Blog da Pastoral de Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo (São Paulo/SP)
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
A farra com o dinheiro do povo ou a podridão das instituições brasileiras
Os acontecimentos políticos do início deste ano de 2011 não poderiam ser mais reveladores do que vem ocorrendo no Brasil durante todos esses anos de vida republicana: um país marcado pela corrupção e podridão das suas instituições e descompromisso dos governantes com a vida do povo.
A começar pelo aumento acintoso, descabido e criminoso dos salários de deputados, senadores, ministros, presidente, governadores, vereadores. Um assalto aos cofres públicos! Assalto amparado pelo Poder Judiciário porque seus ministros se locupletam com tal medida, ajudando a afanar o povo. Ante tal disparate, impossível ser mais contundente do que a atitude de um bispo (cujo teor publicamos a seguir), embora tal notícia já tenha percorrido o país.
É bom lembrar:
"Bispo recusa comenda e impõe constrangimento ao Senado Federal"
"Num plenário esvaziado, o bispo cearense de Limoeiro do Norte, Dom Manuel Edmilson Cruz, impôs ontem um espetacular constrangimento ao Senado Federal.
Dom Manuel chegou a receber a placa de referência da Comenda dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara das mãos do senador Inácio Arruda (PCdoB/CE). Mas, ao discursar, ele recusou a homenagem em protesto ao reajuste de 61,8% concedido pelos próprios deputados e senadores aos seus salários.
"A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Hélder Câmara. Desfigura-a, porém. De seguro, sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la'."
É preciso dizer mais?
Agora nos chega outra notícia reveladora do compromisso prioritário do governo com os interesses do capital predador da natureza: o projeto para construção de dezenas de usinas nucelares no país. Outra vez me utilizo de um artigo - do Roberto Malvezzi - como ilustrador:
As Nucleares no São Francisco
Roberto Malvezzi (Gogó)
O governo Lula, agora Dilma, realmente decidiu arrancar dos porões da ditadura militar suas principais obras. Além da transposição do São Francisco, barragens e outras grandes obras de infra-estrutura, agora ressuscita o desenvolvimento da energia nuclear no Brasil.
Combatida no mundo inteiro, recuou nos países da Europa, sobretudo depois do acidente de Chernobyl, onde a nuvem radioativa, além de causar uma tragédia na região, ameaçou pairar sobre a Europa.
No Brasil tivemos a dimensão do que pode ser com o simples fato de uma família de recicladores se encantar com um objeto luminoso em Goiânia, contaminando a si mesma e a região ao seu redor.
Temos ainda a experiência desastrosa das duas usinas atômicas de Angra dos Reis. Com muito custo, pouca utilização e ameaças constantes pela instabilidade da própria obra de engenharia, as usinas já serão desmontadas por esgotarem o prazo de validade de aproximadamente 40 anos.
Os rejeitos, fruto do "descomissionamento" - desligamento, desmontagem e armazenamento -, continuarão radiativos por aproximadamente mil anos.
As águas subterrâneas de Caetité, Bahia, onde estão nossas jazidas de urânio, estão contaminadas por radioatividade.
Agora o governo fala em construir pelo menos 50 usinas atômicas no Brasil, claro, começando pelo rio São Francisco. Certamente, nosso Velho Chico é mesmo a lixeira do Brasil. O lugar ideal seria Belém do São Francisco, divisa do Sub-médio São Francisco com o Baixo, próximo às antigas cachoeiras de Paulo Afonso. O argumento é que ali vivem poucas pessoas (sic!), que já existe uma rede de distribuição de energia instalada e, claro, tem as águas do São Francisco. Além do mais, está próximo do Raso da Catarina, uma região pouco habitada, onde só Lampião sabia viver, considerada ideal como depósito de rejeitos.
Particularmente sou favorável a construção de nucleares, desde que a primeira seja feita na Praça da Sé, São Paulo. A segunda na praia de Ipanema, Rio de Janeiro. E a terceira, evidentemente, na Praça dos Três Poderes, Brasília. Se ali for seguro, então é seguro para o resto do Brasil.
Um final de artigo um tanto quanto irônico, mas contundente.
É doloroso ver essa cambada vir a público fazendo de conta que defende os interesses dos trabalhadores, como no caso do bate-boca em torno de alguns pingados reais a serem acrescidos ao mísero salário mínimo. Salário mínimo que deveria garantir a sobrevivência de milhões de brasileiros. Brasileiros que trabalharam 35, 40 e até 50 anos construindo as riquezas deste país.
Aos que produzem riquezas e constroem o país, migalhas. Aos sanguessugas da nação, milhões de reais que são retirados do orçamento para engordar seus salários astronômicos ou para garantir muita grana para empreiteiras ávidas de lucro fácil e, por cima, colocando em risco a vida do povo.
Se considerarmos as iniciativas do Legislativo, o apoio do Judiciário e os planos do Executivo podemos afirmar que realmente as instituições estão apodrecidas.
Diante dessa situação de degradação ficam algumas reflexões: será que o movimento social vai majoritariamente permanecer na expectativa dos rumos do governo Dilma com seus braços cruzados, como se nada disso tivesse a ver com a vida do povo? Será que iremos conviver mais oito anos na passividade, na cumplicidade das centrais sindicais e de outros movimentos, como aconteceu durante todo o governo Lula?
A saída está nas mãos do povo. Mas para isto é necessário que cada cidadão e cidadã consciente bote a boca no trombone, denuncie, explique, convoque à participação ao lado dos setores do movimento social que permanecem fiéis às lutas pelos direitos do povo.
Waldemar Rossi é metalúrgico aposentado e coordenador da Pastoral Operária da Arquidiocese de São Paulo.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Casa Comunitária Sagrada Família e o Bom Samaritano
Acesse o site www.familiamissionaria.com.br e no espaço Bom Samaritano está a reportagem realizada na Casa Comunitária Sagrada Família. Ouça o Programa que foi ao ar no último Sábado (29/01) pela rádio 9 de Julho disponível no site.
Agradecemos a equipe do Site Família Missionária.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Ele conta com os mansos
J. Thomaz Filho
A história tem mostrado que a posse da terra tem sido sempre conflituosa: alguém expulsa alguém e ali se põe como dono. O próprio povo escolhido viveu essa luta e a interpretou como bênção de Deus. A conquista da terra prometida, onde era pra correr leite e mel, durou apenas parte de sua história. O povo teve até reis para defenderem sua conquista, mas a história também lhe foi implacável: reis mais fortes invadiram, tomaram conta, exilaram o povo, destruíram até o templo. A fidelidade no exílio não foi de todos e o resto que voltou reorganizou-se, mas já não conseguiu mais o tão sonhado antigo esplendor.
Jesus conhecia muito bem essa história. As expectativas de um messias restaurador não lhe eram estranhas. Mas Jesus não era superficial na leitura dos profetas, percebia, também muito bem, por onde passa a vontade do Pai (Lc 4,16-21).
