quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Debate sobre o Plano Diretor Estratégico


Atenção - em decorrência do período de recesso e da confirmação da agenda dos convidados
para o primeiro debate sobre o Plano Diretor, a próxima reunião do 
Fórum Suprapartidário por uma São Paulo Saudável e Sustentável teve sua data alterada 
para dia 19 de fevereiro/13, 19h na Câmara Municipal de São Paulo.

CONVITE - DIA 30/01, 19h REUNIÃO TÉCNICA SOBRE O PL DA OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA ÁGUA BRANCA


           CONSORCIADA ÁGUA BRANCA - OUCAB

Contamos com a sua participação na reunião técnica da sociedade civil que irá avaliar o conteúdo da minuta do Projeto de Lei que "Estabelece novas diretrizes gerais, específicas e mecanismos para a implantação da Operação Urbana Consorciada Água Branca (OUCAB) e define programa de intervenções para a área da Operação" enviada pelo Executivo para a Câmara Municipal de São Paulo em dezembro de 2012 e definir as próximas ações junto ao Executivo (SVMA e SMDU), ao Legislativo e ao Ministério Público.


Dia 30/01, quarta feira, a partir das 19h, 
No auditório da Subprefeitura da Lapa (Rua Guaicurus, 1000).
Participe!


Prestando contas sobre a situação atual da OUCAB e desdobramentos futuros:
Minuta do Projeto de Lei do Executivo da Operação Urbana Consorciada Água Branca (OUCAB) 
por Ros Mari Zenha

Como conselheira do Cades-SVMA, representando a sociedade civil da Macro Região Oeste 1 (Lapa, Pinheiros e Butantã), sou membro da Câmara Técnica III do Cades – Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, Complexos Urbanos e Habitação, a qual, durante 16 (dezesseis) reuniões (nos anos de 2010/11/12) e 2 (duas) Audiências Públicas (em 2010/11) analisou o Estudo de Impacto Ambiental do Licenciamento Ambiental da OUCAB.

Informei a vocês, em mensagem anterior que, no dia 14/11/2012, matéria do Jornal O Estado de São Paulo intitulada Barra Funda terá limite de vagas para carros, fez referência  ao Projeto de Lei da OUCAB, que, segundo a matéria “... já foi entregue pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano à área jurídica da Prefeitura. A expectativa é de que, nas próximas semanas, seja enviado à Câmara Municipal ainda antes do fim da gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD)”.

O Parecer Técnico Cades número 008/Cades/2012, datado de 20/03/2012 e assinado pelos membros da Câmara Técnica, explicita: (1) relação de recomendações e exigências a serem observadas quando da proposição do Projeto de Lei previsto para ordenar a futura OUCAB e (2) relação de exigências a serem cumpridas pelo empreendedor (no caso, a SP Urbanismo, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano – SMDU) para constar na Licença Ambiental Prévia (LAP).

O Parecer Técnico foi discutido e aprovado na 27ª. Reunião Plenária Extraordinária do Cades, realizada em 26/03/2012, por 25 votos favoráveis e 2 abstenções, reunião que contou com a presença do Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano, Sr. Miguel  Luiz Bucalem e do vereador Gilberto Natalini (a íntegra do conteúdo da referida reunião encontra-se no portal da PMSP/SVMA).

No referido Parecer Técnico existe um item, de número 17, que explicita: “O texto final de Projeto de Lei deverá ser apresentado ao Cades, previamente à sua votação na Câmara Municipal, para ciência e recomendações”.

Em função do noticiado na mídia, como conselheira, encaminhei mensagem e entreguei ofício na Reunião Ordinária do Cades/SVMA de 21/11/2012 aos Senhores Secretários do Verde e Meio Ambiente, de Desenvolvimento Urbano e ao Superintendente de Desenvolvimento da SP Urbanismo/SMDU, responsável pela proposta da OUCAB e dei ciência do fato ao vereador Gilberto Natalini, representante do Legislativo Municipal no Cades.

