terça-feira, 25 de novembro de 2008

Campanha Ficha Limpa

A Campanha Ficha Limpa comemora 6 meses de atuação e chega a 500.000 assinaturas. Este Projeto de Lei de iniciativa popular pretende alterar a Lei de Inelegibilidades tornando inelegíveis as pessoas com condenação em primeira ou única instância por crimes como: racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas; e no caso dos detentores de foro privilegiado, com denúncia recebida por um tribunal; parlamentares que tenham renunciado para fugir de cassações e pessoas condenadas por compra de votos ou uso eleitoral da máquina administrativa. Veja abaixo a quantidade de assinaturas por região:

Sul: 195.133 assinaturas
Sudeste: 176.405 assinaturas
Nordeste: 67.963 assinaturas
Centro-Oeste: 39.839 assinaturas
Norte: 20.115 assinaturas

Contatos com:

Assessoria de Comunicação – Comitê Nacional MCCE
Cristiane Vasconcelos – (61) 2193-9658 / 8137-7591
comunicacaomcce@gmail.com
www.mcce.org.br

Campanha Ficha Limpa SP - Comitê Estadual 9840
Renata Celani - (11) 3022 9485 / 9157 2634
campanhafichalimpasp@uol.com.br
http://campanhafichalimpasp.blogspot.com

domingo, 23 de novembro de 2008

Padre Denilson

No próximo dia 26 de novembro, o nosso antigo pároco e sempre amigo Padre Denilson Geraldo estará defendendo sua tese de doutorado em Roma. Desejamos sucesso ao Pe. Denilson e pedimos a todos que orem para ele nesse momento tão importante. Para quem estiver em Roma neste dia, o Pe. Denilson estará defendendo a tese “O juizo do Superior para admitir ao Periodo Introdutorio (noviciado) conforme o ordenamento juridico da Sociedade do Apostolato Católico e do Direito Comum" às 17:45 (14:45 no horário de Brasília) na Universidade Lateranense, sala 102.

Curso de Fé e Política

Está se encerrando no próximo dia 27 de novembro o primeiro curso de Fé e Política realizado no Colégio e Faculdade Claretiano (Rua Martim Francisco, 636A - Santa Cecília - SP - Telefone - (11) 3823-5969), quando será realizada uma palestra final e a entrega dos certificados de participação aos alunos. Esta palestra final é aberta ao público em geral e terá como tema a "Transformação Social e os Direitos Fundamentais da Pessoa Humana", pelo prof. Plínio de Arruda Sampáio e será realizada no auditório da Faculdade, quarto andar. Participem!

Fé e Política

A fé não é apenas dom de Deus. Ela é compromisso social e está voltada para a dignidade e o valor da vida. Na verdade, a vivência leva a uma realidade política, à realização do bem comum. Isto não foi diferente com Jesus. Ele despojou-se, assumindo a forma de servidor e tornando-se semelhante ao ser humano (Fl 2, 5.7).

A fé e a política são sentimentos arraigados no coração e no ser das pessoas. Elas se afloram em momentos determinados, gerando atitudes de compromisso e, às vezes, atos de irresponsabilidade. É preciso aprofundar uma reflexão sobre a interação entre a fé e a política. E há uma preocupação que justifica, citando palavras do papa Bento XVI, quando diz não entender porque, num país tão cristão, existir tantos políticos com alto grau de corrupção.

Na longa história do cristianismo, a fé e a política caminharam juntas. Os cristãos apoiados na Palavra de Deus, sempre entenderam que a vivência de fé tem que se desdobrar em ações sociais e políticas, e que interferisse na organização da sociedade. Mas isto, nos últimos tempos, dentro de movimentos ideológicos, tem sido questionado. É a tendência de separar e eliminar a abrangência da fé. Com isto, a política vem sendo desligada dos valores éticos, tornando-se instrumento de defesa de benefícios próprios ou de grupos.

Mas precisamos retomar a articulação que existe entre a fé e a política, tendo em vista o bem de todos. É atitude que exige de nós profunda conversão. Não conseguimos nos aproximar mais uns dos outros sem aproximação de Jesus Cristo. A participação na vida social, econômica, cultural e política das nossas realidades precisa ter inspiração nos Evangelhos. Sem isto não vamos promover verdadeiro desenvolvimento em benefício de todos e nem mudar as estruturas injustas existentes na sociedade.

