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terça-feira, 11 de março de 2014

Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político 2ª Reunião do Comitê Regional ABCDMRR

Para adesão/aproximação de novas entidades à construção do plebiscito na região, encaminhamentos operativos (formação de comissões por tarefas, entre outros), discussão sobre calendário regional de ações a partir das propostas municipais e atividade formativa em torno da cartilha do plebiscito.


Como chegar: dos Terminais de Ônibus e Tróleibus e da Estação Ferroviária de Santo André,  seguir pela R. General Glicério entrar à direita na R. Cel. Oliveira Lima (calçadão), entre à esquerda na R. Campos Sales e à direta na PRAÇA DO CARMO. Perguntar na recepção o andar do AUDITÓRIO na Mitra.

Contatos:

Até lá!
Comitê Regional do ABCDMRR

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

VI RETOMADA INDÍGENA

Programação:

VI RETOMADA INDÍGENA


15 a 19 de outubro – PUC SP

Estamos aqui! 500 anos de exclusão!


15/10 
- (3ª feira)
18:30h -  galeria do Museu da Cultura
Abertura da exposição fotográfica:  As lutas indígenas - de  Porto Seguro aos Acampamentos Terra Livre (CIMI Nacional).
19h - Pátio do Museu da Cultura –  Em caso de chuva auditório 100
A Constituição e os povos indígenas: 25 anos de luta. Debatedores:  Dr. Robério N. dos Anjos Filho(Min. Público Federal, Maria Cícera Oliveira (Pindorama) e Profa. Lúcia Helena Rangel (Fac. Ciências Sociais PUC-SP).


16/10 -  
(4ª feira)
9h30 - Pátio Da Cruz – Em caso de chuva auditório 100
Oficina de Pintura corporal: O sentido e a prática da pintura corporal do povo Kaxinawá (AC). Leo Kaxinawá (Pindorama).
Apresentadora: Sabrina

19h
 - Sala 100 
Os desafios da lei 11.645 na escola e na universidade. Debatedores: Profa. Cláudia Fernandes (EMEF A. Righetti, Itaim Paulista), Profa. Marilândia Frazão (SEMPIR-SP), Profa. Helenice Ciampi (Fac. História PUC-SP) e Prof. Benedito Prezia (Pindorama e autor de paradidáticos).


17/10
 - (5ª feira)
19h - Sala 100
Os povos indígenas hoje: um diálogo com a antropologia e a psicologia
Debatedores: Spency Pimentel (Antropologia-USP), Prof. Danilo Guimarães (Psicologia Cultural-USP) e Bruno Simões Gonçalves (Cons. Reg. Psicologia).


18/10 
- (6ª feira)
19h - Sala 100
O Programa Pindorama: as conquistas indígenas na universidade. Painel com alunos Pindorama e homenagem aos formados (turma 2009)


19/10 - 
 (Sábado)
14h - Auditório 239
Políticas públicas no contexto urbano. Debatedores: Ações Afirmativas da Secr. Munic. Prom. Igualdade Racial (Profa. Marilândia Frazão); Ações afirmativas da Prefeitura de Osasco (Alaíde Feitosa, presid. da Assoc. Indígena Pankararé e Aparecida Lopes, Centro de Economia Solidária); A luta por moradia dos Pankararu da Zona Leste (Elena Gomes da Silva, Pankararu (ex-aluna Pindorama, Conselho Indigenista Missionário – CIMI e centro Gaspar Garcia)


Promoção:
 Programa Pindorama e Museu da Cultura. 

Apoio:
 NEMA-PUC SP, Pastoral Indigenista, C. Gaspar Garcia DH, Cursinho Foco, CIMI e Faculdade de Ciências Sociais.

Venda de artesanato indígena

(térreo do prédio novo – 15 a 18/10).


Museu da Cultura
Tel: 11 3670.8559 / 8331
museudacultura@pucsp.br
www.pucsp.br/museudacultura

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Carta compromisso da 5ª Semana Social Brasileira