É evidente que Jesus frustrou os belicosos, os saudosistas, os mercenários, os purpurados. É evidente que rejeitou os sacrifícios (Is 1,10-17; Jr 6,20; Os 6,1-6; Mc 12,28-34). Jesus radicalizou a ousadia de Abraão (Gn 22,1-13), que se recusou a oferecer uma vida humana em holocausto. Jesus afrontou o descalabro da saúde pública do seu tempo escolhendo para sinais da chegada do novo Reino e de sua própria autoridade, sobretudo as vidas humanas abandonadas (Mt 8,1-4; 8,28-32; 9,1-8; Mc 5,25-34; 7,31-37). Em nome da vida enfrentou a própria lei (Jo 8,1-11).
Um messias diferente, a serviço da vida! Um messias surpreendente. Sem armas (Lc 22,47-51; Mt 26,47-53), sem subterfúgios (Jo 10,32-39), manso (Mt 11,28-30). Mas de uma mansidão ativa (Mc 11,27-33; 12,13-17; 12,18-27; Lc 19,1-10; Jo 8,1-11), de uma mansidão que respeita o tempo do outro e lhe provoca o encontro com o mais profundo de si mesmo (Jo 4,1-26.39-42), de uma mansidão que vence os próprios preconceitos e se abre para a nobreza do outro (Mc 7,24-30).
Jesus é manso, conta com os mansos, nos desafia a ser mansos: a felicidade vai vigorar, o reino vai se implantando na medida em que os mansos possuírem a terra!
Não se trata da posse do mercado ou da ganância, mas de uma posse sem dominação e sem cartório. Posse apenas como domínio, como o modo de ser do Senhor, à sua semelhança. É o modo de posse de quem se sabe pobre, e não de quem se acha o dono. Não se trata, pois, da posse dos ricos, dos que se enriquecem com a terra como se a eles, e só a eles, pertencesse, porque têm armas para se defenderem e leis para se protegerem. É o modo de posse que dá dignidade a terra, porque o tratamento que aqui implanta é como se fosse o do céu. Nesse tipo de posse a organização da terra toma os conselhos do céu e procura resolver os problemas, os conflitos e as contradições – que sempre hão de existir, porque se trata de convivência humana! –, resolvê-los de modo a refletir o sonho do céu, de felicidade plena para todos, sonho que é o grande desafio posto para nós, e que dá sentido à nossa liberdade. Quem se deixa seduzir por essa perspectiva respira sabedoria com os ares da felicidade.
Os mansos não se gastam com tantos bens a proteger, não juntam pra si (Lc 12,16-21), têm consciência do provisório do nosso tempo (Mt 6,19-21), alargam a mesa da partilha. Bendita a terra em suas mãos!
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
IRBEM Indicadores de Referência do Município de São Paulo
Levantar e monitorar indicadores sobre a satisfação com a qualidade de vida na cidade, condições de moradia, avaliação de serviços e de instituições públicas.
O objetivo da construção do IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município) é orientar ações de empresas, organizações, governos e toda a sociedade, considerando como foco principal o bem-estar das pessoas.
A pesquisa traz dados importantíssimos e objetivos sobre a realidade da cidade.
Conheça-os, reflita-os e colabore.
Os organizadores desta pesquisa têm plena consciência de que somente a participação da população junto aos administradores pode melhorar a qualidade de vida dos paulistanos.
As próximas eleições são municipais e a câmara municipal foi eleita pela 3a vez como a instituição menos confiável de SP. Lembre-se disso ao escolher seu vereador!
O 10o. Plano de Pastoral nos convida a sermos discípulos e missionários de Jesus Cristo em nossa cidade. Conheça suas virtudes e deficiências.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Boa nova - ética no STF

Todos nós ficamos estarrecidos ao se deparar com as manobras para inocentar o Deputado, mais uma vez eleito pelos paulistas, Paulo Maluf...Mas, surge uma luz no fim do túnel.
A Associação Brasileira dos Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe) decidiu começar uma campanha para que o juiz maranhense Márlon Reis seja o próximo integrante da mais alta corte do país. Ele é um dos coordenadores do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), rede que congrega 50 entidades e foi responsável pelo projeto que deu origem à Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10).
A indicação de um ministro do STF cabe exclusivamente ao presidente da República. Depois da indicação, ele é aprovado após sabatina no Senado Federal. O que a Abramppe pretende é forçar uma participação maior da sociedade civil na escolha dos ministros do STF.
Fonte: congressoemfoco.com.br
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Após o aumento dos nobres deputados, chegou a vez dos nobres vereadores
Pela Constituição federal, o aumento só poderia ser dado a partir de 2013, quando começa a nova legislatura; o decreto legislativo de 1992, entretanto, abriu brecha há 19 anos pelo ex-presidente da Casa Paulo Kobayashi.
PARA ONDE VAI
Cofres públicos
R$ 76,6 milhões será o custo anual com salários e gasto de pessoal dos 55 vereadores da
cidade de São Paulo
Salário
R$ 15.030 por mês
Verba de gabinete
R$ 14,8 mil por mês
Contratação de até 19 assessores
R$ 84,4 mil mensais
Custo mensal
R$ 114 mil
Custo anual
R$ 1,4 milhão.
Fonte: estadao.com.br
Você pode enviar um e-mail para o seu vereador e informá-lo se você concorda ou não com esse aumento.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Campanha da Fraternidade 1985,com o tema “Fraternidade e Fome”

Em 1985, realizou-se a Campanha da Fraternidade com o tema “Fraternidade e Fome” e o lema “Pão para quem tem fome”. Em 1988, foi promulgada a Constituição brasileira, que em seu artigo 3, inciso III define como um dos “objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil”, “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”.
Uma das funções da Campanha da fraternidade é sensibilizar toda a sociedade, e também os governantes para esse importantíssimo problema. Isso está muito relacionado com o que a Constituição determinou três anos depois, em 1988.
Esse artigo da constituição não determina como combater a pobreza, não estabelece os meios, apenas determina um objetivo. À primeira vista, pode parecer uma norma sem nenhuma eficácia, mas isso não é verdade. Realmente, para ter todos os seus efeitos, é necessário que alguma lei determine os meios para combater a pobreza. Mas, de acordo com a doutrina do direito, a existência dessa norma impõe ao governo e a toda a sociedade a obrigação de agir com esse objetivo.
Artigo escrito por Filipe Brant
Membro da Pastoral Fé e Política
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Bispo emérito de Limoeiro do Norte recusa comenda concedida pelo Senado
O bispo emérito de Limoeiro do Norte (CE), dom Manuel Edmilson da Cruz, 86, recusou a Comenda de Direitos Humanos Dom Helder Camara, entregue hoje, 21, no Senado Federal, a pessoas que se destacaram na defesa dos Direitos Humanos. Dom Edmilson, que teve seu nome indicado pelo senador Inácio Arruda (CE), disse que receber a Comenda seria “um desrespeito aos direitos humanos do contribuinte” por causa do aumento de 61% do salário que os parlamentares se deram na semana passada.
“A condecoração hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Camara. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os Senhores e Senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la!”, disse o bispo.
Para dom Edmilson, o aumento do salário recebido pelos parlamentares deveria ser na mesma proporção do aumento do salário mínimo e do aposentado. “O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e da aposentadoria. Isto não acontece. O que acontece, repito, é um atentado contra os Direitos Humanos do nosso povo”.
Além de dom Edmilson, foram condecorados o bispo emérito de São Felix do Araguaia (MT), dom Pedro Casaldáliga; os defensores públicos, Wagner de La Torre e Antônio Roberto Cardoso e o deputado estadual do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo. A escolha dos nomes foi feita pelo Conselho da Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, e pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal (CDH).