Há sempre os conchavos políticos na preparação do momento eleitoral. Políticos verdadeiramente honestos e bem intencionados não devem se aliar aos comprovadamente desonestos e politiqueiros. O mal contamina e muda o perfil das pessoas. A ação corporativista descaracteriza a postura ética e moral de muitos políticos. Temos que acreditar ainda, apesar de tudo, numa ação política que traga vida e dignidade para todos. O cenário nacional, alimentado por tanta corrupção, não pode nos desanimar num caminho de justiça e de política mais comprometedora.

Percival Puggina

Natal na Casa Comunitária

Estaremos realizando no próximo dia 26 de novembro (quarta-feira), às 20:00 horas, o nosso encontro de Natal com a Casa Comunitária Sagrada Família (R. Carlos Silva, 60 - Carrão). Será feita uma pequena avaliação das atividades do ano de 2008, haverá uma palestra sobre o significado do Natal e será realizada a entrega de 4 cestas de Natal para as famílias que mais participaram das nossas reuniões ao longo do ano de 2008. Haverá também o sortei de brindes para os participantes e distribuição de brinquedos para as crianças presentes.

O Bem Comum Acima de Tudo

Leitura e, principalmente, a reflexão do texto acima nos leva a uma profunda tristeza ao constatarmos o grande abismo existente entre a sociedade das primeiras comunidades cristãs e a nossa chamada, talvez ironicamente, de “moderna” ou “contemporânea”. O individualismo e a privatização dos sonhos se contrapõem aos valores cristãos claramente explicitados no livro dos atos dos apóstolos e que fundamentam os conceitos de cidadania e o princípio do Bem Comum.

Segundo os principais órgãos econômicos mundiais, para erradicarmos a fome e a miséria do mundo basta um crescimento econômico significativo ao longo dos anos, principalmente nos países mais pobres para, desta maneira, gerar mais emprego e renda. Entretanto, o mundo moderno esbarra em um problema ecológico chamado “aquecimento global” que, graças ao tal “crescimento significativo” dos países desenvolvidos, pode acabar com a vida no planeta em menos tempo do que acabaríamos com a fome. Surge, então, um grande impasse: Como acabar com o grave problema da fome e da miséria no mundo sem comprometer o aquecimento global?

A resposta está na Bíblia, mais precisamente no trecho de Atos dos Apóstolos que encabeça o nosso artigo: Partilha. Porém, infelizmente, essa palavra não existe no dicionário neoliberal. Aliás, ela é quase um palavrão para o conceito capitalista, uma vez que ele baseia os seus princípios na doutrina pautada no egoísmo, na competição e no individualismo de Adam Smith. É sempre bom lembrar que 70% da riqueza produzida no mundo está na mão dos 20% mais ricos, enquanto que 80% da população mundial os mais pobres ficam com apenas 30%. Esse quadro de concentração de riqueza e renda se agrava ainda mais quando toma por base os países mais pobres. Inclusive, quanto maiores a concentração de renda e de riqueza em um país, menores são as práticas cidadãs e, consequentemente, a valorização da coletividade.

O princípio do Bem Comum, um dos elementos primordiais para existir uma cidadania plena, parte da idéia fundamental de que o coletivo está acima do individual e que a privatização dos sonhos, ou seja, os bens materiais individuais e os sonhos consumistas devem ser abandonados em favor das organizações populares como sindicatos, movimentos sociais e associações de bairros. A expressividade e o fortalecimento do coletivo é que alimenta a justiça e igualdade social em um país. Quanto maior a coletivização dos sonhos, maiores serão os poderes de uma nação para implantar a justiça social. Para fazermos a nossa parte precisamos romper com os valores consumistas da nossa sociedade.

Um bom caminho é parar de avaliar e julgar as pessoas pelos seus bens materiais. Outro bom caminho é fugir das armadilhas consumistas de comprar as coisas para usufruir do “status” de possuir aquele bem. Perguntar se realmente precisa do que se está comprando ou avaliar se a motivação da compra é por necessidade ou por vaidade é outra boa oportunidade para um bom começo. Para finalizar, também precisamos valorizar os movimentos de coletivização social, como os sindicatos, as associações de bairros, os partidos políticos e os movimentos de organização popular. Todos eles funcionam mal ou bem na mesma proporção do quanto as pessoas participam deles com os interesses coletivos acima dos individuais.