bunner
A assembleia da 5ª Semana Social, promovida pela Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida no Centro Cultural de Brasília-DF, de 2 a 5 de setembro de 2013, analisou a realidade brasileira e global, escutou os clamores populares e celebrou a caminhada dos movimentos sociais e das igrejas, na defesa e na promoção da vida.
Este processo, que acontece há vinte anos, tem contribuído no debate com a sociedade para proposições de iniciativas para a superação das desigualdades sociais e regionais.
É um esforço conjunto das organizações sociais na defesa dos direitos humanos e da natureza como expressão da solidariedade e da profecia cristã.
É exigência da fé, amar a Deus e ir ao encontro do outro, sobretudo, dos pobres e necessitados. Pois “os pobres são os juízes da vida democrática de uma nação” (Exigências Éticas da Ordem Democrática, nº 72, CNBB, Doc nº 42, 1989).
As manifestações de rua que acontecem no país desde junho deixam um alerta para a sociedade. Não é mais possível negar os direitos e a participação dos cidadãos/as invisibilizados/as.
O modelo desenvolvimentista assumido pelo Estado Brasileiro atual, baseado em políticas compensatórias, submete a nação às determinações da mundialização neoliberal em crise, reprimariza a economia, explorando os bens naturais e humanos para a exportação, transformando-os em commodities. Este modelo viola o direito dos povos e ameaça a vida do planeta, impactando as comunidades rurais e urbanas, as classes trabalhadoras e a população em geral.
A 5ª Semana Social Brasileira, ao debater sobre o Estado para que e para quem, procurou dar vez e voz ao conjunto da sociedade, bem como dos povos e comunidades impactadas pelas políticas do Estado, em sintonia com os clamores das ruas e suas reivindicações. Estes são novos sujeitos políticos no processo de construção da sociedade e do Estado do Bem Viver, conviver, pertencer e ser. Seus fundamentos são a solidariedade, a fraternidade e a sustentabilidade para garantir vida plena às gerações presentes e futuras.
Reconhecemos os avanços que a sociedade conquistou nas últimas décadas, conscientes de que essas vitórias estão ameaçadas pelo desmonte constitucional. Por isso, comprometemos-nos na refundação de um Estado de inclusão e de igualdade social. O protagonismo dos movimentos sociais garantirá um Estado que se fundamente na democracia direta, participativa e representativa. Acreditamos nos sinais de esperança presentes na sociedade e nas igrejas que apontam para um novo Estado e uma nova sociedade.
Para construir o Estado que queremos, assumimos os seguintes compromissos:
1) Defender o trabalho para todos/as. Trabalho digno e não precarizado. Nenhum direito a menos. Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução dos salários como repartição dos abusivos ganhos de produtividade do capital. Reaparelhamento do aparato fiscalizador do Ministério do trabalho. Fortalecer a Economia Popular Solidária como uma política de Estado.
2) Promover a formação para a cidadania, apoiando a proposta da Coalizão Democrática pela Reforma Política e Eleições Limpas e da convocação de um plebiscito para uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva. Participar da campanha saúde +10; 10% do orçamento da União para a educação e os demais direitos sociais; contra a privatização dos serviços públicos.
3) Retomar e fortalecer a metodologia das Assembleias Populares, com a criação de Tribunais Populares, pela democratização do Judiciário e do acesso à justiça e a reestruturação do Sistema de Segurança pública, visando à construção de um Estado defensor dos direitos humanos e ambientais.
4) Apoiar a Reforma Agrária, a agricultura familiar e agroecológica; o reconhecimento dos territórios dos Povos Originários e Comunidades Tradicionais: camponeses, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores artesanais, extrativistas, recicladores, e demais grupos sociais fragilizados, cujos direitos são garantidos pela Constituição Federal e que não são cumpridos.
5) Fortalecer a Campanha pela Democratização dos Meios de Comunicação Social e participar de fóruns específicos.
6) Garantir a efetivação dos Conselhos de Juventudes para o controle social das políticas públicas; assumir a campanha contra o extermínio de jovens, principalmente pobres e negros; contra a redução da maioridade penal e a violência às mulheres.
7) Incentivar políticas de defesa civil, com participação da sociedade, para a prevenção dos impactos socioambientais dos projetos desenvolvimentistas e a proteção e garantia de direitos das populações afetadas.
8) Exigir do Governo Federal a implementação do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil e que haja sua efetiva participação.
9) Incentivar a criação e o fortalecimento dos fóruns populares que monitoram e propõem políticas urbanas nos bairros, nas regiões administrativas e nos municípios.
10) Informar e mobilizar a sociedade sobre a gestão dos recursos públicos, participando de campanhas pela revisão da distribuição orçamentária da União; por uma reforma tributaria progressiva e participativa; contra uma política de endividamento público e de gestão do orçamento social e ambiental irresponsável. Exigir do governo o fim dos leiloes do petróleo, pela plena reestatização da Petrobras, bem como a auditoria da dívida pública, conforme o artigo 26 das Disposições Transitórias da Constituição Federal.
Dentre estes compromissos, destacamos a urgência pela:
1- Reforma política
2- Demarcação das Terras Indígenas, dos Territórios Tradicionais, dos Quilombolas e Pesqueiros
3- Solicitar ao papa Francisco que convoque um evento internacional sobre a Vida no Planeta
Apoiamos a reforma política que garanta a soberania popula; a Campanha da Coalizão Democrática pela Reforma Política e Eleições Limpas; a convocação do Plebiscito Popular para uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva; a Campanha pela Demarcação dos Territórios Tradicionais e Pesqueiros.
Concluímos afirmando nosso apoio ao papa Francisco na renovação da Igreja.
Brasília – DF, 5 de setembro de 2013
Assista o video com o balanço da 5ª SSB
Esta Carta foi apresentada pela Pastoral Fé e Política aos ouvintes da Rádio 9 de Julho no Programa Igreja em Notícias no dia 13/09/2013.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Propostas do Seminário Justiça e direito igual para todos