Confira a íntegra do discurso de dom Edmilson
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Discurso de Dom Manuel Edmilson da Cruz, Bispo Emérito da Diocese de Limoeiro do Norte – CE, durante a outorga da Comenda de Direitos Humanos Dom Helder Camara, conferida pelo Senado Federal, no dia 21 de dezembro de 2010
A surpresa chegou aos meus ouvidos à noitinha, quinta-feira 16 de dezembro. Como o alvorecer da aurora e a vibração cantante de um bom-dia. Mais que surpresa: era como se alguém de extraordinária generosidade tivesse enfocado uma libélula projetando a sua leveza e levando-a a atingir as proporções de um águia ou de um condor.
Passa por esse crivo o meu cordial agradecimento ao senhor Senador Inácio Arruda, aos seus ilustres Pares que o apoiaram e a todo Congresso Nacional.
Pensei, em vista dos meus oitenta e seis anos, em receber essa honraria por meio de um representante. Mas Congresso Nacional merece respeito. Verdadeiro Congresso Nacional é sinal de verdadeira democracia.
A honrosa condecoração, porém, dos Pais da “Pátria”, (como diriam os Romanos “Patres Conscripti”), me faz refletir. Precatórios que se arrastam por décadas; aposentados, idosos com suas aposentadorias reduzidas; salários mínimos que crescem em ritmo de lesmas... depois de três meses de reivindicações e de greves, os condutores de ônibus do transporte coletivo urbano de Fortaleza, dos cerca de 26% de aumento pretendido, mal conseguiram e a duras penas, pouco mais de 6%, quer para a categoria, quer para o povo, principalmente os pobres da quinta maior cidade do nosso Brasil.
Pois é exatamente neste momento que o Congresso Nacional aprova o aumento de 61% dos honorários de seus Parlamentares que em poucos minutos chegam a essa decisão e ao efeito cascata resultante e o impõe ao povo brasileiro, o seu, o nosso povo. O povo brasileiro, hoje de concidadãos e concidadãs, ainda os considera Parlamentares? Graças ao bom Deus há exceções decerto em tudo isso. Mas excetuadas estas, a justiça, a verdade, o pundonor, a dignidade e a altivez do povo brasileiro já tem formado o seu conceito. Quem assim procedeu não é Parlamentar. É para lamentar. Prova disto? Colha na Internet.
Bem verdade é que a realidade não é assim tão simples e a desproporção numérica, um dado inarredável. Já existe – e é de uma grandeza bem aventurada! – o SUS; o bolsa família. Aí estão trinta milhões de brasileiros, que da linha de pobreza, às vezes até da indigência, alcançaram a classe média. É verdade a atuação do Ministério da Saúde. Existe o Ministério da Integração Nacional. É verdade! Mas não são raros os casos de pacientes que morreram de tanto esperar o tratamento de doença grave, por exemplo, de câncer, marcado para um e até para dois anos após a consulta. Maldita realidade desumana, desalmada! Ela já é em si uma maldição. E me faz proclamar em pleno Congresso Nacional, como já o fiz em Assembléia Estadual e em Câmara Municipal: Quem vota em político corrupto está votando na morte! Mesmo que ele paradoxalmente seja também uma pessoa muito boa, um grande homem. Ainda não do porte de um Nelson Mandela que, ao ser empossado Presidente da República do seu país, reduziu em 50% o valor dos seus honorários.
Considerações finais
Senhores e Senhoras,
Sinto-me primeiro, perplexo; depois, decidido. A condecoração hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Camara. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os Senhores a Senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la! Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão, a cidadã contribuintes para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade do seu trabalho. É seu direito exigir justiça e eqüidade em se tratando de honorários e de salários. Se é seu direito e eu aceitar, estou procedendo contra os Direitos Humanos. Perderia todo o sentido este momento histórico. O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e da aposentadoria. Isto não acontece. O que acontece, repito, é um atentado contra os Direitos Humanos do nosso povo.
A atitude que acabo de assumir, assumo-a com humildade. A todos suplico compreensão e a todos desejo a paz com os meus sinceros votos e uma oração por um abençoado e Feliz Natal e um próspero e Feliz Ano Novo!
DEUS SEJA BENDITO PARA SEMPRE!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Nascer a partir do Encontro com o Cristo - Parte III (Agir)

Dando sequência a reflexão sobre o que o 10o. Plano de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo traz sobre o Nascer, refletimos neste texto a partir das motivações que o Plano traz sobre o Agir.
A missão pastoral a partir do Documento de Aparecida convoca-nos a contemplar, nos rostos sofredores de nossos irmãos, o rosto de Cristo e a servi-lo neles. “De nossa fé em Cristo nasce também à solidariedade como atitude permanente de encontro, irmandade e serviço” (DAp 393-394). Na concretização deste Plano de Pastoral, queremos dar atenção aos migrantes e imigrantes; moradores de rua; doentes e enfermos; dependentes químicos; detidos e egressos do sistema prisional; crianças, adolescentes e jovens; populações indígenas; e desempregados (DAp 407-430). “Eles desafiam o núcleo do trabalho da Igreja, da pastoral e de nossas atitudes cristãs” (DAp 394).
Nosso Cardeal, D. Odilo, constata que é uma exigência evangélica “redescobrir o valor da própria fé, a razão da pertença à Igreja e a alegria de crer. Uma fé apenas superficial é como planta sem raiz profunda que, ao primeiro sol quente, seca, ou é arrancada pelo vento forte. Nossa fé é preciosa. [...] A nova atitude missionária, tão necessária à Igreja Católica no Brasil, vai ser possível somente se houver católicos profundamente apaixonados por Jesus Cristo e serenamente amantes da sua Igreja. E disso nascerão também os desejados novos frutos da fé, através do testemunho da caridade e do serviço à sociedade e da edificação do mundo, segundo as propostas e valores do reino de Deus”
O 10º. Plano quer anunciar e testemunhar a alegria e a esperança que nascem do encontro com o Senhor pela fé. “Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber. Tê-lo encontrado foi o melhor que aconteceu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (DAp 29).
Neste tempo de reflexão que o Natal nos convida, reflitamos sobre o quanto foi possível refletir, discutir e praticar essas motivações do Plano de Pastoral. Esse é o Plano norteador das ações entre 2009 a 2012. Estamos na metade da Jornada.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Conheça os deputados que votaram contra (Não) e a favor (Sim) da proposta de reajuste salarial
Anote o nome de seu parlamentar e acompanhe o seu mandato.
Tão ou ainda mais importante do que as eleições para o Executivo,
são as eleições para o Legislativo,
lembre-se disso!