Se fizermos isso, daremos um passo decisivo para uma nova sociedade e, quem sabe, para o novo mundo conclamado anualmente nos Fóruns Sociais Mundiais.

Um grande abraço, a Paz de Cristo e vamos colocar sempre o “Bem Comum acima de tudo”

Robson Campos Leite
E-mail: feepolitica@terra.com.br

(publicado originalmente em outubro de 2008 no jornal "O Mensageiro" da Paróquia Nossa Senhora de Loreto / RJ - http://www.loreto.org.br )

Reunião e Confraternização


Foi realizada nesta última quinta-feira uma reunião da Pastoral Fé e Política para a preparação de nosso último evento público de 2008: O encontro de Natal da Casa Comunitária Sagrada Família (R. Carlos Silva, 60 - Carrão). Também realizamos uma confraternização entre os membros de nossa pastoral, aproveitando para saudar a entrada de dois novos colaboradores: o casal Filipe e Rosi. Agradecemos também a presença de Dona Nilza, da cidade de Petrópolis (RJ) pela presença e valiosas sugestões para a nossa programação 2009. A reunião contou também com a presença dos nossos jovens colaboradores (veja a foto ao lado). Agradecemos a todos pela presença!

Reunião de Novembro com a Sub-prefeitura


No último dia 13 de novembro foi realizada mais uma reunião com o subprefeito de nossa região, o senhor Vicente Marques (sub-prefeitura Aricanduva, Formosa e Carrão) com a participação de membros de nossa comunidade. Como já de hábito, foram revisados os problemas apontados na última reunião e as soluções apresentadas pela sub-prefeitura, expostos novos problemas e realizada uma conversa produtiva sobre os assuntos tratados com todos os presentes. Novamente agradecemos a presença de todos a mais este encontro e, em especial, ao senhor Vicente Marques por sua constante atenção, providencias e explicações. Fica aqui também o nosso convite a todos da comunidade para que participem de nossas próximas reuniões, a serem realizadas em 2009.

Do Mundo Virtual ao Espiritual

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão.

Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela
respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'

Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade... Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de prédio ou de quadra!

Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…

A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil – com raras e honrosas exceções –, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.

Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste,
aumenta a neurose.

Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma su­gestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir!

O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade – a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino
dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: 'Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.'.


Frei Betto, frade dominicano e escritor.

FSM 2009

A edição de 2009 do Fórum Social Mundial (FSM) está programada para ocorrer na cidade de Belém do Pará, de 27 de janeiro a 01 de fevereiro de 2009 e está prevista a participação de mais de 120 mil pessoas de 150 diferentes países. Para os interessados em participar, dia 29 de novembro será realizada aqui em São Paulo, no Campus Memorial da América Latina da UNINOVE, um encontro pré-fórum onde serão discutidos diversos aspectos da FSM 2009 e onde poderão ser obtidas maiores informações sobre caravanas, hospedagem, transporte, etc.
Maiores informaçõespodem ser obtidas pelos telefones (11) 8721-8889, (11) 3813-2772, (11) 9233-0660 ou pelo e-mail conexaosp-fsm@intercomunicacao.net.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Reunião com a Subprefeitura

Está agendada a próxima reunião com a Sub-prefeitura que será realizada na Paróquia São João Batista no dia 13/11/08 às 20:15h. Venha conhecer o retorno das solicitações anteriores e traga a sua solicitação.

sábado, 4 de outubro de 2008

Setembro Mês da Bíblia

No mês de Setembro, nos encontramos com as famílias da Casa Comuniária para refletir sobre a celebração da Igreja em Setembro como "Mês da Bíblia". A Palavra de Deus que iumina e alimenta a vida da Família.

"A Bíblia não nos ensina apenas a viver bem como indivíduos, não nos ensina apenas as virtudes familiares e as coisas que se referem a religião, mas nos ensina tudo aquilo que compreendemos por virtudes sociais.