Em 05/12/2012, a minuta do PL foi apresentada na 23a. Reunião Ordinária do CMPU (Conselho Municipal de Política Urbana).

Na 146a. Reunião Ordinária do Cades SVMA, realizada em 12/12/2012, a SP Urbanismo, na pessoa do arquiteto Vladir Bartalini, apresentou síntese do conteúdo do referido Projeto de Lei e. como conselheira, solicitei que o conteúdo fosse objeto de análise em reunião da Câmara Técnica III, a realizar-se em janeiro de 2013, para verificar se as recomendações da Licença Ambiental Prévia - LAP no. 02/SVMA.G/2012, para inclusão no PL foram, de fato, consideradas. A SP Urbanismo, a nosso pedido, encaminhou documento explicitando, ítem a ítem, as recomendações do Parecer Técnico e sua inserção no PL. 

Precisamos - sociedade civil da Lapa e Região - avaliar a minuta do PL e definir nossas próximas ações junto ao Executivo (SVMA e SMDU), ao Legislativo e ao Ministério Público (fui chamada pelo 3o. Promotor de Justiça de Habitação e Urbanismo, que está acompanhando o assunto da OUCAB, em 30/11/2012, para elaborar documento, a ser anexado ao Inquérito Civil, dando conta da situação atual da OUCAB e de nossas demandas).

Contamos com a presença de todos e de todas na reunião do dia 30/01.
Para que possamos conversar, de forma qualificada e com conhecimento de causa, leia aqui a minuta do PL.



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Convite para o Jubileu de Prata Sacerdotal de Dom Julio Endi Akamine


Agenda janeiro e fevereiro 2013 - zona Leste


Cidadania e Política - cursos de férias em janeiro 2013













Oficina Municipal


agenda
oficinas e cursos 
por data de início
21 a 23.01.2013
Curso
Área: Cidadania e Política
Duração: 6 aulas
Inscrições até: 21.01.2013
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28.01 a 01.02.2013
Curso
Área: Cidadania e Política
Duração: 5 aulas
Inscrições até: 28.01.2013
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Manifesto contra a violência entregue ao Prefeito Haddad



Ontem foi entregue ao Prefeito Haddad o manifesto “Eliminando a violência na raiz de suas causas” lido por Caci Amaral, integrante do Grupo de Trabalho Democracia Participativa e Coordenadora da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo.
A iniciativa do manifesto é da Rede Nossa São Paulo, Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo, Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Instituto São Paulo contra a Violência, Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo e da Sociedade Santos Mártires. Já recebeu mais de 2000 assinaturas e ainda está recebendo apoio. Posteriormente, o documento será entregue ao governador Geraldo Alckmin e ao ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardoso.
O manifesto foi entregue em evento promovido pela Rede Nossa São Paulo nesta quinta-feira (17/1) para divulgação da 4ª edição da pesquisa sobre o nível de satisfação dos paulistanos, denominada IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município). Revelou que os moradores da cidade atribuem nota média de 4,7 para a qualidade de vida na cidade – numa escala de 1 a 10 e onde o ponto médio da escala é 5,5. "É o menor indicador que tivemos desde o início da avaliação", afirmou Márcia Cavallari, CEO do Ibope, durante a apresentação do IRBEM 2013.
Segundo ela, a grande maioria dos indicadores piorou na comparação com os anos anteriores. "Dos 169 itens pesquisados, temos hoje 82% avaliados com média inferior a 5,5", relatou Márcia, antes de complementar: "Acima [de 5,5], ficaram 17% dos itens". No ano passado, os itens que receberam nota acima da média representavam 22%. 
Sensação de insegurança na cidade é destaque na pesquisa
Nesta edição do IRBEM, a área da segurança pública é a que apresenta itens com maiores variações negativas individuais. Aspectos como a segurança na cidade como um todo, nos bairros e a ronda policial obtêm as piores avaliações desde 2009, quando foi iniciada a série de levantamentos anuais. Além da avaliação negativa destes aspectos, é nítida a sensação de insegurança na cidade, visto que 9 em cada 10 paulistanos afirmam que São Paulo é um lugar pouco ou nada seguro para se viver. Violência em geral, assaltos/roubos, tráfico de drogas e sair à noite são as situações que geram mais medo no dia a dia na cidade. O índice de citação da alternativa “sair à noite” dobrou de um ano para o outro.
Quando perguntados sobre medidas importantes para diminuir a violência na cidade, os paulistanos afirmam que combater a corrupção na polícia e nos presídios seria a principal ação a ser tomada, seguida de ações voltadas para a criação de oportunidades de trabalho para jovens de baixa renda.


