no artigo seguinte, uma excelente iniciativa para ajudar a resolver esses problemas:

Aposentada leva terapia do abraço à Cracolândia (Fernanda Aranda)
Albertina França, 70 anos, caminha uma vez por semana à noite pelo Centro para levar afeto aos usuários de crack e incentivá-los a buscar tratamento

Os passos curtos conduzem Maria Albertina França, 70 anos, pela rua Gusmões, um dos epicentros da zona paulistana conhecida como Cracolândia. O caminhar lento da senhora pela via coincide com o apagar dos cachimbos recheados com crack, em sinal de respeito. A área que o governo municipal quer chamar de Nova Luz fica em plena escuridão.
“Dona Tina vem aí”, anuncia um dos meninos sentado na calçada, droga recém-apagada em punho e cobertor enrolado no pescoço. Alguns levantam e cercam a mulher, prontos para receber a terapia idealizada pela assistente social aposentada.
“Uma vez por semana, venho até aqui (sozinha e à noite) trazer abraços”, explica sobre o método, empregado há um mês e de forma voluntária, para contribuir com o resgate da dependência química no local.
A terapia do afeto de dona Tina compõe e contrasta com o mosaico de iniciativas governamentais e de entidades do terceiro setor para brigar contra o uso compulsivo de crack em uma das regiões mais endêmicas do País.
O primeiro censo realizado pela Universidade Federal de São Paulo, divulgado este ano, apontou 1 milhão de usuários da droga no Brasil. A Cracolândia paulistana reúne parte deles, a céu aberto, em uma mistura de sotaques nacionais e até internacionais.
“Me faz lembrar da minha ‘abuela’ ( avó em espanhol )”, diz Cristina Isabel, argentina, trinta e “alguns” anos de idade, em referência à dona Tina. São dez anos em São Paulo, cinco anos de crack e “cinco anos sem abraçar ninguém, trocando qualquer gesto por pedra, vivendo sozinha e cercada por interesseiros”, contabiliza Cristina, em um choro compulsivo, ao soltar o abraço e partir pela Gusmões dizendo que o encontro com a aposentada a fez “ganhar a noite, ganhar o mês, na verdade, ganhar o ano”.
A atuação ao estilo ‘carinho de vó’ foi desenhada com base em dois ingredientes nas políticas públicas contra o crack que a aposentada considera fundamentais, porém inexistentes “em tudo que já viu”.
“Em tudo que li, ouvi e participei sempre senti falta de duas coisas: afeto e a voz dos próprios usuários de droga”, avalia Dona Tina, enquanto caminha com os dois braços para trás, do alto de seus 1,50 metro, batom nos lábios e casaco de lã para proteger do frio de 16 graus que marcava a sexta-feira em que a reportagem caminhou com a aposentada pelas ruas do crack.
“Acompanho de perto tudo que já foi pensado para a cracolândia paulistana, desde a revitalização imobiliária, o uso da força policial, a internação à força (chamada de internação involuntária) , além da idealização de tratamentos médicos”, afirma.
“Nada funcionou, as coisas só pioraram. Então resolvi botar o meu bloco na rua”, diz ela, que se aposentou do serviço social, mas não “das causas sociais”.
Dona Tina, então, vai às ruas semanalmente, abraça os usuários de crack e aproveita o ensejo para ouvir o que eles acreditam ser importante para a área e para a recuperação.