Acre (AC)
Flaviano Melo (PMDB) Sim
Henrique Afonso (PV) Não
Sergio Petecão (PMN) Sim
Total Acre: 3
Alagoas (AL)
Antonio Carlos Chamariz (PTB) Sim
Benedito de Lira (PP) Sim
Francisco Tenorio (PMN) Sim
Givaldo Carimbão (PSB) Sim
Joaquim Beltrão (PMDB) Sim
Maurício Quintella Lessa (PR) Sim
Total Alagoas: 6
Amapá (AP)
Evandro Milhomen (PCdoB) Sim
Janete Capiberibe (PSB) Sim
Jurandil Juarez (PMDB) Sim
Sebastião Bala Rocha (PDT) Sim
Total Amapá: 4
Amazonas (AM)
Átila Lins (PMDB) Sim
Rebecca Garcia (PP) Sim
Silas Câmara (PSC) Sim
Total Amazonas: 3
Bahia (BA)
Alice Portugal (PCdoB) Sim
Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) Sim
Claudio Cajado (DEM) Sim
Colbert Martins (PMDB) Sim
Daniel Almeida (PCdoB) Sim
Edson Duarte (PV) Sim
Fábio Souto (DEM) Sim
Félix Mendonça (DEM) Sim
Geraldo Simões (PT) Sim
João Carlos Bacelar (PR) Sim
João Leão (PP) Sim
Jorge Khoury (DEM) Sim
José Carlos Aleluia (DEM) Sim
José Carlos Araújo (PDT) Sim
José Rocha (PR) Sim
Luiz Alberto (PT) Sim
Luiz Bassuma (PV) Não
Márcio Marinho (PRB) Sim
Marcos Medrado (PDT) Sim
Mário Negromonte (PP) Sim
Maurício Trindade (PR) Sim
Nelson Pellegrino (PT) Sim
Paulo Magalhães (DEM) Sim
Roberto Britto (PP) Sim
Sérgio Barradas Carneiro (PT) Sim
Sérgio Brito (PSC) Sim
Severiano Alves (PMDB) Sim
Uldurico Pinto (PHS) Sim
Veloso (PMDB) Sim
Walter Pinheiro (PT) Sim
Zezéu Ribeiro (PT) Sim
Total Bahia: 31
Ceará (CE)
Aníbal Gomes (PMDB) Sim
Ariosto Holanda (PSB) Sim
Eugênio Rabelo (PP) Sim
Flávio Bezerra (PRB Sim
José Guimarães (PT) Sim
Paulo Henrique Lustosa (PMDB) Sim
Zé Gerardo (PMDB) Sim
Total Ceará: 7
Distrito Federal (DF)
Alberto Fraga (DEM) Sim
Augusto Carvalho (PPS) Não
Jofran Frejat (PR) Sim
Magela (PT) Não
Tadeu Filippelli (PMDB) Sim
Total Distrito Federal: 5
Espírito Santo (ES)
Camilo Cola (PMDB) Sim
Capitão Assumção (PSB) Não
Jurandy Loureiro (PSC) Sim
Lelo Coimbra (PMDB) Não
Manato (PDT) Sim
Rita Camata (PSDB) Sim
Sueli Vidigal (PDT) Não
Total Espírito Santo: 7
Goiás (GO)
Carlos Alberto Leréia (PSDB) Sim
Luiz Bittencourt (PMDB) Sim
Marcelo Melo (PMDB) Sim
Pedro Wilson (PT) Sim
Professora Raquel Teixeira (PSDB) Sim
Roberto Balestra (PP) Sim
Total Goiás: 6
Maranhão (MA)
Davi Alves Silva Júnior (PR) Sim
Gastão Vieira (PMDB) Sim
Julião Amin (PDT) Sim
Pedro Fernandes (PTB) Sim
Pedro Novais (PMDB) Sim
Pinto Itamaraty (PSDB) Sim
Professor Setimo (PMDB) Sim
Ribamar Alves (PSB) Sim
Waldir Maranhão (PP) Sim
Zé Vieira PR (Sim)
Total Maranhão: 10
Mato Grosso (MT)
Carlos Abicalil (PT) Sim
Carlos Bezerra (PMDB) Sim
Eliene Lima (PP) Sim
Homero Pereira (PR) Sim
Thelma de Oliveira (PSDB) Sim
Valtenir Pereira (PSB) Sim
Wellington Fagundes (PR) Sim
Total Mato Grosso: 7
Mato Grosso do Sul (MS)
Antônio Carlos Biffi (PT) Sim
Antonio Cruz (PP) Sim
Dagoberto (PDT) Sim
Geraldo Resende (PMDB) Sim
Marçal Filho (PMDB) Sim
Nelson Trad (PMDB) Sim
Vander Loubet (PT) Não
Waldemir Moka (PMDB) Sim
Total Mato Grosso do Sul: 8
Minas Gerais (MG)
Ademir Camilo (PDT) Sim
Aelton Freitas (PR) Sim
Alexandre Silveira (PPS) Sim
Antônio Andrade (PMDB) Sim
Antônio Roberto (PV) Sim
Aracely de Paula (PR) Sim
Bilac Pinto (PR) Sim
Carlos Willian (PTC) Sim
Ciro Pedrosa (PV) Sim
Edmar Moreira (PR) Sim
Eduardo Barbosa (PSDB) Sim
Fábio Ramalho (PV) Sim
Gilmar Machado (PT) Sim
Humberto Souto (PPS) Sim
Jairo Ataide (DEM) Sim
Jô Moraes (PCdoB) Sim
João Magalhães (PMDB) Sim
José Santana de Vasconcellos (PR) Sim
Júlio Delgado (PSB) Sim
Lael Varella (DEM) Sim
Leonardo Quintão (PMDB) Sim
Luiz Fernando Faria (PP) Sim
Márcio Reinaldo Moreira (PP) Sim
Marcos Lima (PMDB) Sim
Marcos Montes (DEM) Sim
Maria Lúcia Cardoso (PMDB) Sim
Mário Heringer (PDT) Sim
Mauro Lopes (PMDB) Sim
Miguel Martini (PHS) Sim
Narcio Rodrigues (PSDB) Sim
Odair Cunha (PT) Sim
Paulo Abi-Ackel (PSDB) Sim
Paulo Piau (PMDB) Sim
Reginaldo Lopes (PT) Sim
Silas Brasileiro (PMDB) Sim
Virgílio Guimarães (PT) Sim
Vitor Penido (DEM) Sim
Total Minas Gerais: 37
Pará (PA)
Ann Pontes (PMDB) Sim
Asdrubal Bentes (PMDB) Sim
Bel Mesquita (PMDB) Sim
Beto Faro (PT) Sim
Elcione Barbalho (PMDB) Sim
Gerson Peres (PP) Sim
Giovanni Queiroz (PDT) Sim
Lira Maia (DEM) Sim
Lúcio Vale (PR) Sim
Paulo Rocha (PT) Sim
Wladimir Costa (PMDB) Sim
Zé Geraldo (PT) Sim
Zenaldo Coutinho (PSDB) Sim
Total Pará: 13
Paraíba (PB)
Armando Abílio (PTB) Sim
Luiz Couto (PT) Não
Major Fábio (DEM) Não
Manoel Junior (PMDB) Sim
Marcondes Gadelha (PSC) Sim
Rômulo Gouveia (PSDB) Sim
Vital do Rêgo Filho (PMDB) Sim
Wellington Roberto (PR) Sim
Wilson Braga (PMDB) Sim
Total Paraíba: 9
Paraná (PR)
Alceni Guerra (DEM) Sim
Alex Canziani (PTB) Sim
Alfredo Kaefer (PSDB) Não
Andre Vargas (PT) Sim
Angelo Vanhoni (PT) Sim
Assis do Couto (PT) Não
Cassio Taniguchi (DEM) Sim
Cezar Silvestri (PPS) Sim
Dilceu Sperafico (PP) Sim