Sobre o IRBEM
O IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município) revela como anda o nível de satisfação dos paulistanos em relação à qualidade de vida em São Paulo. A pesquisa aborda 25 temas, alguns com aspectos subjetivos como Sexualidade, Espiritualidade, Aparência, Consumo e Lazer e outros que tratam de condições mais objetivas de vida, como Saúde, Educação, Meio Ambiente, Habitação e Trabalho.
Confira aqui a apresentação da pesquisa IRBEM 2013.


Sugestões de metas
Durante o evento, o prefeito Fernando Haddad recebeu um conjunto de propostas para o Plano de Metas que seu governo terá de apresentar em até 90 dias após a posse. As sugestões foram preparadas pelos grupos de trabalho (GTs) Orçamento, Educação, Meio Ambiente, Democracia Participativa, Juventude, Mobilidade Urbana, Regionalização e Saúde, que integram a Rede Nossa São Paulo. 
Fonte: http://www.nossasaopaulo.org.br

Participação da sociedade no processo de democratização do Estado Brasileiro


Márcia Castro*

Na semana passada fizemos uma breve retrospectiva sobre as Semanas Sociais Brasileiras (SSBs) que são longos processos participativos e portanto não nos chegam prontas, mas são construídas coletivamente. A 5ª SSB que tem como tema a “Participação da sociedade no processo de democratização do Estado Brasileiro”. Trata-se de uma trajetória reflexiva que está em curso e que procura abrir caminhos a partir do Estado que temos para o Estado que queremos. Como podemos construir juntos os canais, mecanismos e instrumentos dessa participação popular?
As SSBs têm como símbolo o girassol que pode nos indicar ao menos quatro lições (Pe. Alfredo J. Gonçalves, CS). Primeiramente, como toda planta, antes de crescer para cima, o girassol cresce para baixo, mergulha as raízes no solo úmido e escuro e matura em silêncio no ventre fecundo da terra. Na medida em que busca o Estado que queremos, a discussão da 5ª SSB deve estudar a fundo as mazelas do Estado atual, e deve conhecer as vítimas de uma prática política viciada. Antes de pensar numa planta vigorosa que podemos chamar de “projeto popular para o Brasil” é necessário fortalecer suas raízes no chão da cultura e população brasileira.
Em segundo lugar, como toda flor, a passagem do girassol pela existência é transitória. Sabendo-se hóspede pela face da terra, doa-se incondicionalmente enquanto está vivo. A construção de novas vias para o exercício da política exige de cada protagonista doação integral. O bem comum prevalece sobre os interesses pessoais, familiares, grupais, partidários, corporativistas. O conceito de “bem comum” só será possível se e quando firmemente ancorado em princípios éticos. O tema da ética na política pouco avançou em termos de prática real e eficaz.
Numa terceira lição, diferentemente de outros vegetais, o girassol reafirma a cada dia seu próprio nome. Acompanha a trajetória do astro rei, girando de acordo com sua órbita, permanecendo-lhe fiel do nascente ao poente. Nutre-se dessa fonte de luz e até mesmo quando o sol se oculta, o girassol curva-se sob o solo. Vale o mesmo para a construção participativa de um projeto popular do Estado que queremos. Não importa a densidade das trevas em que vivemos, com a luz e o calor do sol, será possível refazer os caminhos da política e de uma verdadeira democracia.
Por fim, o girassol, embora de existência breve, prolonga-se eternamente na semente que deixa cair no chão ou que os pássaros carregam para terras mais férteis. A semeadura é seguida de um tempo de maturação. O relógio da mãe terra e de Deus não coincide com o relógio dos homens e da história. Trabalhar em termos políticos não é fazer algo para um retorno imediato. Se trata de levar em conta as necessidades básicas de toda a população, priorizando evidentemente os setores que tenham sua vida mais ameaçada.
Temos que ser o jardineiro que prepara o terreno, lança a semente, e repousa tranquilo, pois tem certeza que a natureza há de fazer o resto, desde que ele não se descuide do cultivo da planta. Quantas vezes a ansiedade nos deixa impacientes! O trabalhador da terra ensina que não se pode fazer a parte nossa e a parte do Espírito de Deus. Importa fazer nossa parte, sem dúvida, e da melhor forma possível. Mas importa igualmente confiar na ação de Deus. Viver o ano da fé na certeza da presença de Deus tecendo os caminhos da história.
A 5ª SSB nos convida a essa tarefa de tecer novos caminhos. Precisamos sair da arquibancada, entrar no campo e participar do jogo. Sair de um patriotismo passivo, do discurso de que "não tem jeito" e participar ativamente nos debates sobre o destino do país. Nesse desafio conjunto, como deve ser a nova cara do Estado? Como avançar para um tipo de democracia mais direta, inclusiva e participativa? Não há respostas fáceis, nem receitas prontas. O mutirão envolve a todos sem exceção e você qual Estado quer?