“Quem pita é quem apita” diz ela sobre o slogan do projeto “Aquele Abraço”, idealizado em parceria com o amigo e militante das ruas, o arquiteto Arnaldo de Melo.
“Já marcamos reuniões e a proposta é levar as contribuições dos moradores da cracolândia à Secretaria Municipal de Saúde e à Defensoria Pública.”
A oferta de um espaço com chuveiros para uso gratuito dos usuários de droga estampa uma das primeiras anotações de Maria Albertina sobre as demandas locais. Um banho chega a custar até R$ 10 nas pensões que enquadram a cracolândia. O preço pode ser dobro para as mulheres, não raro aliciadas a trocar o corpo por uma chuveirada.
Por vezes, estar limpo é o passaporte para um prato de comida e para a proteção. As mais jovens e mais bonitas, ocupam o posto de vendedoras de pequenas quantidades de crack no local. Acabam protegidas pelo status, em uma condição instável e perigosa, mostrou o relato de uma garota com aparência de 15 anos, em meio ao abraço em Dona Tina.
Na última sexta-feira friorenta, a menina vestindo blusa com o umbigo à mostra, cabelos encaracolados até a cintura e piercing no nariz, confessou estar "cabreira" por ter tomado calote e não saber como prestar contas sobre a dívida.
Oferecer o banho, acredita dona Tina, pode ser uma maneira de deixá-los menos vulneráveis ao escambo típico do local, que troca pedras por qualquer coisa, até por uma rápida passagem pelo chuveiro.
"Descobri com eles a mágica de um abraço", diz Dona Tina
“As pessoas pensam que quem usa crack não tem dignidade, não quer estar limpo, cheiroso, como se isso não fosse importante”, diz.
“Todo mundo gosta também de falar que eles não passam fome aqui no Centro, por receberem comida toda hora. Eu me pergunto: imagina o que é passar a vida sem nunca escolher o que vai comer. Quem se satisfaz com restos?”
Foi este questionamento que fez Maria Albertina França deixar a casa em Jaú, interior paulista, onde nasceu e viveu confortavelmente até os 20 anos.
“Escolhi o serviço social como carreira pois sabia que a vida era mais complexa do que a fazenda do meu pai”, diz ela, que logo se instalou no centro paulistano, local da residência e do trabalho.
Ela já atuou com todas as populações consideradas excluídas: menores em conflito com a lei, prostitutas, travestis e moradores de rua. Uma jornada que não deixou tempo para filhos, apesar dos amores vivenciados.
Toda experiência profissional serviu de base para o “Aquele Abraço”, em curso agora. Mas é na roda de samba, no Largo Santa Cecília  onde Dona Tina termina o dia de ‘abraçasso’ na Cracolândia, às 22h  que ela confessa o gatilho da inspiração.
“Sou de uma geração em que a demonstração do afeto pelos pais era rara. Aprendi a abraçar com a população com que atuei. Tinha dificuldade de entrega no início e só então percebi como é mágico abraçar”, lembra, cantarolando as músicas, bebericando o suco de maracujá e comendo a porção de frango à passarinho, dividida com todos que passam pelo local.
São estudantes, donos do comércio, moradores de rua, usuários de droga, policiais, camelôs, taxistas. Ninguém perde a oportunidade de dar um abraço em Dona Tina.