Gustavo Fruet (PSDB) Não
Luiz Carlos Hauly (PSDB) Sim
Luiz Carlos Setim (DEM) Sim
Marcelo Almeida (PMDB) Não
Moacir Micheletto (PMDB) Sim
Nelson Meurer (PP) Sim
Odílio Balbinotti (PMDB) Sim
Osmar Serraglio (PMDB) Sim
Ratinho Junior (PSC) Sim
Reinhold Stephanes (PMDB) Não
Ricardo Barros (PP) Sim
Rodrigo Rocha Loures (PMDB) Sim
Takayama (PSC) Não
Wilson Picler (PDT) Sim
Total Paraná: 23
Pernambuco (PE)
Ana Arraes (PSB) Sim
Bruno Rodrigues (PSDB) Sim
Carlos Eduardo Cadoca (PSC) Sim
Eduardo da Fonte (PP) Sim
Fernando Coelho Filho (PSB) Sim
Fernando Ferro (PT) Sim
Gonzaga Patriota (PSB) Sim
Inocêncio Oliveira (PR) Não votou porque estava presidindo a sessão
José Mendonça Bezerra (DEM) Sim
Maurício Rands (PT) Sim
Pedro Eugênio (PT) Sim
Raul Henry (PMDB) Sim
Raul Jungmann (PPS) Não
Wolney Queiroz (PDT) Sim
Total Pernambuco: 14
Piauí (PI)
Átila Lira (PSB) Sim
Ciro Nogueira (PP) Sim
José Maia Filho (DEM) Sim
Júlio Cesar (DEM) Sim
Marcelo Castro (PMDB) Sim
Osmar Júnior (PCdoB) Sim
Paes Landim (PTB) Sim
Total Piauí: 7
Rio de Janeiro (RJ)
Alexandre Santos (PMDB) Sim
Antonio Carlos Biscaia (PT) Sim
Bernardo Ariston (PMDB) Sim
Carlos Santana (PT) Sim
Chico Alencar (PSOL) Não
Cida Diogo (PT) Não
Dr. Adilson Soares (PR) Sim
Dr. Paulo César (PR) Sim
Edmilson Valentim (PCdoB) Sim
Edson Ezequiel (PMDB) Sim
Eduardo Cunha (PMDB) Sim
Fernando Gabeira (PV) Não
Filipe Pereira (PSC) Sim
Geraldo Pudim (PR) Sim
Hugo Leal (PSC) Sim
Indio da Costa (DEM) Sim
Jair Bolsonaro (PP) Sim
Léo Vivas (PRB) Sim
Nelson Bornier (PMDB) Sim
Paulo Rattes (PMDB) Sim
Rodrigo Maia (DEM) Sim
Silvio Lopes (PSDB) Abstenção
Simão Sessim (PP) Sim
Solange Almeida (PMDB) Sim
Solange Amaral (DEM) Sim
Vinicius Carvalho (PTdoB) Sim
Total Rio de Janeiro: 26
Rio Grande do Norte (RN)
Henrique Eduardo Alves (PMDB) Sim
Rogério Marinho (PSDB) Sim
Total Rio Grande do Norte: 2
Rio Grande do Sul (RS)
Cláudio Diaz (PSDB) Sim
Darcísio Perondi (PMDB) Sim
Emilia Fernandes (PT) Abstenção
Fernando Marroni (PT) Sim
Germano Bonow (DEM) Sim
José Otávio Germano (PP) Sim
Luciana Genro (PSOL) Não
Luis Carlos Heinze (PP) Sim
Marco Maia (PT) Sim
Mendes Ribeiro Filho (PMDB) Sim
Osmar Terra (PMDB) Sim
Paulo Pimenta (PT) Não
Paulo Roberto Pereira (PTB) Sim
Pompeo de Mattos (PDT) Sim
Renato Molling (PP) Sim
Sérgio Moraes (PTB) Sim
Vieira da Cunha (PDT) Sim
Vilson Covatti (PP) Sim
Total Rio Grande do Sul: 18
Rondônia (RO)
Agnaldo Muniz (PSC) Abstenção
Eduardo Valverde (PT) Não
Ernandes Amorim (PTB) Não
Mauro Nazif (PSB) Não
Moreira Mendes (PPS) Sim
Total Rondônia: 5
Roraima (RR)
Angela Portela (PT) Sim
Edio Lopes (PMDB) Sim
Francisco Rodrigues (DEM) Sim
Luciano Castro (PR) Sim
Marcio Junqueira (DEM) Sim
Maria Helena (PSB) Sim
Total Roraima: 6
Santa Catarina (SC)
Angela Amin (PP) Sim
Celso Maldaner (PMDB) Sim
Décio Lima (PT) Não
João Matos (PMDB) Sim
Mauro Mariani (PMDB) Sim
Paulo Bauer (PSDB) Sim
Valdir Colatto (PMDB) Sim
Vignatti (PT) Sim
Zonta (PP) Sim
Total Santa Catarina: 9
São Paulo (SP)
Abelardo Camarinha (PSB) Sim
Aldo Rebelo (PCdoB) Sim
Antonio Bulhões (PRB) Sim
Antonio Carlos Pannunzio (PSDB) Sim
Arnaldo Jardim (PPS) Sim
Beto Mansur (PP) Sim
Carlos Sampaio (PSDB) Sim
Carlos Zarattini (PT) Sim
Celso Russomanno (PP) Sim
Devanir Ribeiro (PT) Sim
Dr. Nechar (PP) Sim
Dr. Talmir (PV) Não
Dr. Ubiali (PSB) Sim
Edson Aparecido (PSDB) Sim
Emanuel Fernandes (PSDB) Não
Fernando Chiarelli (PDT) Não
Francisco Rossi (PMDB) Sim
Guilherme Campos (DEM) Sim
Ivan Valente (PSOL) Não
Jilmar Tatto (PT) Sim
João Dado (PDT) Sim
Jorginho Maluly (DEM) Sim
José C Stangarlini (PSDB) Não
José Genoíno (PT) Sim
Lobbe Neto (PSDB) Sim
Luiza Erundina (PSB) Não
Marcelo Ortiz (PV) Sim
Milton Monti (PR) Sim
Milton Vieira (DEM) Sim
Nelson Marquezelli (PTB) Sim
Paes de Lira (PTC) Não
Paulo Pereira da Silva (PDT) Sim
Paulo Teixeira (PT) Sim
Regis de Oliveira (PSC) Não
Renato Amary (PSDB) Sim
Ricardo Tripoli (PSDB) Sim
Roberto Alves (PTB) Sim
Roberto Santiago (PV) Sim
Vanderlei Macris (PSDB) Sim
Vicentinho (PT) Sim
Walter Ihoshi (DEM) Sim
William Woo (PPS) Sim
Total São Paulo: 42
Sergipe (SE)
Iran Barbosa (PT) Não
José Carlos Machado (DEM) Sim
Pedro Valadares (DEM) Sim
Valadares Filho (PSB) Sim
Total Sergipe: 4
Tocantins (TO)
Eduardo Gomes (PSDB) Sim
João Oliveira (DEM) Sim
Laurez Moreira (PSB) Sim
Lázaro Botelho (PP) Sim
Moises Avelino (PMDB) Sim
NIlmar Ruiz (PR) Sim
Total Tocantins: 6
http://www.cebs-sul1.com.br/
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Nascer a partir do Encontro com o Cristo - Parte II (Julgar)

Nesse tempo do advento destacamos em postagem anterior (13/12) os pontos em que o 10º Plano de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo destacaram sobre o “nascer”, a partir do VER. Seguimos esta reflexão sobre o JULGAR.