*Membro da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo.
Apresentado no Programa Igreja em Notícia da Rádio 9 de Julho em 18/01/2013.  



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Lançamento da 4ª edição do IRBEM - acompanhe ao vivo

O lançamento da nova pesquisa de percepção dos paulistanos, a 4ª edição da pesquisa dos Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município - IRBEM, aborda 25 temas, alguns com aspectos subjetivos como sexualidade, espiritualidade, aparência, consumo e lazer e outros que tratam de condições mais objetivas de vida, como saúde, educação, meio ambiente, habitação e trabalho.


Está sendo realizada no Teatro Anchieta, no Sesc Consolação e está sendo apresentada ao vivo no site da Rede Nossa São Paulo http://www.livestream.com/nossasaopaulo.

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A democratização do acesso ao ensino superior público no Brasil: o caso do Sistema de Seleção Unificada (Sisu)


Pedro Aguerre*
No comentário de hoje trazemos um tema relacionado à política educacional que frequentou o noticiário nas últimas semanas e que provavelmente, deixou dúvidas na população, por ser muito específico e pelo fato de que grande parte da mídia não tem a tradição de aprofundar temas sociais e educacionais. Trazemos a questão da conclusão do chamado Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Trata-se de um importante sistema no âmbito do Ministério da Educação voltado à destinação das vagas em universidades públicas e institutos federais. Sua importância vem, entre outros motivos, do fato de ser, junto com o Prouni, um dos principais sistemas voltados à democratização e ampliação das possibilidades de acesso ao ensino superior. Além disso, este sistema de seleção incorporou por primeira vez as diretrizes da chamada Lei de Cotas.
O Sisu ofereceu neste ano quase 130 mil vagas em 101 universidades públicas e institutos federais de educação, para 3752 cursos. E, já neste ano, estas instituições reservaram um oitavo das vagas, pouco mais de 10% para estudantes que se enquadravam nos critérios da Lei de Cotas, voltada para alunos de escolas públicas, sejam eles por critérios socioeconômicos, de baixa renda, por critérios raciais, negros ou índios, ou ambos.
Para que se tenha uma ideia  quase dois milhões de pessoas que já concluíram o ensino médio se inscreveram para disputar uma vaga em uma dessas instituições públicas de ensino superior inscritas no Sisu. E nada menos que 44% desses candidatos optaram pelas vagas reservadas pela lei de cotas. Destes, quase meio milhão foi de candidatos que se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas, grande parte deles com renda familiar informada igual ou inferior a 1,5 salário mínimo. E quase 170 mil se inscreveram na provisão da Lei de Cotas, por declararam renda familiar abaixo de 1,5 salário mínimo, sem a especificação racial. Ou seja, a Lei está de fato estimulando segmentos sociais egressos da escola pública mas que até hoje tinham pouquíssimas condições de pleitear uma vaga no ensino superior público.
Vale dizer que a relação candidato vaga do Sisu é alta, de cerca de 15 candidatos para uma vaga, portanto muitos não conseguirão entrar neste momento, tendo que buscar outras alternativas de aprimoramento educacional, como o Prouni, o financiamento educacional, cursos técnicos e tecnológicos, entre outras.
Ao observar as notas de corte obtidas no Enem para obtenção da vaga pelo Sisu, constatou-se que os alunos que se inscreveram nas vagas reservadas pela Lei de Cotas, tiveram notas muito próximas às dos demais alunos que buscavam ingresso nessas universidades. E isto, sem distinção de cursos com altíssima concorrência, como medicina, ou outros cursos com menor exigência para ingresso.