*Membro da Pastoral Fé e Política

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Fraternidade e a Comunicação

Filipe Thomaz*

Infelizmente, é muito comum a manipulação dos meios de comunicação com a finalidade de ocultar problemas graves que afetam a todas as pessoas. Esse artificio é frequentemente usado por aqueles que detêm o poder se beneficiando da pobreza de milhões de pessoas. Isso tem por objetivo passar impressão de que não existem problemas em nosso país. 
Pensando nisso, a Igreja promoveu  Campanha da Fraternidade de 1989, cujo tema foi "Fraternidade e a Comunicação" e o lema "Comunicação para a verdade e a paz". Os meios de comunição devem atender a sua função social e precisam ser usados para ajudar a promover o bem comum.  Seu uso adequado está perfeitamente de acordo com o projeto de Jesus Cristo para nós. Podemos ver a seguir em interessante artigo sobre o assunto.

Sobre o momento histórico vivido no Brasil
Leonardo Boff
Adital

Estou fora do país, na Europa a trabalho e constato o grande interesse que todas as mídias aqui conferem às manifestações no Brasil. Há bons especialistas na Alemanha e França que emitem juízos pertinentes. Todos concordam nisso, no caráter social das manifestações, longe dos interesses da política convencional. É o triunfo dos novos meios e congregação que são as mídias sociais.
O grupo da libertação e a Igreja da libertação sempre avivaram a memória antiga do ideal da democracia, presente, nas primeiras comunidades cristãs até o século segundo, pelo menos. Repetia-se o refrão clássico: "o que interessa a todos deve poder ser discutido e decidido por todos". E isso funcionava até para a eleição dos bispos e do Papa. Depois se perdeu esse ideal nas nunca foi totalmente esquecido. O ideal democrático de ir além da democracia delegatícia ou representativa e chegar à democracia participativa, de baixo para cima, envolvendo o maior número possível de pessoas, sempre esteve presente no ideário dos movimentos sociais, das comunidades de base, dos Sem Terra e de outros. Mas, nos faltavam os instrumentos para implementar efetivamente essa democracia universal, popular e participativa.
Eis que esse instrumento nos foi dado pelas várias mídias sociais. Elas são sociais, abertas a todos. Todos agora têm um meio de manifestar sua opinião, agregar pessoas que assumem a mesma causa e promover o poder das ruas e das praças. O sistema dominante ocupou todos os espaços. Só ficaram as ruas e as praças que, por sua natureza, são de todos e do povo.
Agora, surgiram a rua e a praça virtuais, criadas pelas mídias sociais.
O velho sonho democrático segundo o qual o que interessa a todos, todos têm direito de opinar e contribuir para alcançar um objetivo comum pode, enfim, ganhar forma.
Tais redes sociais podem desbancar ditaduras, como no Norte da África; enfrentar regimes repressivos, como na Turquia; e agora mostram no Brasil que são os veículos adequados de revindicações sociais, sempre feitas e quase sempre postergadas ou negadas: transporte de qualidade (os vagões da Central do Brasil têm quarenta anos), saúde, educação, segurança, saneamento básico. São causas que têm a ver com a vida comezinha, cotidiana e comum à maioria dos mortais. Portando, coisas da Política em maiúsculo. Nutro a convicção de que a partir de agora se poderá refundar o Brasil a partir de onde sempre deveria ter começado, a partir do povo mesmo que já encostou nos limites do Brasil feito para as elites. Estas costumavam fazer políticas pobres para os pobres e ricas para os ricos. Essa lógica deve mudar daqui para frente. Ai dos políticos que não mantiverem uma relação orgânica com o povo. Estes merecem ser varridos da praça e das ruas.
Escreveu-me um amigo que elaborou uma das interpretações do Brasil mais originais e consistentes, o Brasil como grande feitoria e empresa do Capital Mundial, Luiz Gonzaga de Souza Lima. Permito-me citá-lo: "Acho que o povo esbarrou nos limites da formação social empresarial, nos limites da organização social para os negócios. Esbarrou nos limites da Empresa Brasil. E os ultrapassou. Quer ser sociedade, quer outras prioridades sociais, quer outra forma de ser Brasil, quer uma sociedade de humanos, coisa diversa da sociedade dos negócios. É a Refundação em movimento".
Creio que este autor captou o sentido profundo e, para muitos, ainda escondido das atuais manifestações multitudinárias que estão ocorrendo no Brasil.
Anuncia-se um parto novo. Devemos fazer tudo para que não seja abortado por aqueles daqui e de lá de fora que querem recolonizar o Brasil e condená-lo a ser apenas um fornecedor de commoditiespara os países centrais que alimentam ainda uma visão colonial do mundo, cegos para os processos que nos conduzirão fatalmente a uma nova consciência planetária e à exigência de uma governança global. Problemas globais exigem soluções globais. Soluções globais pressupõem estruturas globais de implementação e de orientação. O Brasil pode ser um dos primeiros nos quais esse inédito viável pode começar a sua marcha de realização. Dai ser importante não permitirmos que o movimento seja desvirtuado. Música nova exige um ouvido novo. Todos são convocados a pensar este novo, dar-lhe sustentabilidade e fazê-lo frutificar num Brasil mais integrado, mais saudável, mais educado e melhor servido em suas necessidades básicas.
[Leonardo Boff Munique/Paris 24/06/2013].