No dia 31 de agosto foi realizado, no Centro Pastoral Belém, o Seminário Justiça e Direito Igual para Todos, que reuniu representantes da Pastoral Carcerária, Pastoral do Menor, Pastoral da Juventude, Pastoral da Moradia, estudantes de direito, assistência social e psicologia de universidades privadas e públicas, além de representantes de entidades da sociedade civil e membros de paróquias e dioceses de regiões de São Paulo. Esse seminário está inserido na 5ª Semana Social Brasileira "O Estado que temos e o Estado que queremos".
Após a mística inicial, mesa de abertura foi composta pelo Cardeal Dom Odilo Scherer , Bispo Dom Milton Kenan Junior, das Pastorais Sociais, e Padre Valdir João Silveira, coordenador da Pastoral Carcerária Nacional. Em suas falaram destacaram a importância do evento e da população debater a Justiça que temos e a Justiça que queremos. Em seguida, a mesa foi composta pela Ouvidora da Defensoria Pública de São Paulo, Luciana Zaffalon, e por José Nildo, advogado da ACAT-Brasil. Ambos contribuíram com o encontro trazendo subsídios para a reflexão sobre a Justiça e seu papel social, a forma como ela e os demais poderes do Estado, como Executivo e Legislativo, estão organizados e a importância da participação da sociedade civil nesses espaços, especialmente no Poder Judiciário. As questões principais que nortearam os debates foram:

1) O que é Justiça no Brasil?
2) Como ter mais e melhor acesso ao Judiciário e como a sociedade organizada pode quebrar suas barreiras?
3) Como democratizar o sistema judiciário? Como pensar o controle social - democrático popular- do sistema judiciário?

Na segunda parte do Seminário, os/as participantes do evento foram divididos/as em quatro grupos para discutirem essas três questões e formularem propostas.
Tivemos, assim, os seguintes resultados:

Resposta da questão 1.
Foi ressaltado em todos os grupos o caráter seletivo e punitivo do sistema judiciário brasileiro; seu distanciamento com relação ao povo - pela linguagem de difícil compreensão utilizada pelos operadores de Justiça, o excesso de formalidades, que inibe a população, e a forma desrespeitosa que tratam o público -; ela é desigual e uma instituição que aprofunda ainda mais as desigualdades colocadas; a Justiça está voltada para quem tem dinheiro; ela é morosa demais, especialmente para os pobres; é um órgão estranho à sociedade; é negativamente politizado e elitizado; não é transparente e não fornece informações que são do interesse público; é um órgão carregado de descrença por parte da população.
Resposta questão 2
Os grupos pontuaram que para a população ter mais acesso ao judiciário era necessário:
§    haver uma mudança na formação dos futuros operadores de Justiça, para que sejam mais próximos às questões sociais como: moradia, egressos e a população carcerária, população em situação de rua etc;
§    promover de oficinas que aproximem a população de seus direitos para que possam reivindicá-los e lutar por eles. Sabendo de seus direitos, a população pode exigir do Poder Judiciário as demandas que lhe cabem com mais Justiça e respeito à população;
§    trabalhar a questão do acesso à justiça através da arte, do teatro, da musica, da educação;
§    organizar grupos voluntários que possam tirar dúvidas da população e auxiliar em casos judiciais e que atuem em sub-prefeituras, por exemplo;
§    popularizar a Justiça, tornando-o mais acessível à população, como por exemplo, que ela tenha uma linguagem menos formal e mais simples;
§    criar debates, estratégias pontuais que vão atacar diretamente o Poder Judiciário;
§    a população conhecer como são escolhidos os juízes e os desembargadores. Há pouca transparência para sociedade de como esse processo é realizado;
§    inserir nas grades curriculares do Direito, Assistência Social, Psicologia e outras áreas que atuam direta ou indiretamente no campo do Poder Judiciário  disciplinas de justiça restaurativa

Resposta questão 3:
Os Grupos acreditam que para democratizar o sistema judiciário e ter mais controle social - democrático popular- do sistema judiciário é preciso que:
§      os operadores recém aprovados nos concursos públicos (do Ministério Público, do Judiciário e da Defensoria Pública) no período probatório realizem atividades que envolvam a população e que toquem em temas importantes como: situação carcerária, questão da moradia, população em situação de rua etc.
§     a população participe da escolha dos desembargadores;
§     seja popularizados os espaços como conselhos comunitários;
§      haja conselhos de justiça nas instâncias estaduais e municipais, nos moldes do Conselho Nacional de Justiça
§     seja criada Ouvidoria externas no Ministério Público e no Poder Judiciário, cuja a escolha do Ouvidor seja realizada pela sociedade civil, conforme a experiência da Ouvidoria da Defensoria Pública de São Paulo
§     sejam realizadas Conferências, no modelo do que já é feito pela Defensoria Pública de São Paulo, no âmbito do Ministério Público e Judiciário com a participação da sociedade;
§     haja audiências populares, com a participação da sociedade civil
§     sejam criados mais conselhos da comunidade;
§     seja realizado um encontro sobre experiência Justiça comunitária e Justiça restaurativa
§     a Mídia seja sensibilizada no sentido de contribuir para a conscientização da população com relação aos seus direitos, popularização de como funciona o sistema de justiça, mas  não de forma negativa como vem fazendo atualmente;
§     sejam fortalecidos os conselhos da comunidade que já existem;
§     sejam realizadas audiências com o CNJ, OAB e outros órgãos do sistema de justiça;
§     sejam criadas corregedorias externas;
§     a sociedade civil inicie uma mobilização para participar da Conferência de Segurança Pública que será realizada ano que vem.