A Bíblia ensina o amor entre os povos e entre as diversas classes sociais; ensina quais são os deveres dos patrões para com seus empregados e dos operários para com os patrões; ensina a justiça e a honestidade no comércio e nas relações, o amor ao trabalho e as várias formas de ações solidárias" (Pe. Tiago Alberione)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Campanha Ficha Limpa

O projeto "O Autor na Praça" acontece há 9 anos na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto em São Paulo. Na próxima edição do projeto, dia 20/09, a Campanha Ficha Limpa será apresentada aos participantes, com coleta de assinatura na praça.

Essa é mais uma ação de apoio da sociedade civil à Campanha Ficha Limpa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). O projeto "Autor na Praça" é um encontro informal entre escritores, poetas, atores e o público da praça. O evento acontece quinzenalmente, sempre aos sábados, a partir das 14h, no Espaço Plínio Marcos, uma tenda na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto em São Paulo. Na edição do dia 20/09, o projeto leva o tema da Campanha Ficha Limpa para ser apresentado e discutido com o público. Além de promover o contato da sociedade com o Projeto de Lei de iniciativa popular, o "Autor na Praça" também irá coletar assinaturas para o Projeto de Lei.

Segundo o realizador do projeto, Edson Lima, pela praça Benedito Calixto circulam de 8 a 10 mil pessoas a cada sábado. Nesse espaço, a intenção do "O Autor na Praça" é realizar a leitura de textos relacionados ao tema eleições, o próprio Projeto de Lei de iniciativa popular, além de textos sobre a Lei 9.840, a qual o projeto também apoiou na época de sua criação. Dentro do tema em questão, haverá o lançamento do livro "Policidadania - Política e Cidadania", de Lucrécia Anchieschi e Luciano Santos. Haverá ainda a participação do cartunista Júnior Lopes fazendo sua arte no local.

O Comitê 9840 Estadual de São Paulo é parceiro do projeto "O Autor na Praça" na realização dessa ação. O MCCE lembra a todos os paulistanos que forem à Feira de Artes no próximo sábado que levem o título de eleitor para assinar o Projeto de Lei de iniciativa popular contra a candidatura de políticos em débito com a Justiça.

Cristiane Vasconcelos - Assessoria de Comunicação – Comitê Nacional
Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (http://www.mcce.org.br/)

A opção preferencial pelos pobres

A frase que encabeça o nosso artigo deste mês foi o grande marco da III Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho realizado no ano de 1979 na cidade mexicana de Puebla. Essa conferência Episcopal foi importante para a América Latina que vivia, naquela época, as marcas das ditaduras e da profunda miséria em grande parte do continente. Muitos historiadores e cientistas políticos consideram que essa conferência episcopal foi decisiva para o início de um novo tempo na Região da América Latina e do Caribe. A volta da Democracia no Brasil, através da Constituinte de 1988 onde a participação popular através dos grupos organizados pela CNBB, é um belo exemplo que pode perfeitamente ser considerado como conseqüência desta Conferência. Entretanto, ao contrário do que pode parecer, a opção preferencial da Igreja pelos pobres não surgiu com a publicação dos documentos de Puebla, mas pela prática e ensinamentos do próprio Cristo muito claramente colocados nos Evangelhos.

Ao avaliarmos, por exemplo, a passagem marcante do Juízo Final (Mt 25, 31-46), nós percebemos claramente a identificação do rosto de Deus com o rosto do "irmão mais pequenino". "Quando fizeste isso ao menor dos meus irmãos foi a mim que o fizeste". Essa identificação incondicional se torna desafiadora para nós, principalmente na sociedade moderna onde os contra valores do consumismo desenfreado se tornam o verdadeiro deus de muitos.Como se dizer Cristão quando o próprio Cristo deixa claro que somente alcançará a salvação aquele que o ver preso e for visitá-lo, aquele que o ver despido e o vestir? Essa palavra se torna ainda mais forte quando Jesus não deixa dúvidas ao dizer que não é apenas fazer isso a um irmão, mas ao "mais pequenino desses irmãos", ou seja, o excluído. Outro detalhe ainda nesta reflexão que não pode passar em branco é que essa ação em prol do "menor dos meus irmãos" tem que ser de resgate, ou seja, de inclusão. Digo isso para que não nos deixemos enganar com as falsas atitudes assistencialistas que não recuperam ninguém, mas apenas escravizam e tornam os irmãos excluídos cada vez mais dependentes e longe de uma verdadeira inclusão social. Por outro lado, não podemos esquecer que, conforme dizia o Sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, "Quem tem fome tem pressa". Também não podemos nos justificar na necessidade urgente de buscarmos políticas públicas e verdadeiramente inclusivas para continuar apenas criticando os projetos assistencialistas e ficando de braços cruzados. Precisamos fazer a nossa parte. Seja em nossa comunidade, em nossa pastoral ou até mesmo em nosso trabalho, nós precisamos exercer essa opção preferencial do Cristo. A opção pela vida e pela vida em abundância. A injustiça, a fome e a desigualdade social existentes em nosso continente são pecados graves que não podemos compactuar. Estar calado diante disso tudo é ser conivente com essa situação. É ser um Pôncio Pilatos na sociedade moderna.