Hoje, as tecnologias de comunicação tem uma grande influencia sobre a sociedade. O ser humano, que é capaz de criar tecnologias tão incríveis, sem dúvida, tem capacidade de usa-las para a promoção do bem de todos. Atualmente, cada um de nós, pode utilizar a internet de maneira positiva com respeito aos outros e de maneira a promover a vida e o bem comum. Todos podemos, em nossas relações pessoais, e também através da internet  participar da construção de um mundo mais humano.

*Membro da Pastoral Fé e Política.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Pastoral Afro-brasileira divulga mensagem para marcar o Dia da Consciência Negra


Dia 20 de novembro é feriado em muitas cidades do País. A data faz memória a Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra na luta pela libertação. Em 1978, o Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial batizou a data como o Dia Nacional da Consciência Negra em substituição ao 13 de Maio, que é considerado como o Dia das Raças. Posteriormente os poderes públicos abraçaram a ideia dando origem ao feriado. O Movimento propõe uma revisão da historiografia.
Para marcar o Dia da Consciência Negra, a Pastoral Afro-brasileira divulgou uma Mensagem. “A Pastoral Afro-brasileira, presente em todo o Brasil, celebra essa data, mas também está empenhada em enfrentar os desafios presentes no mundo. A Escravidão hoje atinge 29 milhões de trabalhadores em todo o mundo”, diz a carta. Confira a íntegra da Mensagem. 20 de novembro: Dia da Consciência Negra
Fonte: pom.org.br

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

VI RETOMADA INDÍGENA

Programação:

VI RETOMADA INDÍGENA


15 a 19 de outubro – PUC SP

Estamos aqui! 500 anos de exclusão!


15/10 
- (3ª feira)
18:30h -  galeria do Museu da Cultura
Abertura da exposição fotográfica:  As lutas indígenas - de  Porto Seguro aos Acampamentos Terra Livre (CIMI Nacional).
19h - Pátio do Museu da Cultura –  Em caso de chuva auditório 100
A Constituição e os povos indígenas: 25 anos de luta. Debatedores:  Dr. Robério N. dos Anjos Filho(Min. Público Federal, Maria Cícera Oliveira (Pindorama) e Profa. Lúcia Helena Rangel (Fac. Ciências Sociais PUC-SP).


16/10 -  
(4ª feira)
9h30 - Pátio Da Cruz – Em caso de chuva auditório 100
Oficina de Pintura corporal: O sentido e a prática da pintura corporal do povo Kaxinawá (AC). Leo Kaxinawá (Pindorama).
Apresentadora: Sabrina

19h
 - Sala 100 
Os desafios da lei 11.645 na escola e na universidade. Debatedores: Profa. Cláudia Fernandes (EMEF A. Righetti, Itaim Paulista), Profa. Marilândia Frazão (SEMPIR-SP), Profa. Helenice Ciampi (Fac. História PUC-SP) e Prof. Benedito Prezia (Pindorama e autor de paradidáticos).


17/10
 - (5ª feira)
19h - Sala 100
Os povos indígenas hoje: um diálogo com a antropologia e a psicologia
Debatedores: Spency Pimentel (Antropologia-USP), Prof. Danilo Guimarães (Psicologia Cultural-USP) e Bruno Simões Gonçalves (Cons. Reg. Psicologia).