Pe. Valdir João Silveira

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Fraternidade e Juventude

Jesus nos mostrou com palavras e atitudes que todos têm os mesmos direitos e que cada um tem sua importância na construção de um mundo mais humano. Isso escandalizou a sociedade de seu tempo. Nos dias atuais, muitos ainda acreditam não ter com que contribuir para a construção de um mundo mais justo.
Os  jovens enfrentam nos dias de hoje muitos problemas, tornado-os um grupo bastante vulnerável. Um desses problemas é o aumento do custo de vida que faz com que muitos indivíduos tenham dificuldade de viver com dignidade dos frutos do próprio trabalho; vivem, também, num clima de competitividade excessiva. Eles  sofrem forte apelo da mídia induzindo ao consumismo.  Há também grande facilidade para entrar no mundo das drogas.  
Muitos são induzidos, por diversos desses e outros fatores, a ter um pensamento e um comportamento egoísta, buscando apenas seu próprio bem estar, o que leva à falta de compromisso para com o próximo e as futuras gerações. 
Frequentemente, devido ao grau de corrupção existente na política atualmente, muitos jovens passam a encarar a situação com falsa ideia de que os problemas do país não têm solução e que não vale a pena ser honesto, não se sentindo, assim, capazes nem responsáveis pela construção de um país país melhor. 
Essa visão é incentivada por aqueles que manipulam a seu favor os meios de comunicação e se beneficiam da atual situação.
A Igreja, incluindo todos nós, possui o papel fundamental de, à luz da palavra de Deus, ir contra a corrente e mostrar que é possível um mundo melhor, e isso depende da participação de todos. Jesus Cristo nos deixou a missão de ajudar a motivar todas as pessoas a testemunhar sua fé cristã na prática com suas atitudes, contribuindo, assim, para a construção de um mundo mais humano, do mesmo modo que Jesus fez no seu tempo. 
Um dos mais importantes trabalhos da Igreja no Brasil é a Campanha da Fraternidade, que em  2013  tem o tema "Fraternidade e Juventudee o lema "Eis-me aqui, envia-me". Muitos foram os motivos que levaram à escolha desse tema para a campanha.  
É fundamental denunciar e ir contra as estruturas de pecado presentes nesse país, ajudando todos a ter senso crítico, como Jesus Cristo fez. A Campanha da Fraternidade de 2013 tem como um de seus objetivos ajudar a conscientizar os jovens sobre sua importância como sujeitos de transformações profundas nas estruturas de nossa sociedade. Recentemente, nas manifestações que tomaram as ruas por todo o Brasil, vimos muitos jovens exercendo seu papel na busca pelo bem comum. Podemos ver no link http://pastoralfp.blogspot.com.br/2013/06/protagonismo-da-juventude.html um excelente artigo que mostra um exemplo muito claro da importância e da necessidade de os jovens desempenharem seu papel como sujeitos de transformações sociais e para a construção do reino de Deus na terra agora, e não, ficar somente esperando o reino de Deus somente para quando chegarmos ao céu.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Curso de Formação Política CEFEP

Curso de Formação Política para os cristãos leigos e leigas em parceria com a Coordenação Central de Educação a Distância - CCEAD Puc-Rio

JUSTIFICATIVA

O Brasil vive um momento de transformações aceleradas. Os cristãos são chamados a exercer sua missão de protagonistas nesse mundo complexo da globalização excludente.

OBJETIVO GERAL

Formar cristãos, leigos e leigas, para a missão política, favorecendo-lhes a aquisição de competência e habilitação para agir no complexo campo da Política, participando da construção de uma sociedade justa e solidária, à luz do Ensino Social da Igreja e das Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  1. Contribuir com a formação de lideranças cristãs para as funções públicas, eletivas ou não, no campo da Política e das organizações comunitárias;
  2. Aprimorar a prática política dos cristãos no exercício da cidadania e do bem comum;
  3. Investir na formação do sujeito evangelizador para torná-lo apto a influenciar na construção de uma nova cultura política.

DESTINATÁRIOS

  1. Lideranças das nossas comunidades, pastorais sociais, movimentos e organismos eclesiais;
  2. Pessoas com responsabilidades em organizações e movimentos sociais;
  3. Pessoas que já assumem ou pretendem assumir cargos em instâncias partidárias.

CRITÉRIOS DE PARTICIPAÇÃO

  1. Identidade cristã de vivência e participação;
  2. Disponibilidade de tempo: compromisso de participar das etapas previstas e realizar todos os trabalhos solicitados;
  3. Conclusão do ensino médio (exceções serão analisadas);
  4. Militância política: sindical, popular, partidária, conselhos municipais paritários e outras áreas;
  5. Compromisso de ser um agente multiplicador através da entidade que o apresentou para o curso.

METODOLOGIA

O processo metodológico contempla:
  1. A formação política dos cristãos nas múltiplas dimensões, relacionadas entre si - ética, espiritual e intelectual, respeitando o pluralismo político, a partir da opção pelos pobres, em comunhão com as Diretrizes da Igreja no Brasil;
  2. O participante do cursista como sujeito do processo de formação e da construção do saber em todos os níveis. Neste sentido, o CEFEP privilegiará a construção coletiva, articulando as diferentes ciências e saberes com a prática dos participantes.
  3. A leitura da realidade sócio-histórica dos cursistas, contribuindo com a construção de uma espiritualidade na ação;
  4. A busca de uma pedagogia libertadora: através de técnicas e instrumentos vivenciados na educação popular e nos grupos da Igreja.