Povo enviado a anunciar o Evangelho
A orientação de Jesus sobre a missão da Igreja segue passos bem claros: sair em busca de todos, indistintamente; proclamar o Evangelho; testemunhar e despertar a fé; fazer discípulos; batizá-los em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinar a cumprir tudo o que ele mandou. Assim o entendeu a Igreja nascente. Os Apóstolos e as primeiras comunidades cristãs estavam dispostos a dar a própria vida pelo anúncio do Evangelho.
Povo que caminha a serviço da vida, da justiça e da esperança
A ação missionária deve influenciar a construção de um tecido social pautado na garantia da vida, na prática da justiça, na esperança e na alegria, que nascem da fé e do discipulado, e que penetra a totalidade da vida. Finalmente, o que mais contribui para manifestar a presença de Deus é “a caridade fraterna dos fiéis que unanimemente colaboram com a fé do Evangelho e se apresentam como sinal de unidade” (GS 21e).
Povo chamado a ser sujeito de transformação social
O serviço de caridade caracteriza de maneira decisiva a vida cristã, o estilo eclesial e a programação pastoral, pois, do encontro com Cristo, nasce o encontro do outro. Uma das conseqüências do encontro com Cristo, pelo anúncio da boa nova, é a mudança das relações sociais e do meio ambiente em que cada batizado se encontra. O discípulo-missionário não se deixa escravizar pelas diferentes formas de consumismo individualista e de paternalismo, mas procura manifestar, em opções e gestos concretos de doação, sua opção pelo Reino de Deus.
O encontro pessoal com Cristo, fonte de missão e conversão pastoral
O discípulo-missionário não nasce da leitura de um livro e nem de uma decisão ética. Nasce “do encontro com um acontecimento, uma pessoa, que dá um novo horizonte à vida, e, com isso, uma orientação decisiva” (DCE 12). O encontro com o Ressuscitado conduz às dimensões profundas de nossa realidade e de nossa identidade de cristãos. “O acontecimento de Cristo é, portanto, o início desse sujeito novo que surge na história, a quem chamamos discípulo” (DCE 1). Pela força desse acontecimento, a comunidade eclesial revigora sua vocação missionária de anunciar e testemunhar o Senhor Ressuscitado, com renovado ardor e entusiasmo (cf. DAp 243).
Renovação das estruturas eclesiais, a serviço da missãoA renovação missionária das paróquias exige de todos imaginação e criatividade para chegar às multidões que desejam o Evangelho É, portanto, urgente a renovação de estruturas pastorais que nasceram em outras épocas(cf. DAp 173).
sábado, 18 de dezembro de 2010
Que choro é esse?
Que choro é esse que merece consolo? Que consolo é esse? Não se trata, portanto, da alegria que nos faz chorar. Não se trata do choro de alegria (Mt 5,4), pois este choro já traz em si uma satisfação, é reflexo dessa satisfação, é o choro da conquista, o choro por ter vencido a competição, por sentir-se reconhecido como melhor do que os outros. É o choro da satisfação que só inclui a mim mesmo e aos meus, tendo deixado tantos para trás! É o choro que traduz o riso dos fartos, dos que dão conta do recado, dos que já não precisam dos outros. Nem de Deus! Nem de consolo!
Não se trata tampouco da lamentação dos invejosos, que se roem por não terem chegado lá; do remorso dos imprevidentes, nunca dispostos a fazerem sua parte; da indignação dos trapaceiros, sempre competentes em dar o troco quando se vêem passados para trás.
Outro é o choro para o qual haverá consolo, o consolo do Reino, o consolo que não é sossego mas desafio e sustento para prosseguir.
É o choro que reclama pela alegria e a torna fecunda. Então é o choro de quem se sente ferido pela vida, mas decidido a tomar sua cama e andar (Mc 2,1-12); desprezado, mas empenhado em conseguir seu lugar ao sol (Lc 5,12-14); esquecido, mas com a teimosia de não entregar os pontos (Mc 5,25-34); desdenhado, mas perseverante na fé (Mc 3,1-6); pisado, mas zeloso por sua liberdade (Jo 9,1-38); incompreendido, mas paciente com os seus (Mc 8,27-38); visado, mas prudente e contundente frente a quem não quer ver (Jo 8,1-11); odiado, mas sereno, firme e intrépido diante da verdade (Lc 22,66-71); abandonado, mas confiante no Deus da Vida (Mc 15,33-39); é o choro de quem descobriu que assim não dá mais, propõe-se a mudar de rumo e dá os passos na nova direção (Lc 7,36-38), apesar do preconceito alimentado por seu passado (Lc 7,39-50); é o choro de quem perdeu, arrependeu-se e faz o caminho de volta (Lc 15,11-24), apesar de todo o descrédito e da inconformidade de seus irmãos (Lc 15,25-32); é o choro de quem se reconhece explorador dos semelhantes e procura retratar-se do mal causado (Lc 19,8-10), apesar da desconfiança e sarcasmo dos que o conheceram (Lc 19,1-7).
O consolo é para quem se arrepende (Mt 26,69-75; Lc 23,39-43), insiste (Mt 15,21-28), confia (Jo 11,17-27), mantém a esperança para si (Mt 9,27-31) e para os outros (Mt 9,32-33), para quem se dispõe à partilha (Jo 6,9), ao serviço (Mc 1,29-31), ao reparo do mal que foi feito (Lc 22,47-51); para quem se dá o direito de contar com uma nova chance (Jo 20,19-29).
Que consolo é esse? É o consolo de nos descobrirmos participantes do Reino, o consolo que faz brotarem os frutos do Reino, os frutos que Jesus madurou! O fruto do nosso compromisso, sem reservas, com a liberdade: correr o risco de provocar nos outros o exercício consciente e pleno dessa mesma liberdade, para assim também se integrarem no Reino. O que só é possível com o fruto de nossa maturidade no perdão – o dom permanente e pleno -, sem prerrequisitos, sem precondições, sem restrições, mesmo que nossos semelhantes se recusem a usar a mesma moeda. O fruto da inclusão de todos, que não é a simples tolerância à diferença, mas o cotidiano convívio dos diferentes. E o fruto da exigente sintonia com a vontade do Pai. Que desafiante a proposta do Reino, espelhada nas atitudes de Jesus!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Boa Nova - Prêmio Poesia e Liberdade 2010.
Prêmio Poesia e Liberdade 2010.
Cândido Mendes no Rio de Janeiro. O Prêmio foi instituído em 1983 e reconhece, anualmente, pessoas, organizações ou instituições que se destacam na luta pela justiça, paz e pelos direitos humanos.
A Pastoral Fé e Política sente-se orgulhosa de tê-lo como membro e mestre, nos fortalecendo com suas orações, textos para reflexões, carinho e dedicação que durante este ano de 2010 motivou-nos em nossas inquietudes.