18/10 
- (6ª feira)
19h - Sala 100
O Programa Pindorama: as conquistas indígenas na universidade. Painel com alunos Pindorama e homenagem aos formados (turma 2009)


19/10 - 
 (Sábado)
14h - Auditório 239
Políticas públicas no contexto urbano. Debatedores: Ações Afirmativas da Secr. Munic. Prom. Igualdade Racial (Profa. Marilândia Frazão); Ações afirmativas da Prefeitura de Osasco (Alaíde Feitosa, presid. da Assoc. Indígena Pankararé e Aparecida Lopes, Centro de Economia Solidária); A luta por moradia dos Pankararu da Zona Leste (Elena Gomes da Silva, Pankararu (ex-aluna Pindorama, Conselho Indigenista Missionário – CIMI e centro Gaspar Garcia)


Promoção:
 Programa Pindorama e Museu da Cultura. 

Apoio:
 NEMA-PUC SP, Pastoral Indigenista, C. Gaspar Garcia DH, Cursinho Foco, CIMI e Faculdade de Ciências Sociais.

Venda de artesanato indígena

(térreo do prédio novo – 15 a 18/10).


Museu da Cultura
Tel: 11 3670.8559 / 8331
museudacultura@pucsp.br
www.pucsp.br/museudacultura

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Juventude

Filipe Thomaz*

Na sociedade atual, os jovens são um grupo extremamente vulnerável por diversos motivos, como por exemplo: violência, competitividade excessiva e dificuldade para ingressar com dignidade no mercado de trabalho, facilidade para entrar no mundo das drogas, aumento exagerado no custo de vida, entre outros.
 A Igreja está atenta aos problemas que agridem a todos nós e, com o propósito de desempenhar sua missão profética no mundo, promoveu a Campanha da Fraternidade de 2013, cujo tema é  "Fraternidade e Juventude" e o lema "Eis-me aqui, envia-me!".  A Campanha tem como um de seus principais objetivos chamar a atenção para a situação do jovem atualmente, e evidencia claramente que sua  capacidade de contribuir para um mundo melhor não pode ser reprimida e nem subestimada, mas, muito pelo contrário, precisa ser incentivada. Para que isso seja possível, é essencial estar próximo para ouvi-los. É preciso entender suas necessidades, e estimular sua participação na construção de uma sociedade mais justa.
Jesus Cristo deixou a seus apóstolos a missão de levar a boa nova a todos os cantos do mundo. Hoje, os apóstolos somos todos nós, sem excluir ninguém, e o protagonismo dos jovens não pode ser ignorado.  O jovem precisa se sentir responsável e ter consciência de seu enorme potencial e responsabilidade em transformações sociais importantíssimas, tanto para agora como para as futuras gerações. Eles têm muito a contribuir e seus direitos precisam ser respeitados. Podemos ver no linkhttp://pastoralfp.blogspot.com.br/2013/07/papo-com-os-jovens-nas-subprefeituras.html um bom exemplo de aproximação com o poder público. Essa aproximação está perfeitamente de acordo com as propostas da Campanha da Fraternidade.  
O diálogo com o poder público está sempre associado à cobrança por melhores serviços públicos, uma questão que nos últimos tempos tem deixado muito a desejar no Brasil. Vale lembrar que diversas das Campanhas da Fraternidade também tratam de temas diretamente relacionados à necessidade de reivindicarmos serviços públicos dignos, como, por exemplo:
1981: tema - "Saúde e Fraternidade"; lema - "Saúde para todos"
1982: tema - "Educação e Fraternidade"; lema - "A verdade vos libertará"
1983: tema - "Fraternidade e Violência"; lema - "Fraternidade sim, violência não"
1992: tema - "Fraternidade e Juventude"; lema - "Juventude - caminho aberto"
2009: tema - "Fraternidade e Segurança Pública"; lema - "A Paz é fruto da Justiça"
2012: tema - "
Fraternidade e saúde pública"; lema - "Que a saúde se difunda sobre a terra!"
Jamais podemos nos esquecer que participar da construção de um mundo mais humano é ao mesmo tempo um dever e um direito de todas as pessoas.

*Membro da Pastoral Fé e Política