ELEMENTOS ORGANIZATIVOS

Duração: 360 horas, sendo 180h de curso presencial e 180h à distância, em um ano. Veja o programa
Local: Centro Cultural Missionário - Brasília
Vagas: 40 a 50 participantes
Certificados: de extensão universitária e de especialização pela CCEAD Puc-Rio.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Grito dos Excluídos promove coletiva de imprensa hoje às 14:00h

O lema desse ano, “Juventude que Ousa Lutar Constrói o Projeto Popular”, traz a necessidade de toda a sociedade brasileira, sobretudo a juventude, se manifestar e lutar em torno de um Projeto Popular.
Na próxima sexta-feira (30) de agosto, será realizada a coletiva de imprensa do 19° Grito dos (as) Excluídos (as), às 14h, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Sul I, em São Paulo. Estarão presentes na mesa Dom Pedro Luiz Stringhini, da CNBB, Liciane Andrioli, da Coordenação Nacional do Grito, Eduardo Paludette, da 26° Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras, Marcelo Naves, do Instituto Paulista de Juventude e Anderson Lopes Miranda, do Movimento Nacional dos Moradores de Rua, que apresentarão a temática da jornada deste ano, que traz o lema “Juventude que Ousa Lutar Constrói o Projeto Popular”. Para o Grito dos Excluídos, este é um momento importante da conjuntura nacional, tornandose cada vez mais necessário que toda a sociedade, sobretudo a juventude brasileira, se manifeste e lute em torno da construção de um Projeto Popular para o Brasil.
A atividade deste ano dialoga com as mobilizações que aconteceram a partir do último mês de junho, quando milhares de pessoas saíram às ruas em todo o país, principalmente a juventude brasileira, para cobrarem por direitos básicos, como transporte de qualidade, moradia, saúde, educação e pela Reforma Política.
O Grito dos Excluídos é uma atividade nacional, e em 2013 celebra sua 19ª edição. De 1° a 7 de setembro serão realizadas ações, seminários e manifestações em todo Brasil, com o objetivo de colocar no centro da discussão a perspectiva de um projeto popular para o país, fortalecendo as lutas unitárias entre as forças sociais do campo e da cidade.
SERVIÇO:
Data: 30 de agosto de 2013
Horário: 14h
Local: CNBB REGIONAL SUL I
Endereço: Rua Conselheiro Ramalho, 726 – Bairro Bela Vista, São Paulo.
MAIS INFORMAÇÕES:
Secretaria Nacional do Grito: 11- 2272-0627 – Karina da Silva Pereira (11) 99372-3919
Assessoria de Imprensa: Alexania – (11) 97023-8396

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Protagonismo da juventude


Márcia Castro*
Temos conversado sobre a Juventude neste ano com a Campanha da Fraternidade e a Jornada Mundial da Juventude.
E hoje vemos por todo o país esse protagonismo da juventude, estão nas ruas de forma que há muito não se via. Aqueles que pareciam apáticos, alienados, muito pelo contrário foram se conectando e percebendo que o modelo de Estado que temos hoje não responde às nossas necessidades.
Eles são claros em dizer que aqueles que usam de violência não os representam. Trata-se de um movimento movido pela cultura da paz e despertado pelos repetidos e absurdos casos de violência, de corrupção, de  muitos impostos e poucos serviços.
Esses jovens também expressam que o movimento é apartidário, demonstram descrença nos partidos políticos que temos e tudo isso vem de encontro a um importante processo que a Igreja está trazendo para discussão. Falo da 5a. Semana Social Brasileira, uma discussão iniciada em 2011 e que todos somos chamados a participar e debater: O Estado que temos e o Estado que queremos. Estado para quê e Estado para quem? Essa discussão é um processo profundo de politização por princípios evangélicos. Os jovens estão nas ruas dizendo que o Estado que temos não corresponde às nossas necessidades e eles querem que o povo, soberano na democracia, esteja nas mesas de discussão e que suas demandas sejam contempladas no orçamento público. Não querem os luxuosos e desnecessários estádios da copa, querem transporte público de qualidade. Querem melhor Ensino Público, melhor Saúde Pública. A juventude, de todas as idades, está nas ruas para dizer que este modelo de Estado que temos: não queremos!
Os manifestantes dizem não a Proposta de Emenda Constitucional, a PEC 37, também conhecida como "PEC da Impunidade", que tira o poder de investigação dos Ministérios Públicos Estaduais e Federal. Caso seja aprovada, praticamente deixarão de existir investigações contra o crime organizado, desvio de verbas, corrupção, abusos cometidos por agentes do Estado e violações de direitos humanos.
Um dos caminhos de mudança é participar dos debates sobre o novo Plano Diretor Estratégico. O Plano é um instrumento de planejamento para nossa cidade, deve apontar as prioridades de políticas públicas para São Paulo nos próximos 10 anos. Na semana passada comentamos sobre o manifesto da Rede Nossa São Paulo que foi entregue à Prefeitura e que pede e aponta caminhos para a redução das desigualdades na cidade.
Conforme o convocação do Papa Francisco «Envolver-se na política é uma obrigação para o cristão» então amanhã às 9h tem audiência pública nas subprefeituras da Cidade Ademar, Jabaquara, Santo Amaro e Vila Mariana. Vá até a sua subprefeitura e peça que os dados do Manifesto para redução da desigualdade da Rede Nossa São Paulo sejam contemplados no novo Plano Diretor.
Amanhã também o Movimento de Combate á Corrupção Eleitoral – MCCE/ SP – responsável pelos Projetos de Lei de Iniciativa Popular que resultaram na  Lei 9840/99, que pune  compra de  votos ou o  uso da máquina administrativa, e, na Lei 135/10, a Lei da Ficha limpa convida para o Lançamento Nacional da Campanha M2M - Máximo Dois Mandatos Já!
O objetivo é obter um milhão de assinaturas em apoio a uma Emenda Constitucional a ser apresentada ao Congresso limitando em dois o número de mandatos consecutivos seja para vereador, senador, deputado estadual ou federal.
Mas por quê limitar o mandato político?
Porque trata-se de uma função e não de uma profissão como fazem alguns políticos que a todo custo buscam a perpetuação nos mandatos tornando suas atuações meros favorezinhos para alguns que garantem sua reeleição e com isso deixam de lado o bem comum.
No sistema atual os políticos usam a maquina do estado para garantirem sua reeleição com campanhas milionárias em desigualdade de condições com os outros candidatos que tentam participar do processo eleitoral e disputam em desvantagem.
Temos que possibilitar que todos possam participar e contribuir com um Estado mais justo pela alternância do poder.
Participe e divulgue este projeto, ajudando a construir um processo mais democrático.
O lançamento será as amanhã , as 14h00 na Praça Benedito Calixto - Espaço Plínio Marcos - Tenda na Feira de Artes  aonde acontece o projeto O Autor na Praça em Pinheiros - SP.