Sei que muitos leitores podem estar se perguntando por que escrevi sobre esse assunto na abertura deste novo ano. Faço isso porque teremos neste ano de 2007 a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho aqui no Brasil, mais precisamente em Aparecida do Norte São Paulo. Apesar de, conforme citei acima, estarmos vivendo em um continente mais democrático do que na época de Puebla, ainda temos profundos e graves problemas sociais na América Latina do nosso tempo. Fome, miséria, violência, corrupção, desigualdades sociais e forte concentração de renda ainda são os grandes desafios a serem vencidos no nosso continente. Roguemos a Deus para que essa V Conferência Geral que contará, inclusive, com a presença do Papa Bento XVI, seja também um marco para uma nova América Latina com mais inclusão social, participação popular e, acima de tudo, um direcionamento de transformação do nosso Continente para o tão sonhado Reino de Amor pregado pelo Cristo nos Evangelhos.

Um forte abraço a todos e a Paz de Cristo!

Robson Campos Leite
Email: feepolitica@terra.com.br

(publicado originalmente em janeiro de 2007 no jornal "O Mensageiro" da Paróquia Nossa Senhora de Loreto / RJ - http://www.loreto.org.br )

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Prof. Robson Leite

Temos o prazer de anunciar que em breve estaremos reproduzindo aqui alguns artigos do Prof. Robson Campos Leite, autor do livro "Fé e Política se Misturam?" (Editora Mundo e Missão). Professor universitário, escritor, palestrante, militante das causas sociais e articulista do jornal "O Mensageiro" da Paróquia Nossa Senhora de Loreto (http://www.loreto.org.br/), o Prof. Robson gentilmente autorizou a publicação de seus artigos em nosso blog. Agradecemos ao Prof. Robson e lhe desejamos muito sucesso em sua luta pela fé e pelo social. Para adquirir o livro "Fé e Política se Misturam?" visite o site "Missão Jovem" (http://www.missaojovem.com.br/), fundado e dirigido pelo Padre Paulo de Coppi.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Grito dos Excluídos 2008