Além disso, ficou claro um fato que, embora esperado, nem sempre é devidamente considerado, ou seja, que na tradição anterior dos processos seletivos baseados nos exames vestibulares, as escolas públicas, que são responsáveis por quase 90% do total dos concluintes do ensino médio, só conseguiam preencher pequena parcela das vagas, ficando a maioria para aqueles mais privilegiados economicamente provenientes do ensino privado. E este é um dado importante pois além de representar uma maior democratização do ensino, a perspectiva de poder disputar uma vaga numa universidade pública deverá ter um impacto positivo na qualidade do ensino público, aumentando o interesse dos governantes na melhoria desse nível de ensino e melhorando o interesse dos alunos, que terão muito a ganhar, podendo finalmente aspirar à formação superior. Os alunos cotistas situados nas menores faixas de renda terão uma bolsa, renovável se o aluno tiver bom desempenho, procurando garantir a permanência diante da necessidade de trabalhar.
Algumas informações complementares são necessárias. A Lei de Cotas do ensino superior se inscreve nas chamadas ações afirmativas, que têm como finalidade corrigir ou atenuar distorções ou desigualdades que não encontram justificativa racional ou moral para sua permanência. E, neste caso, não se pode supor que o ensino superior tenha que continuar a ter essa característica histórica de um privilégio que está restrito aos alunos do ensino particular. Tomando o exemplo da população negra, que compõe mais da metade da população brasileira, não parece razoável que o ensino superior seja de aproveitamento quase exclusivo da população branca, que concentra maiores recursos econômicos e oportunidades, além de não sofrer com o racismo e a discriminação que torna tão difícil a ascensão social e o acesso às oportunidades.
Por fim, a Lei tem prazo determinado de dez anos de vigência. Até lá, o percentual de vagas reservadas ao ensino público, seja pela condição de baixa renda, seja para negros e indígenas, deverá aumentar, para 25% das vagas oferecidas, em 2014, chegando a metade das vagas em 2016. Nestes quatro anos será fundamental a ampliação das vagas e da qualidade do ensino médio, que é uma prerrogativa fundamentalmente dos governos estaduais, a fim de que o conjunto dos alunos da rede pública continue, como neste ano, disputando de igual para igual com os alunos não cotistas.
Outra constatação é de que este sistema de distribuição das vagas baseado no desempenho no Enem, ainda tem alcance limitado. Muitas universidades estaduais ainda mantêm exclusivamente o vestibular, desconsiderando o desempenho do aluno no ensino médio. Poucas estão também desenvolvendo sistemas de ações afirmativas de amplo alcance. Em São Paulo, foram feitas propostas e tem havido algumas iniciativas, mas, a julgar por informações recentemente veiculadas, há dúvidas quanto à potencialidade de uma expressiva inclusão social, especialmente da população de menor renda e das populações negra e indígena.
Visite o blog da pastoral fé e política http://pastoralfp.blogspot.com/ especialmente a seção Cidadania Ativa!!
*Professor da PUC-SP, colaborador da Pastoral Fé e Política e da Escola de Governo de São Paulo.
Programa apresentado na Rádio 9 de Julho em 16/01/2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Curso - Os espaços da transformação: gestão de organizações sociais