Saiba mais: http://www.mcce.org.br/site/vnoticias.php?acao=vinoticias&id_noticias=908

*Membro da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo.
Programa exibido na Rádio 9 de Julho em 21/06/2013.


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Da Igreja que temos à Igreja que queremos – Frei Carlos Josaphat


Fala de frei Carlos Josaphat, teólogo dominicano, na Noite de Debates “Da Igreja que temos à Igreja que queremos: de João XXIII ao Papa Francisco”.
O evento foi promovido pelo Fórum de Participação da V Conferência* e realizado no auditório de Paulinas Livraria da rua Domingos de Morais, em São Paulo, dia 25/04/2013. Teve apresentações também do jornalista José Maria Mayrink e da professora de história da Igreja no ITESP, Cecília Domezzi.
*Integram o Fórum: Associação de Escolas Católicas (AEC/SP), Assessoria da Comissão Ampliada das CEBs, Casa da Solidariedade da Região Ipiranga/SP, Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP), Centro de Defesa dos Direitos da Criança/SP, Conselho Indigenista Missionário (CIMI/SP), Comissão Pastoral da Terra (CPT/SP), Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo (CLASP ), Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB – Regional/SP), Pastoral da Moradia, Grito dos Excluídos, Missionários Combonianos, Pastoral da Mulher Marginalizada; Pastoral Operária, Pastoral do Menor Estado/SP, Paulinas Edições

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Encontro Nacional de Articuladores e Articuladoras do Grito dos Excluídos


Companheirada da Coordenação do Grito de São Paulo, estamos encaminhando a carta com orientações para o encontro nacional que acontece em São Paulo, e esperamos contar com a participação de 1 pessoa que ajuda a construir o grito na nossa cidade.
Abraços,
Ari/Karina, secretaria nacional do grito – 11-2272-0627 – gritonacional@ig.com.br
 

19 AnosSecretaria Nacional do Grito dos Excluídos

                Rua Caiambé, 126 – Ipiranga - 04264-060 - São Paulo - SP.
Tel/Fax: (011) 2272 06 27
 
São Paulo, 15/03/2013
 
“Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular!”
 
 
15º Encontro Nacional de Articuladores/as do Grito dos/as Excluídos/as
(De 26 a 28/04/2013)
 