A 14ª edição do Grito dos Excluídos, com o lema “Vida em primeiro lugar, direitos e participação popular”, mobilizou no último 7 de setembro dezenas de milhares de pessoas em todo território brasileiro. O que mais chama a atenção é o caráter nacional da iniciativa que, desde 1995, envolve movimentos e pastorais sociais, entidades e diversas organizações populares. Embora as atividades mais destacadas do Grito tenham ocorrido nas capitais dos estados e no Santuário de Aparecida, interior de São Paulo, a cada ano que passa o movimento se estende a novos municípios, dioceses, localidades, no campo e na cidade. As manifestações refletem uma pluralidade rica e variada de eventos – romarias, caminhadas, celebrações, atos públicos, entre outros – formando uma ampla rede capilar marcada pela indignação e pela crítica, mas, ao mesmo tempo, pela ação propositiva.
São gritos que ganham vida e saem às ruas e praças. Explícitos uns, silenciosos outros, brotam do chão de um país onde os contrastes seguem gritantes. Como lembra o tema deste ano, está em jogo a universalização à população brasileira dos direitos básicos, tais como terra, trabalho, moradia, saúde, salário justo, lazer, transporte público, enfim, por um lado, justiça e paz para todos e, por outro, combate a todo tipo de violência.
Três destaques desta 14ª edição do Grito. Primeiro, num painel exposto no Santuário de Aparecida, a população foi convidada a manifestar seus gritos pessoais. Predominou a indignação frente à corrupção na política e nos poderes públicos. Daí a importância de continuar com a “Campanha ficha limpa para os candidatos”, em vista das eleições municipais de 2008. Mas não basta! Além desses gritos declarados, há um grito mudo caracterizado pela apatia, o desestímulo e o descrédito popular pelo processo eleitoral que se aproxima. A própria democracia formal e representativa encontra-se enferma. Os sintomas da doença são graves e bem visíveis. É necessário avançar para formas de participação popular efetiva, a partir das bases, se queremos salvar a democracia sem qualquer tipo de adjetivação.
Em segundo lugar, o Grito vem incorporando cada vez mais a preocupação pelo aquecimento global e pela necessidade de preservar o meio ambiente, buscando um desenvolvimento e uma civilização sustentáveis, quer do ponto de vista ecológico, quer do ponto de vista social e cultural. Como exemplo disso, podemos citar as mobilizações em defesa do Rio São Francisco. E podemos citar também a desconfiança frente à euforia manifestada pelo governo quanto à descoberta das novas reservas de petróleo, o chamado pré-sal. No contexto do aquecimento global, será lícito comemorar a perspectiva da queima de mais combustível fóssil para o ar das próximas gerações, ou investir em fontes de energia alternativa, sem comprometer por outro lado a produção de alimentos? Além disso, para quem será destinada essa riqueza? O discurso de que ela poderá servir ao programa de educação, por mais que respire boa vontade, parece não resistir facilmente às pressões dos senhores do petróleo, nacionais e internacionais!
Por fim, é sempre oportuno ater-se à espinha dorsal do Grito: a vida em primeiro lugar. Este tema acompanha as manifestações deste o início. Se a exclusão social, a violência e a morte ainda fazem parte do cotidiano de tantos brasileiros e brasileiras, o grito pela vida não pode parar. Ele está na raiz de todos os gritos, simbolizando, simultaneamente, um não ao modelo econômico neoliberal concentrador e excludente e um sim à luta por uma economia solidária e participativa, onde a vida esteja acima do lucro e do mercado!

Pe. Alfredo Gonçalves

Grupo Fé e Política de Maringá (PR)

Foi com muita alegria que encontramos mais um blog de Fé e Política na WEB. Trata-se do Grupo de Fé e Política da Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, em Maringá (PR). Este grupo reune-se a 3 anos com o objetivo de conscientizar os cristãos de que o exercício da boa política deve ser posto em prática. Nosso fraternal abraço ao pessoal de Maringá e parabéns pela iniciativa. Confira este blog no endereço http://feepolitica.blogspot.com/ ou na nossa seção de links recomendados.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Novos Horários de Reuniões

Foram definidos nossos novos dias e horários de reuniões:

2ª quarta-feira de cada mês: assuntos gerais (Paróquia)
3º sábado de cada mês: estudo e formação dos membros (Paróquia)
4ª quarta-feira de cada mês: educação da Família (Casa Comunitária)

Sempre às 20:00 hs. Convidamos a todos que venham participar de nossas reuniões e atividades.

Próxima reunião: dia 10 de setembro, às 20:00 horas, na Paróquia São João Batista (Rua Coronel Marques, 174 - Vila Carrão/SP/SP).

ECC da Paróquia S. João Batista

Foi realizado neste final de semana (de 5 a 7 de setembro) o 151° Encontro de Casais com Cristo da Paróquia São João Batista, com a participação de todos os membros de nossa pastoral, que atuaram em diversos setores do evento. Nosso agradecimento e votos de muita felicidade a todos os 21 casais inscritos nesse ECC. Este Encontro contou também com a presença e participação do Padre Fausto Marinho Carvalho Filho, Diretor Espiritual de nossa Região Episcopal e do casal Edson e Guadalupe, Casal Assessor Setorial do Carrão, Vila Formosa, Vila Antonieta e Sapopemba.

Novos Blogs

Está no ar mais um blog de nossa comunidade: o Blog da Pastoral Familiar, acrescido a nossa lista de links recomendados (veja aqui ao lado). Não deixe também de visitar os demais links que recomendamos, como o da nossa paróquia e dos padres Renato Vieira e Sílvio Andrei. Lembrando: nessa próxima quinta-feira teremos a missa mensal de cura e libertação na Paróquia São João Batista, iniciando às 19:30 horas.