Parabéns por este importante prêmio, mas, mais ainda, por ser e assumir o compromisso de ser
profeta e discípulo-missionário de Jesus Cristo.
Avaliação do 1o. Congresso de Leigos
acessem a notícia: http://www.claspnet.org.br/noticias/comissao-central-avalia-i-congresso-de-leigos
A Comissão Central convocada pelo Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, reuniu-se no dia 14 de dezembro de 2010 na Paróquia São Luiz a fim de avaliar as ultimas atividades realizadas no I Congresso de Leigos da Arquidiocese de São Paulo.
Os leigos e padres co-responsáveis pelo congresso avaliaram positivamente o processo desencadeado desde janeiro, as etapas paroquiais e regionais, bem como a realização das oficinas arquidiocesanas e o grande momento celebrativo do dia 21 de novembro.
O I Congresso de Leigos da Arquidiocese de São Paulo mobilizou inúmeros leigos e leigas, promover a consciência da identidade e do protagonismo dos leigos na Igreja e na sociedade, favoreceu a pastoral de conjunto e principalmente o reavivamento pastoral e missionário.
Como primeira experiência há situações e processos a serem melhores trabalhados, desafios a serem superados. O empenho de todos foi para que tudo ocorresse da melhor forma possível e pelo êxito do efetivo testemunho de uma Igreja, povo de Deus, na cidade de São Paulo.
Frutos Financeiros
A sub-comissão financeira da Comissão Central, presidida pelo Antonio Zanon, apresentou detalhadamente a prestação de contas da arrecadação dos recursos financeiros por meio da rifa que contou com 95% do empenho das paróquias e de seus leigos, sendo os demais 5% da participação dos Conselhos de Leigos (Belém e Ipiranga), Movimento Focolares e o Movimento de Integração do Campo e da Cidade MICC.
As despesas já estão sendo quitadas e o I Congresso de Leigos contará com um fundo de aproximadamente R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) para dar continuidade aos projetos decorrentes do congresso. Atualmente o recurso financeiro encontra-se aplicado em conta da Mitra Arquidiocesana sob a administração do CLASP (Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo).
Por sugestão do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer o saldo deverá ser encaminhado aos procuradores da Mitra Arquidiocesana para administração do recurso.
Neste sentido, o CLASP sugeriu ao Cardeal que para manter a transparência da administração do recurso, da acessibilidade ao fundo e execução dos projetos do congresso seja nomeado um Conselho Gestor do Fundo Arquidiocesano do I Congresso de Leigos da Arquidiocese de São Paulo. Na presença de todos os membros da Comissão Central o Sr. Cardeal considerou a proposta válida e se comprometeu a nomear para o Conselho Gestor os membros da Procuradoria da Mitra, quatro leigos da Sub-comissão de Finanças do Congresso e da Comissão Executiva, o padre coordenadora de Pastoral pelo Secretariado de Pastoral. O Conselho Gestor do Fundo contará também com um regimento para estabelecer as regras para apresentação de projetos e prestação de contas do recurso.
Próximos Passos
A Carta do I Congresso de Leigos será novamente analisada pela Equipe Executiva para publicação de sua versão final. As propostas das Oficinas serão re-organizada a partir dos eixos Organização, Formação e Ação para um planejamento estratégico de execução.
Constatou-se que muitas das propostas já estão sendo contempladas pelas pastorais e organismos eclesiais vinculados a temática para o ano de 2011.
O Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer manifestou a necessidade de um novo encontro com todos os 1.200 (mil de duzentos) delegados das Oficinas Arquidiocesanas em 20 de março de 2011. A convocação oficial deverá ser encaminhada pelo Secretariado de Pastoral.
Edson Silva
Secretário Geral
I Congresso de Leigos da Arquidiocese de São Paulo
Veja também: Dr. Edson Luiz Sampel é Doutor em Direito Canônico
http://www.claspnet.org.br/noticias/defesa-de-doutorado
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Ver a realidade
Papais Noéis de si mesmos, deputados querem reajustar seus vencimentos de R$ 16,5 mil para R$ 26,7 mil
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=35551
A 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP) julgou nesta segunda-feira (13) improcedente uma ação de improbidade administrativa contra o deputado Paulo Maluf (PP-SP). Com a determinação, a 7ª Câmara revogou decisão que o próprio tribunal havia tomado em abril deste ano. Foi por causa dessa decisão que Maluf teve registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral, com base na Lei da Ficha Limpa.
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=35545
Procuradoria Regional Eleitoral do Amazonas pede inelegibilidade de indicado a ministro dos Transportes do Governo Dilma por distribuição de combustível aos eleitores em troca de votos.
http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/politica/2010/12/09/PROCURADORIA-PEDE-INELEGIBILIDADE-DE-INDICADO-A-MINISTRO-DOS-TRANSPORTES.htm
Fonte: congressoemfoco.uol.com.br / cbn.globoradio.globo.com
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Nascer a partir do Encontro com o Cristo - Parte I (Ver)
Esses documentos vêm proclamar que somos enviados como testemunhas da grande alegria e da vida nova que nascem do encontro com Jesus.
Sem o espírito e a ação missionária que nascem do encontro com o Senhor, a pregação se torna vazia e o empenho missionário cansativo. Esse encontro se realiza na Palavra de Deus, na oração, na liturgia, na caridade, especialmente aos mais pobres e doentes.
A Plano de Pastoral destaca o desejo ardente de ajudar o povo a perceber que a fé em Jesus Cristo não é um negócio, não se pode comprar. A fé depende do anúncio da Palavra e da ação do Espírito. Ela nasce de um encontro com Jesus, que precisa ser alimentado pela Palavra, pela oração, pelos sacramentos, especialmente a Eucaristia e a Penitência, pela participação comunitária e a prática da caridade.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Reconhecer-se no verbo encarnado

O Documento final da V CONFERÊNCIA GERAL DO EPISCOPADO LATINO-AMERICANO E DO CARIBE - conhecido como Documento de Aparecida nos traz contribuições sobre a Espiritualidade do Natal.
No capítulo que trada da realidade que nos desafia como discípulos e missionários, alguns questionamentos são muito apropriados para refletirmos sobre a espiritualidade do Natal e o conceito de Natal que a sociedade nos apresenta.
- As novas gerações são as mais afetadas pela cultura do consumo em suas aspirações pessoais profundas.
- Crescem na lógica do individualismo pragmático e narcisista, que desperta
nelas mundos imaginários especiais de liberdade e igualdade. - Afirmam o presente porque o passado perdeu relevância diante de tantas exclusões sociais, políticas e econômicas. Para elas o futuro é incerto. Assim mesmo, participam da lógica da vida como espetáculo, considerando o corpo como ponto de referência de sua realidade presente.
- Têm nova atração pelas sensações e crescem na grande maioria sem referência aos valores e instâncias religiosas. Em meio à realidade de mudança
cultural, emergem novos sujeitos, com novos estilos de vida, maneiras de pensar, de sentir, de perceber e com novas formas de se relacionar. São produtores e atores da nova cultura.
Entre os aspectos positivos dessa mudança cultural aparece:
- o valor fundamental da pessoa, de sua consciência e experiência, a busca do sentido da vida e da transcendência.