Ás companheiras e companheiros que animam e articulam o Grito dos/as Excluídos/as.
           Nós da Secretaria e Coordenação Nacional esperamos que estejam bem de saúde, animados/as e dispostos a continuar contribuindo para repercutir as lutas e Gritos do dia a dia e construir o 19º Grito dos/as Excluídos, em 2013.
           Para ajudar na animação, estreitar laços de unidade e o espírito de construção coletiva, estamos em processo de preparação do 15º Encontro Nacional de Articuladores/as do Grito.
           Esta tem como objetivo, re-lembrar e motivar a cada uma e cada um de vocês para a participação no Encontro Nacional de animadores/as.
           Vocês sabem que a presença do maior número de pessoas e Estados/Regiões no Encontro enriquece e impulsiona o processo do Grito.
           Você que já participou e sabe da importância, provoque, anime, e incentive a discussão e indicação de uma pessoa do seu Estado/Região para participar deste encontro.
           Nós incentivamos para que cada estado se faça presente e desde já afirmamos que todos e todas serão bem-vindos e bem-vindas.
           Como vocês sabem o problema das finanças atinge a todos, mas a Coordenação do Grito mantém a proposta de continuar ajudando nos gastos da passagem para quem vem de distâncias superiores a 1.000 km, de São Paulo. A ajuda possível é de repassar o valor referente a 1 passagem de ônibus convencional. O valor será repassado em materiais de divulgação, (jornal/cartaz/camisetas).
Critérios de Participação:
ü Pessoas comprometidas com a construção do Grito Local/Regional;
ü Pessoas ligadas às Pastorais, Igrejas e ou Movimentos Sociais.
ü Que as pessoas participem até o final do encontro.
Tarefas/Orientações:
ü Trazer dados da conjuntura local/realidade da juventude – exclusão/extermínio, fotos/vídeos/reportagens dos gritos locais.
ü Sugestões para o símbolo do 19º Grito;
ü Para a noite cultural tragam na mala ou no embornal, comidas, frutas e músicas típicas para socializar.
ü Nosso encontro terá início no dia 26/04 às 10h, e término no dia 28/04 às 14h – Programem-se.
ü Prazo para confirmação presença 15/04/2012.
ü O custo com a casa: R$ 80,00 cada diária, sem roupa de cama e R$ 70,00 se trouxerem suas roupas de cama/toalha .
ü Local Casa de Apostolado Salvatoriano, Av. Lino de Almeida Pires, 130, Vila Guarani, São Paulo, Metro Jabaquara,  fone: 11-5012-8217
Abraços a todos/todas   
Ari/Karina/Goretti   
           COMO CHEGAR! Ao local do 15º Encontro dos Articuladores
 Aeroporto de Cumbica GuarulhosPegar o ônibus circular para o metrô Tatuapé e pegar o metro até a estação Sé, trocar de metro e pegar sentido Jabaquara, descer na Estação Jabaquara.
Aeroporto de CongonhasPegar um ônibus até o metro Jabaquara, ou pegar um taxi, fica em torno de R$ 25,00.
Terminal Rodoviário TietêEntrar na estação pegar metrô sentido Jabaquara e descer nesta estação.
Terminal Rodoviário Barra FundaIr até o metrô Sé, descer e fazer baldeação, sentido Jabaquara, descer nesta estação.
Obs.: Da Estação de Metrô Jabaquara o custo de Taxi é aproximadamente R$ 10,00. Ou ir a pé tempo aproximado é de 15 minutos.
Obs.: Ainda acontecerá outras duas atividades, caso tenham possibilidades de participarem:
ü Nos dias 17 e 19/abril - Plenária Nacional da Assembleia Popular. Casa Sagrada Família, no Ipiranga. Maiores: 11- 3392-2660 (Secretaria da Assembleia Popular)
ü Nos dias 22 a 26/abril Curso de Formação “O Estado Financeirizado”, Casa Sagrada Família, no Ipiranga. Maiores: 11-3112-1524 (Secretaria do Jubileu)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Seminário: 5ª Semana Social Brasileira - “Estado para que e para Quem?”


 
Pastoral Operária Metropolitana de São Paulo.






pometropolitana@yahoo.com.br                                                           Twitter: @past_operariasp


Mística da Pastoral Operária Metropolitana de São Paulo.


A Pastoral Operária é um espaço para que os trabalhadores e as trabalhadoras, cristãos, a partir do conflito capital x trabalho refletirem e intervirem no Mundo do Trabalho, revisando suas práticas à luz do evangelho e dos ensinamentos sociais da Igreja, buscando a transformação da sociedade, construindo o socialismo e celebrando a fé numa dimensão ecumênica e desenvolvendo uma espiritualidade libertadora com a mística da teimosia e da solidariedade”.


São Paulo, abril de 2013.


Companheiros e Companheiras:
Irmãos e Irmãs

A Coordenação Metropolitana da Pastoral Operária de São Paulo vem convidá-lo para participar de nosso momento de formação programado para o mês de Maio. Até setembro Toda a Igreja é motivada a refletir a V Semana Social Brasileira e, neste sentido, estaremos realizando este encontro para aprofundar o tema.


Seminário: 5ª Semana Social Brasileira - Estado para que e para Quem?

Objetivo: Reflexão e estudo do subsidio.

Assessorias: Equipe de Formação da Metropolitana (Waldemar Rossi / Região Belem – Carlos Alberto / Diocese de Santo Amaro).
Procure o Caderno de Subsídio na sede da sua Região Episcopal ou Diocese para conhecer antecipadamente o material. Em caso de dificuldade ligue para a sede da Pastoral.
Saudações fraternas,


Data =   18 de Maio de 2013 – sábado das 9hs às 17h00min;
Local = Casa da Solidariedade.
             Rua Gravi 60 - – Próxima a Estação Metro Praça da Arvore.
             Telefone da Pastoral Operária: 11 3106 5531.
             Telefone Casa da Solidariedade 11 5581 8727.
    Taxa de contribuição: R$ 5,00

Discuta com seu grupo e Anote na sua agenda.

Encaminhe esta ficha preenchida para a coordenação da sua região ou diocese.

Grupo, Região ou Diocese: ________________________________________________.