Vereadores eleitos e suplentes na cidade de São Paulo


Marilia Amaral*

Vamos começar a observar o trabalho dos vereadores e vereadores eleitos na cidade de São Paulo.
Primeiramente temos que entender que dos 55 vereadores que foram eleitos, alguns deles estão licenciados pois acharam mais conveniente ocupar cargos no Executivo, nas secretarias, ou como o caso do vereador Antonio Carlos Teixeira que foi para o Senado, já que era suplente da atual ministra da Cultura Marta Suplicy.
Os outros vereadores licenciados são:
Celso Jatene, do PTB, que está como atual Secretário de Esportes, Lazer e Recreação; o vereador suplente que assumiu o seu lugar foi o Marquito, aquele do Ratinho.
Outro vereador que deixou a Câmara para assumir um posto do executivo foi o, Donato do PT, que está ocupando a secretaria de Governo; nesse caso, o suplente, Wadih Mutran, é de outro partido, o PP, mas que fazia parte da Aliança Para Mudar e Renovar São Paulo. Logo que saíram os resultados das eleições eu havia informado para vocês que o Mutran não tinha sido reeleito, então entendam que ele está novamente na vereança devido à saída do Donato.
Eliseu Gabriel, do PSB, assumiu o Desenvolvimento Econômico e Trabalho, ficando em seu lugar, Alessandro Guedes, do PT.
Netinho de Paula  também deixou a vereança para ocupar a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial. O suplente em exercício é o Orlando Silva, que também é do PC do B.
O último vereador que está licenciado é o Ricardo Teixeira  que  está na Secretaria do Verde. Seu suplente, Abou Anni, faz parte do mesmo partido, o PV.
Vejam o porquê das alianças serem tão importantes: porque mesmo alguns vereadores eleitos terem deixado o cargo, os que ficam em seus lugares são aqueles que se coligaram durante as eleições e que espera-se que trabalhem juntos na prefeitura, sendo da situação ou da oposição.
Chama a atenção a entrada de dois partidos que não faziam parte do poder legislativo municipal: o PSOL e o PHS.
O PSOL fazia parte da Coligação Frente de Esquerda, junto com o PCB. É o partido que foi fundado pela senadora Heloisa Helena, sendo que ela informou no ano passado que deixaria seu partido neste primeiro semestre de 2013 para acompanhar Marina Silva.
Já o PHS fazia parte da Aliança do Celso Russomano, Por uma Nova São Paulo, que reunia além do PRB e do PHS os partidos: PTB, PTN, PRP e PT do B.
A campanha agora é para que os cidadãos adotem um vereador. Nós, da Pastoral Fé e Política, continuaremos nossos trabalhos observando o trabalho conjunto dos parlamentares, principalmente nas suas propostas de leis e condutas com o projeto do Reino anunciado por Jesus Cristo. Mas qualquer pessoa pode particpar do projeto idealizado por Milton Jung.
Conforme consta em seu site, você precisa escolher um vereador, abrir um blog onde serão publicadas as informações e comentários a respeito desse vereador e manter esse blog com informações colhidas em jornais, rádio, TV, sites, ou mesmo pelo contato direto com o gabinete do vereador.
Mais informações podem ser obtidas no site: www.adoteumvereadorsp.com.br



*Membro da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo.
Programa exibido da Rádio 9 de julho em 12/09/2012.