Para dar resposta à busca mais profunda do significado da vida, o fracasso
das ideologias dominantes permitiu que a simplicidade e o reconhecimento do fraco e do pequeno na existência surgissem como valor, com grande capacidade e potencial que não podem ser desvalorizados.
Essa ênfase na apreciação da pessoa abre novos horizontes, onde a tradição cristã adquire renovado valor, sobretudo quando a pessoa se reconhece no Verbo encarnado que nasce em um estábulo e assume uma condição humilde, de pobre.
domingo, 5 de dezembro de 2010
A CELEBRAÇÃO DO ADVENTO

O novo calendário romano, no n. 39, cuidou de exprimir o significado do Advento: "O tempo do Advento tem uma dupla característica: é tempo de preparação para a solenidade do Natal, em que se recorda a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens e simultaneamente é o tempo no qual, através desta recordação, o espírito é conduzido à espera da segunda vinda de Cristo no final dos tempos".
Mais sugestiva que um longo comentário sobre a teologia do Advento é a tabela seguinte:
DOMINGO
Esperança vigilante do Senhor
II
Advertência de João Batista: Preparai os caminhos do Senhor A
III
Presença dos tempos messiânicos. Alegria.
IV
Encarnação do Verbo
Como se pode notar, os domingos exprimem uma continua progressão partindo do segundo advento, ligado ao último domingo do ano, embora sempre sublinhem o nascimento de Jesus, para chegar à encarnação do Verbo.
A celebração do Advento tem uma riqueza teológica incomparável. Somos pois convidados a ler e a estudar os textos na sua recíproca ligação no âmbito da celebração de um mesmo domingo, mas também na sua ligação com os textos dos domingos seguintes. O lecionário atual propõe duas leituras próprias para cada dia das quatro semanas do Advento.
A tonalidade de fundo que percorre o 1º domingo é a da espera vigilante do Senhor. Ele anuncia o seu retorno. Devemos estar alertas. As nações se reunirão. O dia está próximo. E preciso vigiar e estar pronto para comparecer de pé diante do Filho do homem. Um germe de justiça se instaurará no fim dos tempos, pelo que devemos estar firmes e irrepreensíveis
Se o reino dos céus está próximo, é mister preparar os caminhos. É o tema específico do 2º domingo do Advento. O Espírito está sobre o Senhor e nele as promessas são confirmadas. Preparar os caminhos significa preparar um mundo novo, uma terra nova. Devemos saber ver a salvação de Deus, cobrir-nos como manto da justiça e revestir-nos do esplendor da glória do Senhor.
O 3º domingo apresenta os tempos messiânicos. Deus vem salvar-nos, a sua vinda está próxima, as curas são o sinal da sua presença. No meio de nós está alguém que não conhecemos. Exultamos pela presença de quem está marcado pelo Espírito. Um mais poderoso que João Batista deve chegar. Já está aqui. E esse o tempo da fraternidade e da justiça.
O 4º domingo do Advento anuncia a vinda iminente do Messias. José foi pré-advertido. Uma Virgem conceberá o Filho de Deus, Jesus Cristo, da estirpe de Davi. A noticia é comunicada a Maria. O trono de Davi será firme para sempre. O mistério calado por Deus durante séculos é agora revelado. Também Isabel agora sabe. De Judá sairá aquele que vai reger Israel. Ele vem para cumprir a vontade de Deus.
Extraído do livro
O ANO LITÚRGICO História, Teologia e Celebração
Anámnesis 5, vários autores, ©Paulinas 1991
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Mais de 70 pessoas prestigiam lançamento do Texto-base da CF-2011
Participaram do lançamento, mais de 70 convidados, entre lideranças religiosas, agentes de pastorais, representantes de entidades e coordenadores da CF das sub-regiões pastorais.
A mesa foi composta pelo presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 da CNBB, Dom Nelson Westrupp, pelo secretário-geral, Dom Airton José dos Santos, pelo bispo emérito de São Miguel Paulista (SP) e responsável regional pela Campanha da Fraternidade, Dom Fernando Legal, pelo padre José Pedro Teixeira de Jesus, professor de Bíblia do Instituto de Teologia da Diocese de Santo André (SP) e a Dra. Rachel Biderman, advogada e coordenadora do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces). Representando a Campanha da Fraternidade no Estado de São Paulo estava presente o Padre Cícero Soares da Silva Neto.
A noite de lançamento foi aberta pelo Presidente do Regional Sul 1, Dom Nelson Westrupp, scj, que em sua saudação inicial recordou Bento XVI: “Com grande generosidade, Deus confiou-nos o mundo que criou. Urge aprender a respeitá-lo e protegê-lo melhor”. Por isso, segundo Dom Nelson, essas palavras deverão nortear os compromissos ao longo da Campanha que terá seu início na Quarta-Feira de Cinzas de 2011 e seguirá durante toda a Quaresma. “Respeitar e proteger melhor, ter mais cuidado e carinho para com nosso planeta, eis aí um grande desafio da CF de 2011”, foram também recomendações de Dom Nelson.
Após a acolhida feita por Dom Nelson, o bispo referencial da CF, Dom Fernando Legal fez uma retrospectiva da história das Campanhas da Fraternidade que vem sendo realizada na Igreja do Brasil. No final do discurso, o bispo recordou João Paulo II, ‘sem dúvida, será uma feliz realidade o desejo que João Paulo II fez à Igreja e todos os povos, há vinte anos atrás, em sua mensagem do Dia Mundial da Paz: "Paz com Deus, Criador, Paz com toda a Criação’", concluiu.
Rachel Biderman, falou sobre o importante papel da Igreja, através da CF-2011 em discutir em âmbito público, temas como aquecimento global e das mudanças climáticas. “O texto é um estímulo para a boa ação para contribuir no debate sobre a problemática do aquecimento global e suas consequências. É preciso reverter as dores de parto em alegria de nascimento", disse referindo-se ao Texto-base.
Em seguida, o padre José Pedro Teixeira de Jesus apresentou alguns aspectos da segunda parte do texto-base, o Julgar, à luz da fé cristã. Ele explicou de como podemos, sob a ótica da Palavra de Deus e da teologia, refletir a realidade e encontrar soluções em prol da preservação do planeta.
O cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, que também esteve presente na noite de lançamento exortou aos convidados sobre a nossa responsabilidade diante da Vida no planeta e desejou que a CF-2011 possa produzir muitos e bons frutos.
Ainda no lançamento, a Equipe da CF de Hortolândia apresentou o hino da CF-2011.
De São Paulo, Renato Papis
Publicado em 29/11/2010 - 03:25
fonte www.cnbbsul1.org.br
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010.
Foram apresentados, discutidos e avaliados cada um dos 10 (dez) encontros realizados
para reflexão de assuntos que o tema da CFE 2010 " Economia e Vida" abordou.
Assim também, foi apresentado para a Comunidade o material da CF 2011 que terá como tema
"Fraternidade e a vida no planeta" e como lema "A criação geme como em dores de parto".
Agradecemos a sua participação e convidamos àqueles que ainda não participaram!
Pastoral Fé e Política
Paróquia São João Batista
Setor Carrão/Vila Formosa
Região Episcopal Belém