Nome: _________________________________________________________________
Endereço: __________________________________________ Nº. ______ Apto ______ Andar ________ Cidade ___________________________ CEP ___________________.
Telefone Residencial: _____________________ Celular ________________________ e-mail: _________________________________________________________________
Profissão: ______________________________________________________________ Escolaridade: Ensino Fundamental (___) Médio (___) Superior (___).
É filiado a algum partido político? Sim (____) Não (____)
Participa de alguma pastoral? Sim (____) Não (_____).
Em caso afirmativo, qual? _________________________________________________
Participa de algum movimento popular? Sim (_____) Não (_____).
Em caso afirmativo, qual? _________________________________________________
Está empregado(a)? (_____). Está desempregado(a)? (_______)
Em caso afirmativo, qual categoria? __________________________________________
É Funcionário Público? Sim (_____) Não (_____)
Em caso afirmativo, qual categoria? __________________________________________
É Sindicalizado? Sim (_____) Não (_____) Qual Sindicato? ______________________
_______________________________________________________________________
Em caso afirmativo, tem alguma atuação no seu sindicato? Sim (_____) Não (_____)
Em caso Negativo, Por quê? ________________________________________________
_______________________________________________________________________
Observações: ____________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

“Quem sabe mais se organiza e luta melhor!!!”
Rua Wenceslau Brás nº 78 1º Andar – Sala 113 - Centro – CEP 01016-000 - São Paulo – S.P. – Telefone 055 11 3106 5531.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Juventude que ousa lutar, constrói o projeto popular


Márcia Castro*

Esta Campanha da Fraternidade nos chama a desenvolver práticas em favor dos jovens. Por este motivo o tema do Grito dos excluídos de 2013 tem a Juventude no centro dessa manifestação. Foi definido na última semana pela a coordenação do Grito com contribuições vindas de todo o Brasil. “Juventude que ousa lutar, constrói o projeto popular” é o lema do 19º Grito dos Excluídos que acontece em 07 de setembro. 
Você sabe o que é o Grito dos Excluídos? É uma manifestação popular, um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. É realizado em um conjunto de manifestações realizadas no Dia da Pátria tentando chamar à atenção da sociedade para as condições de exclusão social na sociedade brasileira.
O Grito é parte do processo da 5ª Semana Social Brasileira que temos mencionado frequentemente neste programa. No ano passado trouxe o lema: Queremos um Estado a serviço da Nação, que garanta direitos a toda população!
Vale retomar que as Semanas Sociais Brasileiras (SSBs)  fermentam a vida da sociedade ao promover a conscientização sobre a conjuntura do momento em que vivemos; contribui para o desenvolvimento do senso crítico, a mobilização, a participação e a ação de conjunto. O Grito dos Excluídos é uma mobilização que é fruto da SSBs e ocorre anualmente em âmbito nacional. Brotou da necessidade de concretizar os debates da 2ª Semana Social Brasileira com o tema Brasil, alternativas e protagonistas. O Grito é promovido pela Pastoral Social da Igreja Católica e desde o início conta com numerosos parceiros ligados às demais Igrejas do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), aos movimentos sociais, entidades e organizações.  O Grito nasceu também como uma forma de dar continuidade à reflexão da Campanha da Fraternidade de 1995, cujo lema – Eras tu, Senhor – abordava o tema Fraternidade e Excluídos. A data nos remete a reflexão de que o Dia da Pátria não pode ser uma independência politicamente formal. A verdadeira independência passa pela soberania da nação. Um país soberano implementa políticas públicas de forma autônoma e livre. Relações economicamente solidárias e justiça social são dois requisitos indispensáveis para uma verdadeira independência. A proposta é trazer o povo das arquibancadas para a rua. O Grito propõe um patriotismo ativo, disposto a expor os problemas do país e debater seriamente seu destino. É um momento oportuno para o exercício da verdadeira cidadania (http://www.gritodosexcluidos.org) e colocar a vida em primeiro lugar.
Nos últimos anos a temática dos direitos da juventude avançou no cenário político brasileiro, com a criação em 2005 do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE) e do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (PROJOVEM). O Governo Federal passou a ser o responsável pela criação de programas e ações voltadas para a juventude. É necessário efetivar as políticas públicas formuladas nos espaços de participação, como as duas Conferências Nacionais de Juventude que aconteceram em 2008 e 2011. Tais Conferências recomendam políticas públicas relacionadas ao trabalho, à cultura, à educação, ao esporte, ao lazer, ao meio ambiente, à vida segura, à saúde e a várias outras demandas de fundamental importância para a concretização e possibilidade de vivência dos direitos.
 Cabe ao poder público estimular e garantir o protagonismo da juventude nos aspectos políticos, desde o levantamento das demandas, elaboração e efetivação das políticas públicas, até a fiscalização e avaliação. Cabe aos cidadãos, o desenvolvimento da consciência política e o exercício constante do olhar crítico sobre essas políticas públicas, a fim de que correspondam sempre às suas necessidades básicas.
Reúna-se com os jovens da sua comunidade e diga a eles que o lema do Grito dos Excluídos se refere a Juventude e que a coordenação nacional da 5ª Semana Social Brasileira (SSB) desenvolveu um   vídeo sobre a participação da juventude com o objetivo de mostrar como os jovens brasileiros podem se mobilizar. Esse vídeo está disponível no site www.semanasocialbrasileira.org.br. Se você, querido ouvinte, tem dificuldade de acessar a internet, os jovens irão com mais facilidade acessar. Após assistirem juntos, conversem sobre o assunto e descubram os caminhos da participação.

*Membro da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo.
Programa apresentado na Rádio 9 de julho em 01/03/2013.