Doutrina Social da Igreja e a democracia


Marilia Amaral

No último dia 1º tomaram posse os 55 vereadores que atuarão na Câmara Municipal de São Paulo, assim como o nosso novo prefeito, Fernando Haddad.
E como enfatizamos sempre aqui na Rádio, nas reuniões e no próprio site, nossa participação democrática não acabou dia 7 de outubro quando os vereadores foram eleitos, ou no segundo-turno das eleições municipais. Até porque, mesmo na época da ditadura militar as pessoas votavam nos representantes do legislativo.
Tomando como base para nossa reflexão de hoje o Caderno 2 dos Temas da Doutrina Social da Igreja, temos um tema específico, no último capítulo, que fala sobre Democracia e participação.
Vejam, novamente  a palavra "participação".
Porque conforme Rousseau já ensinava há cerca de 250 anos: "o povo inglês pensa ser livre, mas erra, somente o é durante a eleição dos membros do parlamento, após serem eleitos, o povo é escravo, não é ninguém". Pe. Adolfo Zon Pereira ainda lembra que isso também acontece hoje no Brasil e eu acrescento que para muitos, nem durante as eleições o povo é livre, porque infelizmente, não só nos cantos do nosso Brasil afora, como nas grandes capitais, acontece descaradamente a compra de votos. O próprio horário eleitoral gratuito, onde os partidos fazem alianças para ganhar tempo na TV, que nada tem a ver com a aliança feita por Deus com seu povo. Esta sim, é uma aliança de amor e de liberdade. Aquela, as partidárias, não se envergonham de usar esse tempo para ludibriar, para enganar o povo. Fora o fato de não conhecermos, a fundo, os candidatos à vereança. E apesar de tudo isso já ter sido bem conversado durante a campanha eleitoral, não podemos deixar de procurar um sistema mais justo, por isso, a campanha pela reforma política, que voltaremos a falar no momento apropriado.
Por enquanto, vamos nos ater a falar sobre a democracia e como participar desse governo que é, não só, do povo e para o povo, mas principalmente PELO povo. Vejam então, novamente, como é que o Pe. Adolfo define democracia: "democracia é um sistema político no qual o povo inteiro toma, e tem o direito de tomar, as decisões básicas determinantes a respeito de questões importantes quanto a políticas públicas".
Temos 3 tipos de democracia: a direta, a representativa e a participativa.
Embora a democracia direta, como o era na antiga Grécia, seja praticamente inviável – pois na época reuniam os cidadãos em "assembleias para estudar as políticas e adotar as decisões importantes" – hoje seria humanamente impossível que toda a população que tem direitos políticos (quase a totalidade) participe ativamente "na adoção de todas as decisões que lhes afetem".
Porém, voltando ao tema da reforma política, temos que fortalecer e fazer valer os plebiscitos e referendos que são uma importante forma de democracia direta.
Sobre a democracia representativa, que é a segunda forma de democracia, essa é a que já estamos habituados: escolhemos nossos representantes que vão trabalhar nas casas legislativas e no executivo.
A última forma de democracia é a participativa e é sobre ela que falaremos nos próximos programas.

*Membro da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo.
Programa exibido da Rádio 9 de julho em 08/01/2013.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

ESCOLHE A VIDA


Escolhe, pois, a vida.
Escolhe, pois, o bem.
Não vás causar ferida
em ti nem em ninguém.

Na história, tu não vês
que sou a tua luz?
Do Egito a mesquinhez
ainda te seduz?

Findei a escravidão,
firmei a liberdade.
Não vês que a minha mão
te trata com bondade?

Não vou fazer por ti
a vez do teu fazer.
Mas planta por aqui
a paz do teu querer!

Estou do lado teu
sem falsas ilusões.
Teu passo esmoreceu?
Pois vence os teus senões!

Não chames de castigo
os frutos da discórdia.
Te vejo no perigo?
Eu sou misericórdia!

Ó tu, homem, mulher,
criança ou estrangeiro,
não sejas um qualquer,
entende o meu roteiro!

Te quero ver feliz:
pra tanto existe a terra!
Não ouças quem te diz
que a paz está na guerra!

Sim, cuida da ternura!
E cuida do teu chão!
Eu sou a mão segura,
teu Deus, teu guia e pão!

   J. Thomaz Filho*

* Poeta, escritor, compositor, colaborador da Pastoral Fé e Política.
Contato: jthf@ig.com.br